O perfil de quem faz esportes no Brasil - e o do sedentário


O Ministério do Esporte lançou nesta segunda-feira o primeiro Diagnóstico Nacional do Esporte. O levantamento faz parte de um projeto para nacionalizar o legado dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro.

O objetivo é aproveitar o grande evento para incluir a atividade física no cotidiano da população brasileira. A pesquisa busca conhecer o perfil do praticante de atividade física e também quem está do lado oposto, o sedentário. Segundo o Ministério do Esporte, esta é a mais abrangente sondagem sobre esportes já feita no país.

Ao todo, foram realizadas 8.902 entrevistas com pessoas entre 14 e 75 anos.

Veja algumas das descobertas que o estudo fez sobre como o brasileiro pratica esportes. 

Sedentarismo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pessoa é considerada ativa quando pratica alguma atividade física pelo menos três vezes por semana, em seu tempo livre, com duração mínima de 30 minutos. O sedentário é aquele que não faz nenhum tipo de atividade física ou esporte.

No Brasil, 45,9% da população é sedentária. Isto é, 67 milhões de pessoas não fazem atividade física. A maior parte são mulheres (50,4%). Além disso, quanto mais velha uma pessoa é, mais sedentária.

Faixa etária        /       Sedentarismo 
Entre 15 e 16 anos    /   32,7% 
Entre 20 e 24 anos   /    38,1% 
Entre 25 e 34 anos   /    40,7% 
Entre 45 e 54 anos   /    53,5% 
Entre 55 e 64 anos   /    56,5% 
Entre 54 e 74 anos   /    64,4% 

A pesquisa perguntou também se as pessoas tinham consciência dos riscos da vida sendentária. A maior parte disse que "sim, mas não me esforço para a prática" e "sim, mas não tenho tempo para a prática". Apenas 12% disseram não gostar de praticar atividades físicas.

Os estados da região Sudeste do país são os que concentram o maior número de sedentários, com 54,4%. O Norte, por sua vez, tem menor parcela, com 37,4%

Abandono da atividade física

Foi constatado ainda que o abandono das atividades físicas acontece principalmente entre os 16 e 24 anos, que coincide com o período em que o indivíduo sai da escola para o mundo do trabalho.

O principal motivo apontado para a desistência pelos entrevistados foi estudos, trabalho e família.Veja na tabela abaixo os outros motivos.

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