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Substituir manteiga por margarina duplica risco de doenças cardíacas

Óleos vegetais e margarinas ajudam a baixar o colesterol, mas são alimentos quimicamente modificados e não devem ser incluidos no grupo de produtos saudáveis

 O que você passa no pão durante o café da manhã? Nos últimos 50 anos, cientistas aconselharam reduzir a ingestão de gorduras animais saturadas, encontradas na manteiga, e comer mais gorduras vegetais poli-insaturadas, encontradas na margarina. Mas agora um estudo publicado no British Medical Journal mostrou que essa substituição pode duplicar a probabilidade de morte por doenças cardíacas. As informações são do site do jornal Daily Mail.

O estudo foi realizado em Sydney com 458 homens, com idade entre 30 e 59 anos, que sofreram algum ataque cardíaco recentemente.

Metade foi aconselhada a cortar o consumo de manteiga e a outra metade a cortar a ingestão margarina. Os resultados mostraram que aqueles que consumiam mais gordura vegetal poli-insaturadas, ou ômega 6, tiveram duas vezes mais chance de morrer por uma série de fatores, incluindo doenças cardíacas.

A maioria dos estudos de intervenções dietéticas tem envolvido vários fatores, mas este é focado apenas no ômega 6, também conhecido como ácido linoleico, presente na maioria das dietas de países ocidentais.

Ele é encontrado em grande quantidade em óleos vegetais, como o de milho, girassol, cártamo e soja. Depois de ingerido, ele é convertido em ácido araquidónico, um composto que pode provocar a liberação de outras substâncias que causam inflamação, que é a principal causa de doenças crônicas.

Os pesquisadores, do Instituto Nacional de Saúde no EUA, disseram que a descoberta pode ter "implicações importantes para todo as recomendações dietéticas". Mas outros cientistas têm criticado os resultados, dizendo que eles não fornecem evidências suficientes para sugerir que as pessoas devem mudar os hábitos alimentares.

Ainda assim, de acordo com especialistas, óleos vegetais e margarinas ajudam a baixar o colesterol e a pressão arterial, mas são alimentos quimicamente modificados e não devem ser incluidos no grupo de produtos saudáveis.

Obesidade

A obesidade ocorre quando seu corpo consome mais calorias do que queima. No passado, muitas pessoas pensavam que a obesidade era simplesmente causada por falta de exercícios físicos, resultante da falta de força de vontade e autocontrole. Embora estes sejam fatores contribuintes significativos, os médicos reconhecem que a obesidade é um problema médico complexo que envolve fatores genéticos, ambientais, comportamentais e sociais. Todos esses fatores desempenham um papel na determinação do peso de uma pessoa.

Pesquisas recentes mostram que, em alguns casos, certos fatores genéticos podem causar alterações no metabolismo do apetite e da gordura que levam à obesidade. Para uma pessoa que é geneticamente propensa ao ganho de peso (por exemplo, tem um metabolismo mais baixo) e que leva um estilo de vida inativo e insalubre, o risco de se tornar obeso é alto.

Embora a composição genética de uma pessoa possa contribuir para a obesidade, esta não é a causa primária. Fatores ambientais e comportamentais têm maior influência no consumo excessivo de calorias provenientes de alimentos ricos em gordura e fazer pouca ou nenhuma atividade física diária a longo prazo levará ao ganho de peso. Fatores psicológicos também podem favorecer a obesidade. Baixa auto-estima, culpa, estresse emocional ou trauma podem levar a excessos como um meio de lidar com o problema.

FAZENDO O DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de obesidade é geralmente baseado em um exame físico e um histórico do paciente (de hábitos alimentares e de exercícios físicos).


Uma medida chamada índice de massa corporal (IMC) não mede diretamente a gordura corporal, mas é uma ferramenta útil para avaliar o risco para a saúde associado ao excesso de peso ou obesidade. O IMC é calculado usando quilogramas (kg) e metros (m).



O IMC é calculado da seguinte forma: IMC = peso corporal (kg) ÷ altura² (m)



Você tem que dividir o peso (em quilogramas) pela altura ao quadrado (em metros).



Por exemplo: vamos supor que uma pessoa pesa 90 Kg e tem 1,70 m de altura.



A conta do IMC ficará assim: 90/(1.70 x 1.70) => 90/2,89 = 31,14. O IMC dessa pessoa é de 31,14. Após fazer essa conta basta comparar com a tabela abaixo para ver em qual classificação o resultado se encaixa. De acordo com a tabela, um IMC 31,14 está dentro da faixa Obesidade de Grau I.



IMCClassificaçãoPossíveis Consequências
Menor do que 16Magreza grave Insuficiência cardíaca, anemia grave, enfraquecimento do sistema imunológico
A partir de 16 e menor do que 17Magreza moderada  Infertilidade, queda de cabelo, falta da menstruação
A partir de 17 e menor do que 18,5Magreza leve Estresse, ansiedade, fadiga
A partir de 18,5  e menor do que 25Saudável Menor risco para doenças
A partir de 25 e menor do que 30SobrepesoFadiga, varizes, má circulação
A partir de 30 e menor do que 35Obesidade Grau IDiabetes, infarto, angina, aterosclerose
A partir de 35 e menor do que 40Obesidade Grau II (Severa)Apneia do sono, falta de ar
A partir de 40Obesidade Grau III (Mórbida)Refluxo, infarto, AVC, dificuldade de locomoção, escaras
A classificação acima não se aplica a pessoas com menos de 18 anos de idade, mulheres grávidas ou mulheres que estão amamentando. Para pessoas com 65 anos ou mais, a faixa “normal” é maior, começando ligeiramente acima de 18,5 e se estendendo até a faixa “acima do peso”.

Os médicos também podem usar outras medidas, como o tamanho da cintura, para avaliar os riscos à saúde associados ao excesso de gordura abdominal. Quando o IMC e o tamanho da cintura indicam um alto risco de problemas de saúde, testes adicionais também podem ser realizados.

A calculadora abaixo realiza o calculo de forma facilitada e informa o grau de obesidade de acordo com os parâmetros do IMC:

TIPOS DE OBESIDADE



Como é possível constatar no quadro de controle do IMC, existem diferentes níveis de obesidade e cada um deles exigem diferentes tratamentos e também diferentes consequências ao corpo humano.

• Sobrepeso

Antes do paciente ser considerado obeso, ele alcança o patamar de sobrepeso, caracterizado no IMC por valores entre 25 e 30. Neste caso, o paciente ainda não é obeso, mas já pode apresentar sintomas da obesidade, tais como elevações na taxa glicêmica e no colesterol, fadiga excessiva após esforço físico, entre outros.

É importante salientar que o sobrepeso não é considerado doença assim como a obesidade, porém exige cuidados para que o quadro não evolua. Nesta etapa, o ganho de peso pode ser resolvido por meio de mudanças nos hábitos alimentares e exercícios físicos.
• Obesidade
A obesidade é diagnosticada, de maneira geral, quando o IMC do paciente ultrapassa o valor de 30. Nestes casos, já é possível falar com maior probabilidade nos riscos de doenças como hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e outras condições que tenham a obesidade como fator de risco.
O acúmulo de gordura na região abdominal já nítido e pode estar associado também a gordura visceral – grande fator de risco para doenças cardiovasculares.
Nesse estágio, apesar das consequências na saúde, ainda é indicado que o paciente procure os meios mais indicados para a perda de peso como a alimentação equilibrada e a prática regular de atividades físicas, porém, remédios inibidores de apetite e acompanhamento psicológico já podem ser indicados.
• Obesidade mórbida
É considerado que o paciente sofre de obesidade mórbida quando seu IMC é maior que 40. Neste estágio da obesidade, o paciente, além de todos os problemas associados à doença, passa a ter severas dificuldades de locomoção e as chances de volta ao peso normal por meio apenas de reeducação alimentar e exercícios físicos é reduzida.
Com a dificuldade de locomoção e alto risco de sofrer com graves consequências, nesse estágio o acompanhamento médico deve ser frequente e sob indicação médica e psicológica, estes pacientes podem realizar a cirurgia bariátrica para redução de estômago e assim fazer que haja uma perda de peso significativa – que são muito necessárias nesse caso.
• Obesidade infantil



Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, a obesidade infantil é um dos problemas de saúde pública mais graves do século 21.



A incidência da obesidade infantil mais que dobrou nos últimos 30 anos e, atualmente, uma em cada três crianças sofrem com a doença em todo o mundo. Além dos mesmos problemas ligados à obesidade de adultos, a obesidade infantil é ainda mais perigosa por se instalar num organismo ainda em formação e dificultar o tratamento durante os estágios de desenvolvimento e maturação de órgão reprodutores e também crescimento (fase conhecida como estirão).



A obesidade infantil merece atenção redobrada, principalmente, devido ao fato desta etapa da vida os pacientes não possuírem completo controle sobre seus hábitos alimentares e as razões da obesidade podem ser causadas pela falta de cuidado com a alimentação ou doenças graves que se manifestam ainda nessa etapa da vida, porém, neste último caso, as situações são raras e devem ser interpretadas de maneira isolada pelo médico.



UM PANORAMA GLOBAL


No mundo, existem atualmente 2,1 bilhões de pessoas obesas ou com sobrepeso; isso equivale a 30% da população mundial. E ainda, de 1980 a 2013, a obesidade e o sobrepeso, em conjunto, aumentaram 27,5% entre os adultos e 47,1% entre as crianças. Os dados citados fazem parte de uma pesquisa realizada em 188 países – incluindo o Brasil, pelo Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde (IHME) da Universidade de Washington e publicado na edição da revista científica “The Lancet”.


Quando falamos especificamente do Brasil, 52,5% dos homens com mais de 20 anos e 58,4% das mulheres da mesma faixa etária apresentam sobrepeso ou obesidade. Entre os garotos com menos de 20 anos, essa parcela é de 22,1%. Entre as garotas, o índice é de 24,3%. O Brasil fica acima da média global de obesidade, mas abaixo de países como Estados Unidos, Reino Unido, México e Bolívia.


GORDURA MARROM VERSUS GORDURA BRANCA


Com o aumento alarmante da obesidade, diversos estudos fizeram importantes descobertas de como a gordura se comporta em nosso organismo e até que mesmo que existem dois tipos de tecido adiposo que desempenham funções diferentes no organismo humano, são eles: a gordura marrom e a gordura branca.

A gordura marrom é responsável por regular a temperatura do organismo e está presente em todos os seres, especialmente aqueles que vivem em regiões frias ou que passam pelo processo de hibernação.
Por isso, este tipo de gordura não é considerada ruim e pode até mesmo trabalhar a favor do metabolismo humano, auxiliando na perda da gordura branca, que vamos tratar mais para frente. Do total de gordura presente em nosso organismo, apenas de cinco a dez por cento é composto do tecido adiposo marrom e seu acúmulo se da, principalmente, na nuca, costas e ao redor dos órgãos vitais.
Em dias mais frios, este tipo de gordura é ‘ativado’ e passa que ocorra a produção de calor por meio da queima da gordura branca, processo que pode facilitar o emagrecimento.
A gordura marrom, não pode ser consumida por meio de alimentos pois ela deriva de processos do nosso organismo e não de fontes externas. No entanto, já existem estudos que associam o consumo de alimentos ricos em Ômega 3 com o aumento de produção do tecido adiposo marrom, porém nada que ainda seja efetivamente anunciado pela comunidade científica em todo o mundo.
Já a gordura branca, é que conhecemos comumente e está associado ao estilo de vida sedentário e a alimentação desregrada. Esse tipo de tecido adiposo se acumula nas camadas mais externas do nosso corpo e é responsável pela obesidade. Além disso, as células desse tipo de gordura funcionam como verdadeiros elásticos e pode aumentar de tamanho à medida em que alimentos com alto índice energético são consumidos e não são gastos por meio da produção de energia para as funções do corpo.
A gordura branca também funciona como uma proteção do organismo por evitar que impactos e choques afetem diretamente os músculos e órgãos do corpo humano.
Por ser facilmente acumulada e estar presente de maneira uniforme em nosso corpo, a gordura branca é considerada perigosa, podendo se infiltrar entre os órgãos e corrente sanguíneos, processos que, comprovadamente, aumentam em até 30% o risco de acidentes vasculares, como por exemplo o ataque cardíaco e o acidente vascular cerebral (AVC). Em pacientes que apresentam obesidade, o risco da gordura branca é ainda maior, pois também está associado ao desenvolvimento de diabetes, pressão alta e outras doenças do metabolismo.

AS RAZÕES PARA O ACÚMULO DE PESO

Existem milhares de razões para o acúmulo de peso, que podem varias desde aspectos fisiológicos – aqueles produzidos pelo nosso corpo ou até mesmo por aspectos psicológicos. No entanto, entre os mais comuns estão:
• Estilo de vida sedentário
A falta de uma atividade física frequente é uma das maiores causas para a obesidade conhecida na atualidade.
Com a melhora gradual da tecnologia que nos cerca no dia a dia, a comodidade aumentou consideravelmente e com ela, a necessidade de se deslocar a pé, subir escadas e conseguir o próprio alimento também.
É fundamental, que este tipo de comodidade não suprima a necessidade que nosso corpo possui de estar em movimento para que a saúde, não somente física, mas também mental, esteja em dia.
  • Alimentação desregrada

A alimentação desregrada também pode ser considerada um dos maiores fatores de risco que podem levar a obesidade.
Seja em função da correria do dia a dia, praticidade, não gostar de alimentos saudáveis ou todos esses fatores juntos; a verdade é que a alimentação saudável é fundamental para quem não ver o ponteiro da balança nas alturas.
O ambiente que estamos inseridos também é um forte influenciador da maneira que nos alimentamos, por isso, é importante olhar também ao redor para entender se não existem diferentes interferências do ambiente que favorecem o acúmulo de gordura.
• Desequilíbrio hormonal
Diversas funções do organismo são desempenhadas graças aos hormônios, que nada mais são que estruturas capazes de enviar sinais para nosso corpo e assim regular diversas funções, como o período fértil nas mulheres, o crescimento e também o apetite.
Por isso, caso exista a produção insuficiente ou em excesso desses ‘sinalizadores’ o nosso corpo pode estar mais propenso a desenvolver problemas e facilitar o acúmulo de gordura.
Um dos melhores exemplos nesse caso é o hipotireoidismo que é caracterizada como uma deficiência na produção dos hormônios da tireóidea e pode resultar na perda de peso sem razões plausíveis.
• Doenças psicológicas
Entre a comunidade médica-científica, as doenças originadas em razões psicológicas estão entre as maiores causas da obesidade, fato que até há alguns anos atrás era considerado irrisório entre a comunidade científica.
Porém, com o aumento significativo de doenças como a depressão, ansiedade e até mesmo o stress foi comprovado que existem quedas significativas em hormônios associados ao bem estar (como é o caso da Serotonina) e o aumento considerável de hormônios responsável pelo aumento de peso e diversas outras doenças (como é o caso do Cortisol).
• Fatores genéticos
Já é sabido pelos médicos também que os genes que herdamos dos nossos pais também possuem uma participação considerável na propensão ao desenvolvimento de distúrbios como é o caso da obesidade.
Fatores como a regulação do apetite, rapidez metabólica, facilidade na digestão e produção de alguns tipos de hormônios, são todos fatores que podem ser fortemente influenciado pelos genes e acabar resultando em problemas com o peso.
• Outras patologias
Doenças que afetam os aspectos fisiológicos do corpo também são responsáveis pelo acúmulo de peso, como é o exemplo do da síndrome de Cushing – caracterizada pelo ganho de peso na região abdominal, no pescoço e está relacionada também a fatores como depressão e osteoporose; e também o caso da diabetes tipo 2.
Existem diversos fatores que podem desencadear doenças que levem ao aumento de peso, por isso, é fundamental que seja feito acompanhamento médico regular.

CONSEQUÊNCIAS PARA O ACÚMULO DE PESO

Já foram citadas muitas consequências para o acúmulo de peso, porém é fundamental que as mais comuns sejam totalmente explicadas e que os pacientes que apresentarem problemas com obesidade saibam reconhecer os sintomas e procurar ajuda caso haja necessidade.

Entre as consequências mais comuns para o acúmulo de peso estão:

• Diabetes tipo 2

É também chamada de diabetes não insulinodependente ou diabetes do adulto e corresponde a 90% dos casos de diabetes diagnosticados no Brasil. Ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade embora, na atualidade pode ocorrer com maior frequência em crianças e jovens , em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e stress da vida urbana.

Neste tipo de diabetes o corpo ainda é capaz de produzir insulina porém, sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas da hiperglicemia. Por ser pouco sintomática, este tipo de diabetes, na maioria das vezes, permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento o que favorece a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro.

• Pressão alta ou hipertensão

Hipertensão ou pressão alta, é caracterizada por apresentar a pressão arterial, sistematicamente, igual ou maior que 14 por 9. A pressão se eleva por vários motivos, no caso de pacientes obesos, o acúmulo de gordura e também do colesterol pode resultar na dificuldade de circulação do sangue e também do acúmulo de líquidos no corpo.

As consequências da pressão são inúmeras: alta ataca os vasos, coração, rins e cérebro. Os vasos são recobertos internamente por uma camada muito fina e delicada, que é machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada. Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper. Quando o entupimento de um vaso acontece no coração, causa a angina que pode ocasionar um infarto. No cérebro, o entupimento ou rompimento de um vaso, leva ao derrame cerebral ou AVC. Nos rins podem ocorrer alterações na filtração até a paralisação dos órgãos. Todas essas situações.

• Apneia do sono

A apneia do sono não se trata de um simples ronco. Na apneia, o barulho também vem acompanhado por engasgos e ausência de respiração. Essas pequenas pausas na entrada de ar chegam a diminuir a concentração de oxigênio no sangue.
É daí que derivam as consequências mais sérias do distúrbio. A redução de oxigênio superativa o sistema nervoso, que eleva o ritmo dos batimentos cardíacos e estimula a contração dos vasos sanguíneos.

• Câncer

Sim, alguns tipos de câncer também estão associados a obesidade, como o de mama na pós-menopausa, o de cólon e reto, de útero, da vesícula biliar, do rim, fígado, ovário, próstata, mieloma múltiplo (células plasmáticas da medula óssea), esôfago, pâncreas, estômago e tireoide.

Não existem ainda pesquisas que comprovam a ligação direta da incidência desses tipos de cânceres ao acúmulo de gordura, porém o número de pacientes que apresentam obesidade e desenvolveram estes tipos de câncer aumentam todos os anos no mundo.

As doenças citadas acima são as que mais possuem ligação com a obesidade, porém transtornos como doença do fígado gorduroso, refluxo gástrico e cálculos biliares também estão comumente associadas a doenças e podem agravar ainda mais o quadro de saúde pacientes.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO
Mudando seu estilo de vida
A obesidade deve ser tratada para diminuir os riscos à saúde causados ​​pela obesidade e para melhorar a qualidade de vida. Um programa adequado de controle de peso geralmente combina atividade física, dieta saudável e mudança nos hábitos diários. Outros programas também podem envolver aconselhamento psicológico e, em alguns casos, terapia medicamentosa. Perder peso e mantê-lo é muito desafiador porque mudanças de estilo de vida e de comportamento são necessárias.

O importante é comer uma dieta saudável e equilibrada. Dietas da moda não funcionam e podem ser perigosas. O corpo precisa de uma quantidade mínima de energia dos alimentos para funcionar normalmente. Nenhuma dieta diária com menos de 1000 a 1200 calorias deve ser usada sem supervisão médica.

Orientação Nutricional


A orientação nutricional é fundamental para garantir que os alimentos que estejam sendo ingeridos, bem como os horários e quantidades estejam adequados para garantir a perda de peso na velocidade e quantidade indicadas para cada paciente.

Além disso, este tipo de acompanhamento permite que o paciente tenha um plano completamente personalizado e que possa tirar as dúvidas sobre alimentação e realizar o acompanhamento da maneira correta à medida que a perda de peso ocorre, sem que para isso haja cortes restritivos na alimentação ou problemas com a baixa ingestão de calorias.

Perder peso com sucesso, e manter um peso saudável, requer mudanças duradouras nos hábitos alimentares e de exercícios , bem como uma compreensão dos fatores emocionais que levam a excessos. Envolve também a definição e o alcance de metas específicas e realistas. As pessoas que são obesas devem consultar um médico ou nutricionista para um programa seguro e personalizado de perda de peso. Terapia comportamental também pode ajudar. Um terapeuta pode ajudá-lo a entender as razões emocionais e psicológicas que o fazem comer demais e pode lhe ensinar maneiras de gerenciar seus gatilhos alimentares.
Atividade física regular é uma parte importante do controle de peso. Além de gerenciar o peso, o exercício também melhora a saúde geral e pode ajudar a reduzir o risco de doenças como certos tipos de câncer, doenças cardíacas e osteoporose. Atividade física regular não significa que você tenha que se matricular na academia mais próxima. Pode ser tão simples quanto subir as escadas em vez de pegar o elevador, caminhar ou andar de bicicleta para trabalhar e deixar o carro em casa (se for possível), ou dar um passeio na hora do almoço com os colegas de trabalho. O importante é adicionar exercícios à sua rotina diária e trabalhar para um nível de atividade mais alto. Escolha atividades e exercícios que você goste.

INTERVENÇÃO MÉDICA


Medicamentos podem fazer parte de um programa de controle de peso. Medicamentos não são “curas mágicas”, levando à perda de peso permanente. Eles geralmente são usados ​​em combinação com um programa adequado de dieta e exercícios. Eles são apenas para pessoas que são classificadas como obesas (ou seja, aquelas com um IMC acima de 30), ou pessoas com um IMC de 27 e fatores de risco adicionais de doenças cardíacas, como colesterol alto ou diabetes.

Alguns medicamentos são aprovados apenas para uso a curto prazo. Um exemplo de medicação para perda de peso disponível no mercado é o Orlistat *, que bloqueia a absorção de gordura do intestino. Converse com seu médico se os medicamentos são uma opção para você.

A cirurgia só deve ser considerada quando outras opções de controle de peso não foram bem sucedidas. Existem muitas formas de cirurgia da obesidade, mas muitas vezes a cirurgia reduz o tamanho do estômago, de modo que apenas uma pequena quantidade de comida pode ser comida confortavelmente.

Ao se deparar com muitas opções de perda de peso, é importante considerar os riscos e benefícios de cada opção. O seu médico e outros profissionais de saúde podem fornecer as informações de que você precisa para fazer uma escolha consciente sobre quais opções são melhores para você.



Fontes:
“Casualidade Obesidade.” Inca http://www.inca.gov.br/situacao/arquivos/causalidade_obesidade.pdf. Online. 12 de Maio de 2018.

Instituto do Cancer <http://cancer.org.br/inca-luta-contra-o-cancer-deve-comecar-por-combate-a-obesidade/>. Online. 12 de Maio de 2018.

Instituto do Cancer <http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/abril/15/PPT-Vigitel-2014-.pdf>. Online. 12 de Maio de 2018.

Via: Deber  Por: Isabel Cristina

Isso é o que seus desejos por comida dizem sobre sua saúde

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O que desejos por comida significam
Os desejos por comida podem dizer muito sobre sua saúde. Essas vontades irresistíveis por pratos e quitutes específicos podem ser uma maneira de seu corpo comunicar algo. Se você se preocupa com seus desejos por comida, fale com um médico. As condições a seguir são possíveis causas de seus desejos.

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Sua dieta pode estar restritiva demais
Dietas restritivas podem criar desejos mais fortes por comida. Esse é especialmente o caso se você comer menos que 1000 calorias por dia, ou se você cortar um grupo alimentar inteiro, como carboidratos.

Fazer dietas muito rigorosas pode causar uma queda nos níveis de leptina, o hormônio que reduz o apetite. Como resultado, você pode sentir mais vontade de comer, especialmente comidas “proibidas”.

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Você pode estar com desidratação
Suar pode causar um desequilíbrio nos níveis de fluidos e eletrólitos no seu corpo. Sem fazer uma reposição adequada, você pode acabar com desidratação.

Como resultado, é possível ter vontade de comer alimentos com sódio e glicose, que, junto com a água, ajudam a equilibrar os níveis de fluidos e eletrólitos.

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Você pode estar ficando com enxaqueca
Desejos por comida são comuns no primeiro estágio de uma enxaqueca, conhecido como pródromo. Essa fase pode ocorrer entre três dias e alguns minutos antes do começo da dor.

Os desejos por comida no estágio de pródromo podem ser por salgados ou doces. O chocolate é um desejo comum para quem sofre de enxaqueca – e fazendo essas pessoas culparem o chocolate por darem início a suas crises.

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Você pode estar com pré-diabete ou diabete
A sede constante – o desejo por líquidos – pode ser um sinal de glicose (açúcar) demais no sangue. Quando isso ocorre, seu corpo vai tentar desaguar a glicose extra na sua urina. Assim, você acabará indo ao banheiro mais frequentemente e ficando com desidratação. Fale com um médico se estiver sentindo sede excessiva.

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Você pode estar com deficiência de ferro
Às vezes, desejos incomuns podem ser um sinal de anemia – ou a deficiência de ferro. Seu corpo pode, como resultado, ter a vontade de ingerir alimentos ricos em ferro. Outra possibilidade é o desejo por coisas que não são comida, como gelo.

Um sintoma comum da anemia é fadiga. Assim, seu corpo pode tentar manter seu cérebro alerta ao mastigar gelo, que é duro e gelado.

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Você pode estar com privação de sono
A falta de sono de qualidade toda noite pode causar um desequilíbrio em seus hormônios do apetite. Um sono ruim faz seus níveis de leptina, o hormônio de supressão do apetite, caírem.

Isso também pode levar seus níveis do hormônio que dispara o apetite, a grelina, a aumentarem. Como resultado, você pode ter uma maior vontade de comer e um maior desejo por alimentos com amido para saciar a fome.

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Você estar com estresse
Em resposta ao estresse, o corpo produz o hormônio cortisol, para ajudar a reagir a uma ameaça ou fator estressante. Mas comidas reconfortantes podem conter o cortisol, ao acionar as endorfinas - causadoras de prazer - no cérebro.

As pessoas muitas vezes associam essas comidas a maneiras de reduzir o estresse. Esse é o porquê de você desejar alimentos doces e gordos sempre que se sente nessas situações.

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Você pode estar viciado(a) em certas comidas reconfortantes
A reação do cérebro ao prazer pode ser viciante. Quando você come deliciosas comidas reconfortantes, seu cérebro produz dopamina, uma endorfina que causa bem-estar.

Isso resulta em um sentimento de euforia enquanto se come certos alimentos. Para viver essa euforia repetidamente, você pode desenvolver desejos mais fortes por comidas reconfortantes.

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Você pode estar com deficiência de nutrientes
Há uma possível conexão entre desejos por comida e os níveis de nutrientes do corpo. Você pode desejar comidas ricas em nutrientes quando faltarem vitaminas e minerais específicos em seu corpo.

Isso pode ser resultado de uma dieta desequilibrada. Pode também ser consequência de uma dieta restritiva que evita certos grupos alimentares.

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Você pode estar com desequilíbrio hormonal
Alguns desequilíbrios hormonais podem afetar a saúde e as funções do corpo como um todo. Como mencionado antes, um desequilíbrio nos hormônios do controle do apetite pode levar a desejos por comida.

Além disso, mudanças hormonais, especialmente durante a menstruação e a gravidez, também podem causar desejos por comida. É por isso que mulheres grávidas tendem a ter desejos estranhos, como picles com sorvete.

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Se você tem desejo por doces, isso pode ser ansiedade
Um desejo por doces pode indicar que você está com ansiedade. Se estiver sentindo estresse, raiva e/ou tristeza, é comum desejar bolos, biscoitos e outros doces açucarados.

É possível que você associe comidas reconfortantes que induzem ao prazer com a redução de estresse.

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Se você deseja chocolate, isso pode ser carência de magnésio
Se seu desejo é por chocolate, mas sem sentir estresse, seu corpo pode estar precisando de magnésio.

O chocolate, especialmente os meio-amargos, são ricos em magnésio. Isso é o motivo das mulheres desejam chocolate na época da menstruação. Nesse período, seus corpos consomem mais magnésio, o que causa uma deficiência do mineral e resulta em desejos por chocolate.

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Se você deseja batatinhas, isso pode ser desidratação
A desidratação e os desequilíbrios de eletrólitos podem causar desejo por sal. Então, se você recém terminou um treino intenso e exaustivo, é possível ter vontade de comer coisas salgadas, como batatinhas fritas.

Quanto mais você fizer exercícios e suar, mais sal o seu corpo perde. Os desejos por sal podem ser a maneira de seu corpo dizer que é preciso reabastecê-lo com sódio, fluidos e eletrólitos.

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Se você deseja salgadinhos, isso pode ser deficiência mineral
Se você não faz exercícios, mas tem vontade de salgadinhos, como pretzels e palitinhos salgados, isso pode ser sinal de uma deficiência mineral. Baixos níveis de cálcio, magnésio e zinco podem resultar em desejos de sal. Assim, fale com um médico sobre esses desejos para determinar e tratar sua causa.

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Se você deseja carne, pode estar deficiente de ferro, zinco ou vitamina B12
O desejo por um hambúrguer suculento ou por um bife podem vir de uma falta de vitaminas e minerais encontrados na carne vermelha. Isso inclui ferro, zinco e vitamina B12. Se você estiver em uma dieta restritiva, certifique-se de que essas vitaminas e minerais estão sendo consumidos de outra forma. Legumes e grãos são ricos nesses nutrientes.

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Se você deseja sorvete, pode estar com indigestão
Desejo por sorvete depois de uma refeição pode ser uma tentativa de seu corpo em reduzir a azia e a indigestão. Essa guloseima cremosa e gelada pode na verdade aliviar estômagos com problemas.

Laticínios ajudam a proteger o estômago contra a acidez e o refluxo. Assim, mesmo que você tenha comido demais no jantar, faz sentido partir direto para essa sobremesa deliciosa e gelada.

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Se você deseja comidas apimentadas, isso pode ser superaquecimento
Caso você se veja desejando comidas apimentadas em um dia de calor, seu corpo pode estar quente demais. Os alimentos apimentados na verdade ajudam a baixar as temperaturas do corpo.

Essas comidas aceleram o metabolismo, fazendo o corpo suar e se resfriar. Esse deve ser o motivo pelo qual pratos apimentados sejam tão populares em países quentes.

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Desejo por refrigerantes pode indicar necessidade de um “gás”
Muitos refrigerantes contêm muito açúcar e cafeína. A combinação desses dois ingredientes dá uma carga de energia a mais. Já a carbonatação também tende a refrescar, aumentando essa sensação.

Você pode depender de bebidas cafeinadas para se despertar e ajudar a enfrentar o dia. Esse hábito pode levar a mais desejos.

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Se você deseja queijo, pode estar com falta de Ômega-3
O desejo por queijo pode ser uma maneira de seu corpo dizer que precisa de mais gordura – especificamente os ácidos graxos Ômega-3.

Semente de linhaça, nozes e peixes gordurosos, como salmão, são alternativas saudáveis para repor o Ômega-3. E, como queijo é uma comida reconfortante, você também pode desejar comê-lo em períodos de estresse. O queijo contém L-triptofano, que eleva a serotonina, causando relaxamento e melhorando o humor.

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Se você deseja qualquer comida, isso pode ser desidratação
A sede é muitas vezes confundida com fome. Se você acha que está desejando qualquer comida – especialmente guloseimas – você pode estar apenas com desidratação.

Muitas pessoas esquecem de beber a quantidade recomendada de água por dia. Como resultado, elas ficam cronicamente desidratadas. Assim, tome um copo grande de água da próxima vez em que tiver desejos, e veja se isso ajuda em algo.

Daphne MacDonald da 

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