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Isso é o que acontece quando uma mosca pousa em sua comida

Alguma vez você já se perguntou o que uma mosca faze quando ela cair em sua comida? Seja qual for a resposta, isso pode te surpreender.

Pesquisadores, em um estudo recente, reuniram alguns participantes e lhes perguntaram: “se você estivesse em um restaurante, qual bicho lhe faria derrubar o garfo: roedores, baratas, moscas, formigas ou cobras?”. O resultado? 61% dos participantes optaram pelas baratas, e é agora que vem a parte surpreendente: os cientistas alertam que moscas são duas vezes mais propensas a espalhar germes do que o temido inseto, especialmente aquelas moscas onipresentes e difíceis de matar.

Mas por que elas são mais “sujas” que as baratas? Acontece que as moscas comem algumas das coisas mais nojentas que você pode imaginar: fezes, lixo em geral, e animais se decompondo. Além disso, as moscas são incapazes de mastigar, isto é, para poder comer, elas cospem enzimas que dissolvem o alimento.

As bactérias e vírus que ficam presentes no corpo das moscas, e não as enzimas, podem transmitir várias doenças.

Esses insetos só precisam tocar suas pernas ou minúsculos pelos do corpo na sua comida durante um segundo ou menos para transferir uma gama de germes de todas aquelas coisas muito desagradáveis que eles comem para a sua comida.

Entre as doenças que as moscas podem transmitir estão a cólera, disenteria e febre tifóide.

Portanto, se você vir moscas rodeando ou sobre determinado alimento, é melhor não comer.

Estudo aponta bebidas doces como responsáveis por 180 mil mortes anuais

As mortes estão relacionadas a doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.

Viciados em refrigerantes, fiquem atentos: sua saúde está em perigo. Pelo menos é isso que aponta uma pesquisa divulgada pelo jornal espanhol El Mundo. De acordo com o estudo, realizado em Harvard, EUA, 180 mil mortes anuais estão diretamente vinculadas ao consumo de refrigerantes e bebidas com muita adição de açúcar.

A pesquisa divulgada faz parte de um projeto maior, denominado Estudo da Carga Global das Doenças em 2010. Estes estudos comprovaram que entre as 180 mil mortes por ano causadas pelo consumo de muito açúcar, 133 mil foram por diabetes, 44 mil por doenças cardiovasculares e 6 mil por câncer.

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock
Comparativo

Outro fator percebido é que o maior número de mortes aconteceu em países ainda em desenvolvimento. Enquanto o México, país com maior consumo de bebidas açucaradas per capita no mundo, conta com uma média de 318 mortes a cada 1 milhão de adultos, no Japão, país com menor ingestão de bebidas açucaradas per capita, este índice cai para 10 mortes por milhão.

A Associação Americana de Bebidas se pronunciou a respeito dos números noticiados e declarou que a divulgação destes dados é mais sensacionalista do que científica. O responsável pela pesquisa, Gitanjali M. Singh, respondeu ao comentário dizendo que os estudos terão continuidade e que o próximo público analisado serão as crianças, a fim de entender como está a situação global de saúde infantil e o que isso acarretará no futuro.

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock

No Brasil
Mas de quanto açúcar, afinal, estamos falando? De acordo com o site da Coca-Cola, o refrigerante contém de 10 a 12% de açúcar e essa é praticamente a mesma quantidade existente em sucos de frutas.

De qualquer forma, vale tentar reduzir o consumo deste tipo de bebida e conferir o teor de açúcar contido nas informações nutricionais de cada produto. De acordo com a Agência Embrapa, no Brasil o consumo de açúcar per capita é bastante alto, chegando a 55 kg por ano, superando, e muito, a média mundial por habitante, que é de 21 kg. Talvez esteja na hora de fechar a boca e viver um pouquinho mais e melhor.

Cientistas descobrem vaso sanguíneo que ajuda a erradicar tumor


Cientistas franceses descobriram que um tipo de vaso sanguíneo ajuda na erradicação dos tumores, ao facilitar o acesso às células cancerígenas dos glóbulos brancos encarregados de destruí-las, informou nesta terça-feira o Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS, na sigla em francês).

O estudo, publicado pela revista americana "Cancer Research", foi realizado com 150 pacientes com câncer de mama e revelou a presença nos tumores dos vasos sanguíneos chamados HEV (High Endothelial Venules).

Normalmente, estes corpos se encontram nos gânglios linfáticos e sua forma abaulada e redonda facilita a passagem dos linfócitos que chegam pelo sangue aos tecidos.

Os pesquisadores constataram que a presença de um grande número de linfócitos assassinos nos tumores correspondia à existência dos HEV, o que sugere que os responsáveis pelo ingresso dos glóbulos brancos ao câncer sejam estes vasos sanguíneos.

A equipe também observou que as probabilidades de cura dos pacientes aumentavam de acordo com a quantidade de HEV no tumor.

A próxima etapa para os cientistas será confirmar estes resultados em um maior número de doentes e estudar a influência dos HEV nos métodos terapêuticos atuais para tratar o câncer de mama, como a quimioterapia e a radioterapia.

Segundo o CNRS, outros trabalhos estão sendo realizados para examinar o papel destes corpos nos melanomas e nos cânceres de ovários e de cólon. A expectativa a longo prazo é aumentar ou desenvolver a presença dos HEV nos tumores para permitir que um maior número de linfócitos assassinos possa atacar as células cancerígenas.

Maconha pode mexer com o seu cérebro–e com suas decisões

Estudo indica alteração no cérebro de ratos, que pode se provar verdadeiro em humanos
(Reprodução/Getty Images)

O uso da maconha na adolescência pode ocasionar alteração na área do cérebro responsável pela tomada de decisão, de acordo com um estudo feito com ratos por pesquisadores da Universidade de Illinois, em Chicago.

O efeito foi observado mais em espécimes machos, as fêmeas podem ter maior proteção ou resistência a essa consequência do uso da erva.

“A adolescência é um período perigoso para insultar o cérebro, particularmente com o abuso de substâncias”, afirmou Eliza Jacobs-Brichford, neurocientista comportamental e uma das autoras do estudo, de acordo com o site de divulgação científica Science News.

O efeito encontrado pelos pesquisadores se dá nas células nervosas. Elas são envoltas de redes perineuronais, que ajudam a estabilizar as conexões entre as células e frear sua atividade. Com o uso de uma substância parecida com maconha, a quantidade observada de redes perineuronais foi menor do que a vista em ratos machos que não foram submetidos ao teste.

Não há informações concretas sobre o que efetivamente muda no processo de decisão, sabe-se apenas que ele é afetado pelo uso da maconha. Vale notar que o estudo precisa ser feito em humanos para comprovar esse efeito da erva.

Consumir amendoins na 1ª infância reduz risco de alergia

imagem via: Perdendo barriga

Alergia ao amendoim afeta uma em cada 50 crianças em idade escolar no Reino Unido e entre 1% e 3% das crianças da Europa ocidental, EUA e Austrália 

Um estudo realizado no Reino Unido indica que o consumo controlado de amendoins dentro dos primeiros 11 meses de vida reduz em 80% o risco de desenvolver alergia a esse fruto em crianças com alto risco de tê-la. 

A pesquisa, elaborada por cientistas do King's College London e divulgada nesta terça-feira, convida a revisar os atuais guias de saúde, que aconselham evitar o consumo de amendoins para prevenir a as alergias. 

Este novo enfoque demonstra que a exposição controlada aos amendoins entre os quatro e os 11 meses de vida se traduz em uma redução de mais de 80% do risco de alergia aos cinco anos, em crianças com perfil de alto risco por já apresentar eczema ou alergia à proteína do ovo. 

Os cientistas, liderados por Gideon Lack, diretor do departamento de alergia pediátrica em King's College London, apontam que esta premissa -conter o desenvolvimento de alergias com a exposição controlada ao produto- poderia ser aplicada a outras além da do amendoim, embora seriam necessários novos estudos. 

Os especialistas dizem em seu artigo que as alergias aos alimentos aumentaram de forma destacada na última década, tanto no Reino Unido e nos Estados Unidos como em países da África e Ásia. 

Atualmente, a alergia ao amendoim afeta uma em cada 50 crianças em idade escolar no Reino Unido e entre 1% e 3% das crianças da Europa ocidental, EUA e Austrália. 

Este tipo de alergia surge cedo e não costuma desaparecer com os anos, além de não existir cura, o que complica a vida das crianças e dos pais. 

Para realizar seu estudo, os especialistas fizeram um acompanhamento de 640 crianças de 4 a 11 meses de vida do hospital infantil Evelina de Londres, que eram consideradas com risco de desenvolver alergia ao amendoim por padecer de eczema ou já sofrer alergia ao ovo. 

Metade dessas crianças consumiram alimentos que continham amendoim três vezes por semana -nunca o amendoim inteiro, pois não é recomendado para menores de cinco anos por risco de sufoco-, enquanto a outra metade deveria evitar o amendoim até os cinco anos. 

Menos de 1% das crianças que consumiram amendoim desenvolveram alergia aos cinco anos, frente a 17,3% dos que estavam no grupo no qual foi evitado o contato com esse fruto, o que equivale a uma redução do risco de mais de 80% com a exposição a esse alimento. 

Salvo por 13 crianças do primeiro grupo que não puderam comer amendoins por já mostrar uma reação alérgica forte, a maioria dos participantes do estudo 'tolerou bem' e de maneira segura a introdução antecipada de produtos com amendoim. 

Lack ressaltou que este novo estudo 'é um passo importante' que 'transgride as palavras de ordem atuais' e que convida a introduzir novas recomendações para os pais. 

O especialista advertiu, no entanto, que os pais de crianças com risco de desenvolver alergia não devem experimentar por sua conta, mas devem buscar a assessoria de especialistas. 

Lack também apontou que seria preciso fazer estudos específicos com crianças, já que muitos bebês mostram fortes reações alérgicas ao amendoim, pois estes foram excluídos do estudo divulgado hoje. 

Os autores da investigação planejam manter o controle dos participantes para ver se a proteção à alergia continua em anos posteriores e inclusive se é mantida quando deixam de consumir alimentos com amendoim durante um ano.

Da EFE
Dercílio / Saúde 

Exercício diário de 15 minutos pode render 3 anos de vida


Fazer apenas 15 minutos de exercício moderado por dia pode acrescentar três anos na vida de uma pessoa, indicou uma pesquisa em Taiwan.

A maioria das pessoas tem dificuldades para manter a recomendação de 30 minutos diários de exercício, cinco dias por semana, e especialistas esperam que ao identificar uma dose menor, mais pessoas estarão motivados a levantar do sofá.

O pesquisador Chi Pang Wen, do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde de Taiwan, disse que dedicar 15 minutos do dia a formas moderadas de exercício, como um andar mais acelerado, poderia beneficiar a todos.

"É para homens, mulheres, jovens e idosos, fumantes, pessoas saudáveis e não tão saudáveis. Médicos, quando atendem a qualquer tipo de paciente, esse é um conselho que serve para todos", disse Wen.

Wen e seus colegas, que publicaram suas descobertas na revista médica "The Lancet" nesta terça-feira, acompanharam cerca de 416 mil pessoas durante 13 anos, analisando seus históricos de saúde e os níveis de atividade física realizados em cada ano.

Depois de considerar as diferenças de idade, peso, sexo e uma série de outros indicadores ligados à saúde, eles descobriram que os que faziam apenas 15 minutos de exercícios moderados por dia aumentavam a expectativa de vida em três anos, comparados àqueles que permaneciam inativos.

"Nos primeiros 15 minutos... os benefícios são gigantescos", disse Wen.

O exercício diário também está ligado à uma incidência menor de câncer, e parece reduzir as mortes ligadas ao câncer em uma em cada dez pessoas.

"Cedo ou tarde, as pessoas vão morrer, mas comparado com o grupo inativo, o grupo que faz um pouco de exercício tem uma redução de 10% na mortalidade por câncer", diz Wen.

Sedentarismo está ligado a 12% das mortes por câncer de mama, diz estudo

Cerca de 2 mil mortes poderiam ter sido evitadas se as pacientes realizassem, pelo menos, uma caminhada de 30 minutos cinco vezes por semana
Câncer de mama: estudo também aponta o uso de álcool, índice alto de massa corporal e dieta rica em açúcar como outros fatores de risco para a doença (Reprodução/Thinkstock)

Uma pesquisa publicada na revista Nature e que contou com a colaboração do Ministério da Saúde revela que uma em cada dez mortes em decorrência de câncer de mama no Brasil – cerca de 12% – poderiam ter sido evitadas com a prática de atividade física regular. De acordo com a pasta, os números mostram que, em 2015, 2.075 mortes poderiam ter sido evitadas se as pacientes realizassem pelo menos uma caminhada de 30 minutos ao dia cinco vezes por semana.

Segundo o ministério, um dos fatores que causam o câncer de mama é o excesso de estrogênio no organismo, que pode levar à formação de mutações e carcinogênese estimulando a produção de radicais. A pasta destacou que a atividade física, por sua vez, diminui o estradiol e aumenta a globulina de ligação a hormonas sexuais, provocando uma redução de circulantes inflamatórios e aumentando as substâncias anti-inflamatórias.

Os números mostram que os Estados brasileiros com melhores indicadores socioeconômicos apresentaram as maiores taxas de óbitos de câncer de mama atribuível à inatividade física.

O Rio de Janeiro aparece em primeiro lugar, seguido por Rio Grande do Sul e São Paulo. Apesar de não aparecerem no topo da lista, Estados do Norte e Nordeste passam por uma transição de mortalidade, aumentando o número de óbitos por doenças crônicas e diminuindo as resultantes de outros tipos.

De acordo com o ministério, a pesquisa também chama atenção para o impacto de outros fatores de risco para o câncer de mama – 6,5% dos óbitos provocados pela doença são atribuídos ao uso de álcool, índice alto de massa corporal e dieta rica em açúcar. A pasta reforçou que a adoção de um estilo de vida saudável evitaria 39% das mortes por doenças crônicas, que respondem por 76% das causas de morte no Brasil.

“Se a saúde/doença da população brasileira continuar a tendência atual, com grande crescimento da doença crônica em adultos jovens, não haverá financiamento suficiente para o SUS, devido ao alto custo da doença crônica”, avaliou a diretora do departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde, Fatima Marinho.

Por Agência Brasil

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