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A estranha doença conhecida como língua 'peluda'

Apesar do nome, não nascem pelos na língua; patologia bucal deixa língua com coloração escura e textura peculiar.
Sintomas da doença são náusea, halitose, distúrbio degustativo e, obviamente, uma aparência pouco atraente da língua (Foto: The New England Journal of Medicine)

Imagine a cena: você acorda e, ao escovar os dentes olhando-se no espelho, descobre que sua língua está completamente negra.

O caso não é tão raro quanto se imagina e aconteceu com uma americana de 55 anos, segundo o que publicou a revista científica The New English Journal of Medicine nesta semana.

A mulher, que não teve seu nome divulgado, havia sofrido um acidente de trânsito e foi levada ao hospital para receber tratamento médico.

Ao tomar um antibiótico chamado monociclina, relatou ter tido náuseas e um sabor ruim na boca. Foi quando percebeu que sua língua estava negra e com uma textura desagradável.

O médico Yasir Hamad, responsável pelo caso, disse que a suspeita era de que se tratava de um transtorno conhecido como "língua negra pilosa", conhecida popularmente como "língua peluda".

A doença é reversível e não deixa sequelas, mas pode gerar traumas.

Mas em que consiste essa enfermidade e o que pode provocá-la?

Se um dia você tiver essa doença, não se preocupe: não nascerão pelos em sua língua.

Mas ela, muito provavelmente, ficará com uma coloração escura e uma textura peculiar, dando-lhe uma aparência 'peluda'.

Cores diferentes
Hamad, que é professor-assistente da Escola de Medicina San Luis, da Universidade de Washington, explica que a "língua negra" pode ser um dos efeitos colaterais de alguns antibióticos, principalmente a tetraciclina.

Mas também pode ser resultado de má higiene bucal, ou provocada - e até mesmo acentuada - pelo uso de enxaguante bucal que irrita a mucosa da língua, tabagismo e algumas infecções.

Há médicos que descrevem a doença como "benigna e indolor".

De qualquer maneira, essa enfermidade é considerada relativamente comum e atinge cerca de 13% da população, segundo a Academia de Medicina Bucal dos EUA.

A doença pode se manifestar em pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em adultos, especialmente homens.

Segundo explica a entidade, "há um descolamento defeituoso do tecido que cobre a língua. Normalmente, a língua é coberta por estruturas cônicas chamadas papilas filiformes. Essas papilas geralmente têm aproximadamente um milímetro de comprimento."

Em casos severos, a extensão de cor escura pode ser bastante acentuada, dando uma aparência similar a pelos na parte superior da língua.

Em 2006, publicação acadêmica publicou caso de fumante que viveu com doença por vários anos (Foto: The New England Journal of Medicine)

"Quando as papilas não se desprendem adequadamente, alimentos, bactérias e, às vezes, fungos podem se acumular na superfície da língua", informa a Academia de Medicina Bucal americana.

Ao se acumularem, produzem várias cores: marrom, branco, verde ou rosa, dependendo da causa específica, segundo a entidade.

Certos tipos de bactérias ou fungos também são responsáveis pela cor preta.

Segundo os médicos, apesar da aparência desagradável, essa patologia pode ser revertida com o tratamento adequado. Eles garantem que não há sequelas.

Hamad explica ser necessário suspender o agente que está provocando ou acelerando a doença. Mas nada disso adianta se o paciente não melhorar sua boa higiene bucal.

No caso da mulher atendida por Hamar, a paciente interrompeu o uso do antibiótico e, quatro semanas depois, viu sua língua voltar ao normal.

Náusea, halitose e distúrbio degustativo
O New English Journal of Medicine também divulgou o caso de um homem, fumante, de 85 anos de idade, sem antecedentes médicos relevantes que sofria da mesma doença.

Os autores do relatório, médicos da Universidade de Medicina de Essen, na Alemanha, disseram que ele apresentava uma coloração negra e de 'aparência peluda' na língua. O homem viveu anos com a enfermidade.

Os médicos Andreas Korber e Joachim Dissemond disseram que os sintomas dessa doença podem ser "náusea, halitose, distúrbio degustativo e, obviamente, uma aparência pouco atraente da língua".

Eles recomendam "aumentar a hidratação e a salivação" e "escovar a língua com uma escova macia", usando retinóides tópicos ou ácido salicílico.

A Academia Americana de Medicina Bucal dos EUA recomenda que, se a pessoa tiver a doença da língua peluda uma vez, é preciso cuidado redobrado pois as chances de que ela se manifeste novamente são altas.

Via:
BBC

Saiba quanta radiação é perigosa para a saúde


s níveis de radiação no Japão continuavam a representar uma preocupação enorme nesta quarta-feira, após as explosões e os incêndios na usina nuclear de Fukushima. Mas não há indicações de que pessoas que não estavam nas redondezas imediatas da usina tenham sido expostas a níveis prejudiciais de radiação.

Em Tóquio foram detectados apenas níveis muito insignificantes, que não representam perigo. Seguem algumas informações sobre os perigos da radiação para a saúde:

- Na noite de terça-feira, os níveis de radiação em Tóquio e redondezas eram inferiores a 1 microsievert. Embora isso seja quase dez vezes o nível normal, especialistas dizem que essa quantidade de radiação é mínima, menor até que a radiação emitida por uma radiografia odontológica, que é de aproximadamente 10 microsieverts.

- Mesmo que uma pessoa fosse exposta a esse nível de radiação em Tóquio durante um ano inteiro, equivaleria a mais ou menos um terço da radiação emitida por uma única tomografia computadorizada de um órgão.

- As pessoas são constantemente expostas a algum nível de radiação natural. São expostas a quantidades muito pequenas quando se sentam em aviões, fazem radiografias rotineiras do tórax ou odontológicas, e a quantidades maiores quando fazem exames médicos como tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas.

- Dependendo da rota de um voo, voar à altitude de 12 mil m expõe o passageiro a radiação de entre 3 e 9 microsieverts por hora - muito mais alta do que os níveis detectados em Tóquio até agora.

- As pessoas geralmente são expostas a entre 1 e 10 milisieverts de radiação por ano, vinda da radiação natural de fundo que é provocada por substâncias radiativas presentes no ar e no solo. Mil microsieverts compõem 1 milisievert.

Gabriele Ferreira

- Uma tomografia computadorizada de corpo inteiro, por exemplo, emite uma dose de radiação de 20 a 30 milisieverts, enquanto uma tomografia computadorizada de um único órgão envolve uma dose de menos de 10 milisieverts.

- A radiação é medida usando a unidade sievert, que quantifica a quantidade de radiação absorvida pelos tecidos humanos. Um sievert equivale a 1.000 milisieverts.

- Na manhã desta quarta-feira, os níveis de radiação na usina de Fukushima atingiram 10 milisieverts, e uma hora mais tarde caíram para cerca de 3 milisieverts, teria dito a agência japonesa de segurança nuclear, segundo a agência de notícias Kyodo. Na manhã da terça-feira o nível chegou a 400 milisieverts por hora, o máximo atingido na crise atual - 20 vezes a exposição anual a radiação sofrida por alguns profissionais da indústria nuclear e mineiros que trabalham na extração de urânio.

Seguem abaixo alguns níveis diferentes de exposição à radiação, todos medidos em milisieverts, e seus efeitos prováveis em humanos. Os dados são da Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

  • - Exposição a entre 50 e 100 milisieverts: mudanças na composição do sangue. 
  • - 500: náusea que se manifesta em questão de horas. 
  • - 700: vômitos. 
  • - 750: queda de cabelos que se manifesta em entre 2 a 3 semanas. 
  • - 900: diarreia. 
  • - 1.000: hemorragia. 
  • - 4.000: possível morte no prazo de dois meses, se a vítima não receber tratamento. 
  • - 10.000: destruição da parede intestinal interna, hemorragia interna e morte em entre 1 e 2 
  • semanas. 
  • - 20.000: danos ao sistema nervoso central, perda de consciência em questão de minutos e morte no prazo de horas ou dias.

Fonte:

Por que autoridades britânicas recomendam mel (e não antibióticos) contra a tosse

Novas diretrizes indicam mel e remédios sem prescrição para aliviar sintomas, evitando assim o uso indiscriminado - e ineficiente - de antibióticos.

Mel tem demonstrado alguma eficiência na amenização de tosses, que em geral passam no intervalo de duas a três semanas, dizem médicos britânicos (Foto: fancycrave1/Pixabay)

Mel e remédios isentos de prescrição devem ser a primeira opção no tratamento da maior parte das tosses, segundo novas diretrizes recém-divulgadas pelo sistema de saúde britânico.

Antibióticos, por outro lado, são pouco recomendados contra tosse - simplesmente porque, na maioria dos casos, eles não ajudam a combater os sintomas.

As novas recomendações do sistema de saúde são dirigidas especificamente a médicos, com o intuito de minimizar o uso indiscriminado de antibióticos - que tem como efeito colateral a proliferação de "superbactérias", cada vez mais resistentes a esses medicamentos.

"Para um paciente com nariz escorrendo, garganta dolorida e tosse, antibióticos não são necessários. A tosse deve passar no intervalo de duas a três semanas", disse em comunicado a médica Tessa Lewis, representante do Instituto Britânico de Excelência na Saúde (Nice, na sigla em inglês), organização que emite recomendações ao sistema público de saúde do país (o NHS).

O comunicado do instituto explica que já existem algumas evidências de que o mel e remédios contendo pelargonium, guaifenesina e dextromertorfano ajudam a aliviar os sintomas da tosse.

Há, na literatura médica, diferentes estudos avaliando o desempenho do mel no combate à tosse. Um deles, publicado em 2007 no periódico Jama Pediatrics, avaliou, entre outras coisas, seu impacto em 105 crianças e jovens entre 2 e 18 anos de idade, com infecções do trato respiratório superior. Na maioria dos casos, os pais entrevistados avaliaram o mel como um dos tratamentos mais eficientes contra a tosse e a consequente dificuldade das crianças em dormir.

Em documento de 2001, a Organização Mundial da Saúde também diz que chá de limão e mel tende a aliviar sintomas de tosse em crianças, mas deve ser evitado em bebês pequenos – o risco, nas que têm menos de um ano, é de infecção por uma bactéria do mel que pode causar botulismo infantil. Tampouco são recomendados chás a bebês pequenos que ainda estão sendo amamentados.

Pastilhas contra a tosse também não devem ser dadas a crianças pequenas, por conta do risco de engasgar.

Resistência de bactérias a antibióticos é uma preocupação crescente entre autoridades globais de saúde (Foto: Steve Buissinne/Pixabay)

E se a tosse piorar?
A recomendação emitida pelo Nice e pela organização Public Health England (PHE) sugere tratar a tosse com mel e medicamentos isentos de prescrição e esperar os sintomas diminuírem.

No entanto, "se a tosse piorar e a pessoa se sentir muito indisposta ou sem ar, deve procurar um médico", afirma Lewis.

Além disso, podem ser necessários antibióticos caso a tosse seja sintoma de uma doença mais grave ou quando o paciente está sob risco de desenvolver complicações mais severas - caso, por exemplo, de pacientes com doenças crônicas ou com o sistema imunológico debilitado.

Mas, na maioria dos casos, as tosses são causadas por vírus, que não são tratáveis por antibióticos e costumam ser curados naturalmente pelo organismo.

A preocupação é porque, apesar disso, pesquisas identificaram que 48% dos médicos britânicos prescreviam antibióticos indiscriminadamente para tosses ou bronquites.

O tema também é premente no Brasil, onde estima-se que 23 mil mortes anuais sejam causadas por bactérias resistentes a antibióticos.

"A resistência aos antibióticos é um grande problema, por isso precisamos agir para reduzir o uso desses medicamentos", disse em comunicado a médica Susan Hopkins, vice-diretora da PHE.

Por BBC

Pneumonia: tipos, sintomas, diagnóstico e como tratar


O que é Pneumonia?
Pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões (órgão duplo localizado um de cada lado da caixa torácica). Pode acometer a região dos alvéolos pulmonares onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às vezes, os interstícios (espaço entre um alvéolo e outro). (6)


Basicamente, pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa. Esse local deve estar sempre muito limpo, livre de substâncias que possam impedir o contato do ar com o sangue.

Diferentes do vírus da gripe, que é uma doença altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente.


Pneumonia é contagiosa?
De modo geral a pneumonia não é contagiosa e nem transmissível. Mesmo se alguém tossir na nossa frente, só é possível pegar a pneumonia caso os mecanismos de defesa do corpo falhe, como em casos de câncer, desnutrição, doença pulmonar prévia ou de outro órgão, alteração do sono, e até estresse. (1)


Tipos
Existem diversos tipos de pneumonia. Entre eles estão:

Pneumonia viral
Pneumonia viral é uma infecção que se instala nos pulmões causada por um vírus. Pode acometer a região dos alvéolos pulmonares onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às vezes, os interstícios (espaço entre um alvéolo e outro). 

Basicamente, pneumonias virais são provocadas pela penetração de um vírus no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa. Esse local deve estar sempre muito limpo, livre de substâncias que possam impedir o contato do ar com o sangue.

Diferentes do vírus da gripe, que é uma doença altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente.

Pneumonia bacteriana
A pneumonia bacteriana é a mais comum, adquirida na comunidade, pela população geral. Algumas bactérias estão presentes em nosso nariz, boca, garganta, pele e sistema digestivo, podendo causar a pneumonia quando nossa imunidade cai. 

Pneumonia química
Diferente das pneumonias mais conhecidas, a pneumonia química, melhor chamada de pneumonite química, não é causada por vírus ou bactérias, mas sim pela inalação de substâncias agressivas ao pulmão, como a fumaça, agrotóxicos ou outros produtos químicos. Quando aspiradas, essas substâncias vão para os pulmões e inflamam a via aérea os alvéolos - estruturas que fazem o transporte do oxigênio para o sangue. Essa inflamação pulmonar facilita o aparecimento de bactérias, podendo evoluir para uma pneumonia bacteriana. 

Pneumonia por fungos
A pneumonia causada por fungos é o tipo mais rara e também o mais agressivo. É comum ver esse tipo de pneumonia em pessoas com doenças crônicas e imunodeprimidas, como pacientes soropositivos ou paciente oncológicos.

Causas
Muitos germes podem causar pneumonia, as mais comuns são bactérias e vírus presentes no ar que respiramos. O corpo geralmente evita que esses germes infectem seus pulmões, porém às vezes esses germes podem dominar seu sistema imunológico, mesmo que sua saúde seja geralmente boa.

A pneumonia é classificada de acordo com os tipos de germes que a causam e onde você obteve a infecção. 

Pneumonia adquirida na comunidade
A pneumonia adquirida na comunidade é o tipo mais comum de pneumonia. Ela ocorre fora dos hospitais ou outros estabelecimentos de saúde. Pode ser causada por:
Bactérias: A causa mais comum de pneumonia bacteriana é streptococcus pneumoniae. Este tipo de pneumonia pode ocorrer por conta própria ou depois de ter resfriado ou gripe. Pode afetar uma parte do pulmão, sendo assim chamada pneumonia lobar
Organismos semelhantes a bactérias: Mycoplasma pneumoniae, também pode causar pneumonia. Geralmente, produz sintomas mais leves do que outros tipos de pneumonia. A pneumonia ambulante é um nome informal dado a este tipo de pneumonia, que tipicamente não é suficientemente grave para requerer descanso em cama

Fungos: Este tipo de pneumonia é mais comum em pessoas com problemas de saúde crônicos ou sistema imunológico enfraquecido e em pessoas que inalaram grandes doses dos organismos. Os fungos que o causam podem ser encontrados em excrementos de solo ou pássaros e variam dependendo da localização geográfica
Vírus: Alguns dos vírus que causam resfriados e gripe podem causar pneumonia. Os vírus são a causa mais comum de pneumonia em crianças menores de 5 anos. A pneumonia viral geralmente é leve. Mas, em alguns casos, pode tornar-se muito grave.

Pneumonia adquirida no hospital
Algumas pessoas pegam pneumonia durante uma internação hospitalar para outra doença. A pneumonia adquirida no hospital pode ser séria porque as bactérias que a causam podem ser mais resistentes aos antibióticos e porque as pessoas que a conseguem já estão doentes. As pessoas que estão em máquinas de respiração (ventiladores), muitas vezes usadas em unidades de terapia intensiva, estão em maior risco de este tipo de pneumonia.

Pneumonia por aspiração
A pneumonia de aspiração ocorre quando você inala comida, bebida, vômito ou saliva nos pulmões. A aspiração é mais provável se algo perturbe seu reflexo normal de mordaça, como uma lesão cerebral ou problema de deglutição, ou uso excessivo de álcool ou drogas.

Fatores de risco
Os principais fatores de risco da pneumonia são:
Fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos
Álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório
Ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias
Resfriados mal cuidados
Mudanças bruscas de temperatura.

Sintomas
Sintomas de Pneumonia

Entre os principais sintomas de pneumonia estão:

Febre alta (Acima de 37,5° C)
Tosse seca ou com catarro de cor amarelada ou esverdeada
Falta de ar e dificuldade de respirar
Dor no peito ou tórax
Mal-estar generalizado
Prostração (fraqueza)
Suores intensos, principalmente a noite
Náuseas e vômito.

No entanto, esses sintomas, apesar de clássicos em adultos, podem mudar em crianças e idosos. 

Veja mais abaixo:

Sintomas de pneumonia em crianças
Crianças com pneumonia bacteriana podem também apresentar sintomas, como :
Respiração acelerada
Respiração ruidosa
Perda de apetite e recusa alimentar
Dor abdominal.

Muitas vezes, no entanto, a criança pode apresentar os sintomas isoladamente, como apenas febre e tosse ou apenas dificuldade e aceleração da respiração.

Já a pneumonia viral normalmente surge após uma cripe comum, com sintomas como:
Dor de garganta
Coriza
Dor de ouvido
Espirros
Dores no corpo
Dor de cabeça.

A criança com pneumonia viral pode apresentar sintomas de pneumonia bacteriana também. O quadro costuma durar poucos dias (entre 3 e 5) e se resolver sozinho.
Sintomas de pneumonia em idosos

Idosos saudáveis costumam a apresentar os sintomas clássicos da pneumonia em adultos. No entanto, a associação com outros problemas de saúde pode fazer com que os sintomas variem um pouco.

Em idosos, é comum o desenvolvimento de sintomas comportamentais como:
Confusão mental
Perda de memória
Desorientação em relação a tempo e espaço.

A tosse nesta população costuma também ser mais seca.

Por tudo isso, a pneumonia pode demorar a ser diagnosticada nesta população.

Buscando ajuda médica
Caso a febre persista por mais 48 a 72 horas e o paciente tenha desconforto respiratório com tosse é essencial procurar um médico. Ficar atento aos diferentes sintomas é essencial também.

Diagnóstico e Exames
Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar são:
Clínico geral
Pneumologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  1. Quando você começou a ter os sintomas pela primeira vez?
  2. Você já teve pneumonia? 
  3. Em caso afirmativo, em que pulmão?
  4. Os seus sintomas foram contínuos ou ocasionais? 
  5. Quão graves são eles?
  6. O que, se alguma coisa, parece melhorar ou piorar seus sintomas?
  7. Você viajou ou foi exposto a produtos químicos ou substâncias tóxicas?
  8. Você esteve exposto a pessoas doentes em casa, escola ou trabalho?
  9. Você fuma? Ou você já fumou?
  10. Quanto álcool você consome em uma semana?
  11. Você já teve vacinas contra a gripe ou a pneumonia?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para gordura no fígado, algumas perguntas básicas incluem:
  1. Qual a causa dos meus sintomas?
  2. Que tipos de testes eu preciso fazer?
  3. Qual o tratamento que você recomenda?
  4. Preciso ser hospitalizado?
  5. Eu tenho outras condições de saúde. Como a pneumonia os afetará?
  6. Existem restrições que eu preciso seguir?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Pneumonia
O médico começará perguntando sobre seu histórico médico e fazendo um exame físico, como ouvir seus pulmões com um estetoscópio para verificar se há sons que sugerem pneumonia.
Saiba mais: Exame de escarro detecta agentes que podem causar infecções pulmonares

Exames
Se suspeita de pneumonia, o seu médico pode recomendar os seguintes testes:
Exames de sangue: Os exames de sangue são usados para confirmar uma infecção e para tentar identificar o tipo de organismo que causa a infecção. No entanto, a identificação precisa nem sempre é possível
Raio x do tórax: Isso ajuda seu médico a diagnosticar pneumonia e determinar a extensão e localização da infecção. No entanto, não pode informar o seu médico sobre o tipo de germe que causa a pneumonia
Oximetria de pulso: Isso mede o nível de oxigênio em seu sangue. A pneumonia pode evitar que seus pulmões movam oxigênio suficiente para a corrente sanguínea
Teste de escarro: Uma amostra de fluido de seus pulmões (escarro) é tomada após tosse profunda e analisada para ajudar a identificar a causa da infecção.

O seu médico pode solicitar testes adicionais se tiver mais de 65 anos, estiver no hospital ou apresentar sintomas graves ou condições de saúde. Estes podem incluir:
Tomografia computadorizada: Se a sua pneumonia não estiver limpando o mais rápido possível, seu médico pode recomendar uma tomografia computadorizada de tórax para obter uma imagem mais detalhada dos pulmões
Cultura de fluido pleural: Uma amostra de fluido é tomada colocando uma agulha entre as costelas da área pleural e analisada para ajudar a determinar o tipo de infecção.

Tratamento e Cuidados
Tratamento de Pneumonia

O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos, e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. A internação hospitalar para pneumonia pode fazer-se necessária quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases.
Saiba mais: Chá verde reduz o risco de pneumonia em mulheres
Hospitalização

Talvez seja necessário hospitalizar se:
  • Você tem mais de 65 anos
  • Você está confuso sobre o tempo, pessoas ou lugares
  • Sua função renal diminui
  • Sua pressão arterial sistólica é inferior a 90 milímetros de mercúrio (mm Hg) ou sua pressão arterial diastólica é de 60 mm Hg ou abaixo
  • Sua respiração é rápida (30 respirações ou mais por minuto)
  • Você precisa de assistência respiratória
  • Sua temperatura está abaixo do normal
  • Sua freqüência cardíaca é inferior a 50 ou superior a 100

As crianças podem ser hospitalizadas se:
  • Eles são menores de 2 meses
  • Eles são letárgicos ou com excesso de sono
  • Eles têm dificuldade para respirar
  • Eles têm baixos níveis de oxigênio no sangue
  • Parecem desidratados
  • Medicamentos para Pneumonia

Os medicamentos mais usados para o tratamento de pneumonia são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)
Pneumonia tem cura?

A pneumonia possui cura e quando o tratamento é feito da forma correta algumas complicações podem ser evitadas. No entanto, o tempo de recuperação para pneumonia varia conforme o estado de saúde da pessoa antes de ser diagnosticada. Uma pessoa jovem e saudável geralmente responde melhor ao tratamento, voltando às atividades normais em uma semana.

Pessoas na meia idade ou mais velhas e que tem doenças concomitantes podem levar muitas semanas para se recuperar, podendo ser necessária inclusive a hospitalização.
Complicações possíveis

Mesmo com o tratamento, algumas pessoas com pneumonia, especialmente aquelas em grupos de alto risco, podem sofrer complicações, incluindo:
Bactérias na corrente sanguínea (bacteremia)

As bactérias que entram na corrente sanguínea de seus pulmões podem espalhar a infecção para outros órgãos, potencialmente causando insuficiência orgânica.
Dificuldade ao respirar

Se sua pneumonia é grave ou você tem doenças pulmonares subjacentes crônicas, você pode ter problemas para respirar com oxigênio suficiente. Talvez seja necessário hospitalizar e usar uma máquina respiratória (ventilador) enquanto o pulmão cura.
Acúmulo de líquidos em torno dos pulmões (derrame pleural)

A pneumonia pode fazer com que o líquido se acumule no espaço fino entre as camadas de tecido que alinham os pulmões e a cavidade torácica (pleura). Se o fluido se infectar, você precisará drená-lo através de um tubo de tórax ou removido com cirurgia.
Abscesso pulmonar

Um abscesso ocorre se pus se forma em uma cavidade no pulmão. Um abscesso geralmente é tratado com antibióticos. Às vezes, a cirurgia ou drenagem com uma agulha longa ou tubo colocado no abscesso é necessária para remover o pus.

Convivendo/ Prognóstico
Se você tem pneumonia, é preciso tomar algumas medidas para se recuperar da infecção e prevenir complicações: (2)
Descanse bastante
Siga o seu plano de tratamento conforme o seu médico aconselha
Pegue todos os medicamentos conforme o seu médico prescreve. Se você estiver usando antibióticos, continue a tomar o medicamento até que tudo desapareça. Você pode começar a se sentir melhor antes de terminar o medicamento, mas você deve continuar a levá-lo. Se você parar muito cedo, a infecção bacteriana e sua pneumonia podem voltar
Pergunte ao seu médico quando deve agendar cuidados de acompanhamento. Seu médico pode recomendar uma radiografia de tórax para se certificar de que a infecção desapareceu.

Pode levar tempo para se recuperar da pneumonia. Algumas pessoas se sentem melhor e podem retornar às suas rotinas normais dentro de uma semana. Para outras pessoas, pode levar um mês ou mais. A maioria das pessoas continua a sentir-se cansada por cerca de um mês. Converse com seu médico sobre quando você pode voltar à sua rotina normal.

Prevenção
Prevenção

Lave as mãos com frequência, principalmente após:
Assoar o nariz
Ir ao banheiro
Trocar fraldas.

Também lave suas mãos antes de comer ou preparar alimentos. Não fume. O fumo prejudica a capacidade dos pulmões de evitar a infecção.

As vacinas podem ajudar a prevenir a pneumonia em crianças, idosos ou pessoas com diabetes, asma, enfisema, HIV, câncer ou outras condições com efeitos a longo prazo:
Uma droga chamada Synagis (palivizumab) é ministrada a algumas crianças com menos de 24 meses para prevenir a pneumonia causada por vírus sincicial respiratório
A vacina contra gripe previne pneumonia e outros problemas causados pelo vírus influenza. Ela deve ser aplicada anualmente para proteger contra novos ataques de vírus
A vacina HIB previne a pneumonia em crianças de Haemophilus influenzae tipo B
A vacina pneumocócica (Pneumovax, Prevnar) reduz suas chances de contrair pneumonia de Streptococcus pneumoniae.

Se você tiver câncer ou HIV, fale com seu médico sobre as maneiras de prevenir a pneumonia e outras infecções.

Referências
(1) Dra. Ana Clara Toschi, pneumologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
(2) National Heart, lung and Blood Institute (NIH)
(3) Mayo Clinic
(4) American Lung Association
(5) Franco Martins, pneumologista - CRM 138476/SP
(6) Ministério da Saúde

Substituir manteiga por margarina duplica risco de doenças cardíacas

Óleos vegetais e margarinas ajudam a baixar o colesterol, mas são alimentos quimicamente modificados e não devem ser incluidos no grupo de produtos saudáveis

 O que você passa no pão durante o café da manhã? Nos últimos 50 anos, cientistas aconselharam reduzir a ingestão de gorduras animais saturadas, encontradas na manteiga, e comer mais gorduras vegetais poli-insaturadas, encontradas na margarina. Mas agora um estudo publicado no British Medical Journal mostrou que essa substituição pode duplicar a probabilidade de morte por doenças cardíacas. As informações são do site do jornal Daily Mail.

O estudo foi realizado em Sydney com 458 homens, com idade entre 30 e 59 anos, que sofreram algum ataque cardíaco recentemente.

Metade foi aconselhada a cortar o consumo de manteiga e a outra metade a cortar a ingestão margarina. Os resultados mostraram que aqueles que consumiam mais gordura vegetal poli-insaturadas, ou ômega 6, tiveram duas vezes mais chance de morrer por uma série de fatores, incluindo doenças cardíacas.

A maioria dos estudos de intervenções dietéticas tem envolvido vários fatores, mas este é focado apenas no ômega 6, também conhecido como ácido linoleico, presente na maioria das dietas de países ocidentais.

Ele é encontrado em grande quantidade em óleos vegetais, como o de milho, girassol, cártamo e soja. Depois de ingerido, ele é convertido em ácido araquidónico, um composto que pode provocar a liberação de outras substâncias que causam inflamação, que é a principal causa de doenças crônicas.

Os pesquisadores, do Instituto Nacional de Saúde no EUA, disseram que a descoberta pode ter "implicações importantes para todo as recomendações dietéticas". Mas outros cientistas têm criticado os resultados, dizendo que eles não fornecem evidências suficientes para sugerir que as pessoas devem mudar os hábitos alimentares.

Ainda assim, de acordo com especialistas, óleos vegetais e margarinas ajudam a baixar o colesterol e a pressão arterial, mas são alimentos quimicamente modificados e não devem ser incluidos no grupo de produtos saudáveis.

Obesidade

A obesidade ocorre quando seu corpo consome mais calorias do que queima. No passado, muitas pessoas pensavam que a obesidade era simplesmente causada por falta de exercícios físicos, resultante da falta de força de vontade e autocontrole. Embora estes sejam fatores contribuintes significativos, os médicos reconhecem que a obesidade é um problema médico complexo que envolve fatores genéticos, ambientais, comportamentais e sociais. Todos esses fatores desempenham um papel na determinação do peso de uma pessoa.

Pesquisas recentes mostram que, em alguns casos, certos fatores genéticos podem causar alterações no metabolismo do apetite e da gordura que levam à obesidade. Para uma pessoa que é geneticamente propensa ao ganho de peso (por exemplo, tem um metabolismo mais baixo) e que leva um estilo de vida inativo e insalubre, o risco de se tornar obeso é alto.

Embora a composição genética de uma pessoa possa contribuir para a obesidade, esta não é a causa primária. Fatores ambientais e comportamentais têm maior influência no consumo excessivo de calorias provenientes de alimentos ricos em gordura e fazer pouca ou nenhuma atividade física diária a longo prazo levará ao ganho de peso. Fatores psicológicos também podem favorecer a obesidade. Baixa auto-estima, culpa, estresse emocional ou trauma podem levar a excessos como um meio de lidar com o problema.

FAZENDO O DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de obesidade é geralmente baseado em um exame físico e um histórico do paciente (de hábitos alimentares e de exercícios físicos).


Uma medida chamada índice de massa corporal (IMC) não mede diretamente a gordura corporal, mas é uma ferramenta útil para avaliar o risco para a saúde associado ao excesso de peso ou obesidade. O IMC é calculado usando quilogramas (kg) e metros (m).



O IMC é calculado da seguinte forma: IMC = peso corporal (kg) ÷ altura² (m)



Você tem que dividir o peso (em quilogramas) pela altura ao quadrado (em metros).



Por exemplo: vamos supor que uma pessoa pesa 90 Kg e tem 1,70 m de altura.



A conta do IMC ficará assim: 90/(1.70 x 1.70) => 90/2,89 = 31,14. O IMC dessa pessoa é de 31,14. Após fazer essa conta basta comparar com a tabela abaixo para ver em qual classificação o resultado se encaixa. De acordo com a tabela, um IMC 31,14 está dentro da faixa Obesidade de Grau I.



IMCClassificaçãoPossíveis Consequências
Menor do que 16Magreza grave Insuficiência cardíaca, anemia grave, enfraquecimento do sistema imunológico
A partir de 16 e menor do que 17Magreza moderada  Infertilidade, queda de cabelo, falta da menstruação
A partir de 17 e menor do que 18,5Magreza leve Estresse, ansiedade, fadiga
A partir de 18,5  e menor do que 25Saudável Menor risco para doenças
A partir de 25 e menor do que 30SobrepesoFadiga, varizes, má circulação
A partir de 30 e menor do que 35Obesidade Grau IDiabetes, infarto, angina, aterosclerose
A partir de 35 e menor do que 40Obesidade Grau II (Severa)Apneia do sono, falta de ar
A partir de 40Obesidade Grau III (Mórbida)Refluxo, infarto, AVC, dificuldade de locomoção, escaras
A classificação acima não se aplica a pessoas com menos de 18 anos de idade, mulheres grávidas ou mulheres que estão amamentando. Para pessoas com 65 anos ou mais, a faixa “normal” é maior, começando ligeiramente acima de 18,5 e se estendendo até a faixa “acima do peso”.

Os médicos também podem usar outras medidas, como o tamanho da cintura, para avaliar os riscos à saúde associados ao excesso de gordura abdominal. Quando o IMC e o tamanho da cintura indicam um alto risco de problemas de saúde, testes adicionais também podem ser realizados.

A calculadora abaixo realiza o calculo de forma facilitada e informa o grau de obesidade de acordo com os parâmetros do IMC:

TIPOS DE OBESIDADE



Como é possível constatar no quadro de controle do IMC, existem diferentes níveis de obesidade e cada um deles exigem diferentes tratamentos e também diferentes consequências ao corpo humano.

• Sobrepeso

Antes do paciente ser considerado obeso, ele alcança o patamar de sobrepeso, caracterizado no IMC por valores entre 25 e 30. Neste caso, o paciente ainda não é obeso, mas já pode apresentar sintomas da obesidade, tais como elevações na taxa glicêmica e no colesterol, fadiga excessiva após esforço físico, entre outros.

É importante salientar que o sobrepeso não é considerado doença assim como a obesidade, porém exige cuidados para que o quadro não evolua. Nesta etapa, o ganho de peso pode ser resolvido por meio de mudanças nos hábitos alimentares e exercícios físicos.
• Obesidade
A obesidade é diagnosticada, de maneira geral, quando o IMC do paciente ultrapassa o valor de 30. Nestes casos, já é possível falar com maior probabilidade nos riscos de doenças como hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e outras condições que tenham a obesidade como fator de risco.
O acúmulo de gordura na região abdominal já nítido e pode estar associado também a gordura visceral – grande fator de risco para doenças cardiovasculares.
Nesse estágio, apesar das consequências na saúde, ainda é indicado que o paciente procure os meios mais indicados para a perda de peso como a alimentação equilibrada e a prática regular de atividades físicas, porém, remédios inibidores de apetite e acompanhamento psicológico já podem ser indicados.
• Obesidade mórbida
É considerado que o paciente sofre de obesidade mórbida quando seu IMC é maior que 40. Neste estágio da obesidade, o paciente, além de todos os problemas associados à doença, passa a ter severas dificuldades de locomoção e as chances de volta ao peso normal por meio apenas de reeducação alimentar e exercícios físicos é reduzida.
Com a dificuldade de locomoção e alto risco de sofrer com graves consequências, nesse estágio o acompanhamento médico deve ser frequente e sob indicação médica e psicológica, estes pacientes podem realizar a cirurgia bariátrica para redução de estômago e assim fazer que haja uma perda de peso significativa – que são muito necessárias nesse caso.
• Obesidade infantil



Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, a obesidade infantil é um dos problemas de saúde pública mais graves do século 21.



A incidência da obesidade infantil mais que dobrou nos últimos 30 anos e, atualmente, uma em cada três crianças sofrem com a doença em todo o mundo. Além dos mesmos problemas ligados à obesidade de adultos, a obesidade infantil é ainda mais perigosa por se instalar num organismo ainda em formação e dificultar o tratamento durante os estágios de desenvolvimento e maturação de órgão reprodutores e também crescimento (fase conhecida como estirão).



A obesidade infantil merece atenção redobrada, principalmente, devido ao fato desta etapa da vida os pacientes não possuírem completo controle sobre seus hábitos alimentares e as razões da obesidade podem ser causadas pela falta de cuidado com a alimentação ou doenças graves que se manifestam ainda nessa etapa da vida, porém, neste último caso, as situações são raras e devem ser interpretadas de maneira isolada pelo médico.



UM PANORAMA GLOBAL


No mundo, existem atualmente 2,1 bilhões de pessoas obesas ou com sobrepeso; isso equivale a 30% da população mundial. E ainda, de 1980 a 2013, a obesidade e o sobrepeso, em conjunto, aumentaram 27,5% entre os adultos e 47,1% entre as crianças. Os dados citados fazem parte de uma pesquisa realizada em 188 países – incluindo o Brasil, pelo Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde (IHME) da Universidade de Washington e publicado na edição da revista científica “The Lancet”.


Quando falamos especificamente do Brasil, 52,5% dos homens com mais de 20 anos e 58,4% das mulheres da mesma faixa etária apresentam sobrepeso ou obesidade. Entre os garotos com menos de 20 anos, essa parcela é de 22,1%. Entre as garotas, o índice é de 24,3%. O Brasil fica acima da média global de obesidade, mas abaixo de países como Estados Unidos, Reino Unido, México e Bolívia.


GORDURA MARROM VERSUS GORDURA BRANCA


Com o aumento alarmante da obesidade, diversos estudos fizeram importantes descobertas de como a gordura se comporta em nosso organismo e até que mesmo que existem dois tipos de tecido adiposo que desempenham funções diferentes no organismo humano, são eles: a gordura marrom e a gordura branca.

A gordura marrom é responsável por regular a temperatura do organismo e está presente em todos os seres, especialmente aqueles que vivem em regiões frias ou que passam pelo processo de hibernação.
Por isso, este tipo de gordura não é considerada ruim e pode até mesmo trabalhar a favor do metabolismo humano, auxiliando na perda da gordura branca, que vamos tratar mais para frente. Do total de gordura presente em nosso organismo, apenas de cinco a dez por cento é composto do tecido adiposo marrom e seu acúmulo se da, principalmente, na nuca, costas e ao redor dos órgãos vitais.
Em dias mais frios, este tipo de gordura é ‘ativado’ e passa que ocorra a produção de calor por meio da queima da gordura branca, processo que pode facilitar o emagrecimento.
A gordura marrom, não pode ser consumida por meio de alimentos pois ela deriva de processos do nosso organismo e não de fontes externas. No entanto, já existem estudos que associam o consumo de alimentos ricos em Ômega 3 com o aumento de produção do tecido adiposo marrom, porém nada que ainda seja efetivamente anunciado pela comunidade científica em todo o mundo.
Já a gordura branca, é que conhecemos comumente e está associado ao estilo de vida sedentário e a alimentação desregrada. Esse tipo de tecido adiposo se acumula nas camadas mais externas do nosso corpo e é responsável pela obesidade. Além disso, as células desse tipo de gordura funcionam como verdadeiros elásticos e pode aumentar de tamanho à medida em que alimentos com alto índice energético são consumidos e não são gastos por meio da produção de energia para as funções do corpo.
A gordura branca também funciona como uma proteção do organismo por evitar que impactos e choques afetem diretamente os músculos e órgãos do corpo humano.
Por ser facilmente acumulada e estar presente de maneira uniforme em nosso corpo, a gordura branca é considerada perigosa, podendo se infiltrar entre os órgãos e corrente sanguíneos, processos que, comprovadamente, aumentam em até 30% o risco de acidentes vasculares, como por exemplo o ataque cardíaco e o acidente vascular cerebral (AVC). Em pacientes que apresentam obesidade, o risco da gordura branca é ainda maior, pois também está associado ao desenvolvimento de diabetes, pressão alta e outras doenças do metabolismo.

AS RAZÕES PARA O ACÚMULO DE PESO

Existem milhares de razões para o acúmulo de peso, que podem varias desde aspectos fisiológicos – aqueles produzidos pelo nosso corpo ou até mesmo por aspectos psicológicos. No entanto, entre os mais comuns estão:
• Estilo de vida sedentário
A falta de uma atividade física frequente é uma das maiores causas para a obesidade conhecida na atualidade.
Com a melhora gradual da tecnologia que nos cerca no dia a dia, a comodidade aumentou consideravelmente e com ela, a necessidade de se deslocar a pé, subir escadas e conseguir o próprio alimento também.
É fundamental, que este tipo de comodidade não suprima a necessidade que nosso corpo possui de estar em movimento para que a saúde, não somente física, mas também mental, esteja em dia.
  • Alimentação desregrada

A alimentação desregrada também pode ser considerada um dos maiores fatores de risco que podem levar a obesidade.
Seja em função da correria do dia a dia, praticidade, não gostar de alimentos saudáveis ou todos esses fatores juntos; a verdade é que a alimentação saudável é fundamental para quem não ver o ponteiro da balança nas alturas.
O ambiente que estamos inseridos também é um forte influenciador da maneira que nos alimentamos, por isso, é importante olhar também ao redor para entender se não existem diferentes interferências do ambiente que favorecem o acúmulo de gordura.
• Desequilíbrio hormonal
Diversas funções do organismo são desempenhadas graças aos hormônios, que nada mais são que estruturas capazes de enviar sinais para nosso corpo e assim regular diversas funções, como o período fértil nas mulheres, o crescimento e também o apetite.
Por isso, caso exista a produção insuficiente ou em excesso desses ‘sinalizadores’ o nosso corpo pode estar mais propenso a desenvolver problemas e facilitar o acúmulo de gordura.
Um dos melhores exemplos nesse caso é o hipotireoidismo que é caracterizada como uma deficiência na produção dos hormônios da tireóidea e pode resultar na perda de peso sem razões plausíveis.
• Doenças psicológicas
Entre a comunidade médica-científica, as doenças originadas em razões psicológicas estão entre as maiores causas da obesidade, fato que até há alguns anos atrás era considerado irrisório entre a comunidade científica.
Porém, com o aumento significativo de doenças como a depressão, ansiedade e até mesmo o stress foi comprovado que existem quedas significativas em hormônios associados ao bem estar (como é o caso da Serotonina) e o aumento considerável de hormônios responsável pelo aumento de peso e diversas outras doenças (como é o caso do Cortisol).
• Fatores genéticos
Já é sabido pelos médicos também que os genes que herdamos dos nossos pais também possuem uma participação considerável na propensão ao desenvolvimento de distúrbios como é o caso da obesidade.
Fatores como a regulação do apetite, rapidez metabólica, facilidade na digestão e produção de alguns tipos de hormônios, são todos fatores que podem ser fortemente influenciado pelos genes e acabar resultando em problemas com o peso.
• Outras patologias
Doenças que afetam os aspectos fisiológicos do corpo também são responsáveis pelo acúmulo de peso, como é o exemplo do da síndrome de Cushing – caracterizada pelo ganho de peso na região abdominal, no pescoço e está relacionada também a fatores como depressão e osteoporose; e também o caso da diabetes tipo 2.
Existem diversos fatores que podem desencadear doenças que levem ao aumento de peso, por isso, é fundamental que seja feito acompanhamento médico regular.

CONSEQUÊNCIAS PARA O ACÚMULO DE PESO

Já foram citadas muitas consequências para o acúmulo de peso, porém é fundamental que as mais comuns sejam totalmente explicadas e que os pacientes que apresentarem problemas com obesidade saibam reconhecer os sintomas e procurar ajuda caso haja necessidade.

Entre as consequências mais comuns para o acúmulo de peso estão:

• Diabetes tipo 2

É também chamada de diabetes não insulinodependente ou diabetes do adulto e corresponde a 90% dos casos de diabetes diagnosticados no Brasil. Ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade embora, na atualidade pode ocorrer com maior frequência em crianças e jovens , em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e stress da vida urbana.

Neste tipo de diabetes o corpo ainda é capaz de produzir insulina porém, sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas da hiperglicemia. Por ser pouco sintomática, este tipo de diabetes, na maioria das vezes, permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento o que favorece a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro.

• Pressão alta ou hipertensão

Hipertensão ou pressão alta, é caracterizada por apresentar a pressão arterial, sistematicamente, igual ou maior que 14 por 9. A pressão se eleva por vários motivos, no caso de pacientes obesos, o acúmulo de gordura e também do colesterol pode resultar na dificuldade de circulação do sangue e também do acúmulo de líquidos no corpo.

As consequências da pressão são inúmeras: alta ataca os vasos, coração, rins e cérebro. Os vasos são recobertos internamente por uma camada muito fina e delicada, que é machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada. Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper. Quando o entupimento de um vaso acontece no coração, causa a angina que pode ocasionar um infarto. No cérebro, o entupimento ou rompimento de um vaso, leva ao derrame cerebral ou AVC. Nos rins podem ocorrer alterações na filtração até a paralisação dos órgãos. Todas essas situações.

• Apneia do sono

A apneia do sono não se trata de um simples ronco. Na apneia, o barulho também vem acompanhado por engasgos e ausência de respiração. Essas pequenas pausas na entrada de ar chegam a diminuir a concentração de oxigênio no sangue.
É daí que derivam as consequências mais sérias do distúrbio. A redução de oxigênio superativa o sistema nervoso, que eleva o ritmo dos batimentos cardíacos e estimula a contração dos vasos sanguíneos.

• Câncer

Sim, alguns tipos de câncer também estão associados a obesidade, como o de mama na pós-menopausa, o de cólon e reto, de útero, da vesícula biliar, do rim, fígado, ovário, próstata, mieloma múltiplo (células plasmáticas da medula óssea), esôfago, pâncreas, estômago e tireoide.

Não existem ainda pesquisas que comprovam a ligação direta da incidência desses tipos de cânceres ao acúmulo de gordura, porém o número de pacientes que apresentam obesidade e desenvolveram estes tipos de câncer aumentam todos os anos no mundo.

As doenças citadas acima são as que mais possuem ligação com a obesidade, porém transtornos como doença do fígado gorduroso, refluxo gástrico e cálculos biliares também estão comumente associadas a doenças e podem agravar ainda mais o quadro de saúde pacientes.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO
Mudando seu estilo de vida
A obesidade deve ser tratada para diminuir os riscos à saúde causados ​​pela obesidade e para melhorar a qualidade de vida. Um programa adequado de controle de peso geralmente combina atividade física, dieta saudável e mudança nos hábitos diários. Outros programas também podem envolver aconselhamento psicológico e, em alguns casos, terapia medicamentosa. Perder peso e mantê-lo é muito desafiador porque mudanças de estilo de vida e de comportamento são necessárias.

O importante é comer uma dieta saudável e equilibrada. Dietas da moda não funcionam e podem ser perigosas. O corpo precisa de uma quantidade mínima de energia dos alimentos para funcionar normalmente. Nenhuma dieta diária com menos de 1000 a 1200 calorias deve ser usada sem supervisão médica.

Orientação Nutricional


A orientação nutricional é fundamental para garantir que os alimentos que estejam sendo ingeridos, bem como os horários e quantidades estejam adequados para garantir a perda de peso na velocidade e quantidade indicadas para cada paciente.

Além disso, este tipo de acompanhamento permite que o paciente tenha um plano completamente personalizado e que possa tirar as dúvidas sobre alimentação e realizar o acompanhamento da maneira correta à medida que a perda de peso ocorre, sem que para isso haja cortes restritivos na alimentação ou problemas com a baixa ingestão de calorias.

Perder peso com sucesso, e manter um peso saudável, requer mudanças duradouras nos hábitos alimentares e de exercícios , bem como uma compreensão dos fatores emocionais que levam a excessos. Envolve também a definição e o alcance de metas específicas e realistas. As pessoas que são obesas devem consultar um médico ou nutricionista para um programa seguro e personalizado de perda de peso. Terapia comportamental também pode ajudar. Um terapeuta pode ajudá-lo a entender as razões emocionais e psicológicas que o fazem comer demais e pode lhe ensinar maneiras de gerenciar seus gatilhos alimentares.
Atividade física regular é uma parte importante do controle de peso. Além de gerenciar o peso, o exercício também melhora a saúde geral e pode ajudar a reduzir o risco de doenças como certos tipos de câncer, doenças cardíacas e osteoporose. Atividade física regular não significa que você tenha que se matricular na academia mais próxima. Pode ser tão simples quanto subir as escadas em vez de pegar o elevador, caminhar ou andar de bicicleta para trabalhar e deixar o carro em casa (se for possível), ou dar um passeio na hora do almoço com os colegas de trabalho. O importante é adicionar exercícios à sua rotina diária e trabalhar para um nível de atividade mais alto. Escolha atividades e exercícios que você goste.

INTERVENÇÃO MÉDICA


Medicamentos podem fazer parte de um programa de controle de peso. Medicamentos não são “curas mágicas”, levando à perda de peso permanente. Eles geralmente são usados ​​em combinação com um programa adequado de dieta e exercícios. Eles são apenas para pessoas que são classificadas como obesas (ou seja, aquelas com um IMC acima de 30), ou pessoas com um IMC de 27 e fatores de risco adicionais de doenças cardíacas, como colesterol alto ou diabetes.

Alguns medicamentos são aprovados apenas para uso a curto prazo. Um exemplo de medicação para perda de peso disponível no mercado é o Orlistat *, que bloqueia a absorção de gordura do intestino. Converse com seu médico se os medicamentos são uma opção para você.

A cirurgia só deve ser considerada quando outras opções de controle de peso não foram bem sucedidas. Existem muitas formas de cirurgia da obesidade, mas muitas vezes a cirurgia reduz o tamanho do estômago, de modo que apenas uma pequena quantidade de comida pode ser comida confortavelmente.

Ao se deparar com muitas opções de perda de peso, é importante considerar os riscos e benefícios de cada opção. O seu médico e outros profissionais de saúde podem fornecer as informações de que você precisa para fazer uma escolha consciente sobre quais opções são melhores para você.



Fontes:
“Casualidade Obesidade.” Inca http://www.inca.gov.br/situacao/arquivos/causalidade_obesidade.pdf. Online. 12 de Maio de 2018.

Instituto do Cancer <http://cancer.org.br/inca-luta-contra-o-cancer-deve-comecar-por-combate-a-obesidade/>. Online. 12 de Maio de 2018.

Instituto do Cancer <http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/abril/15/PPT-Vigitel-2014-.pdf>. Online. 12 de Maio de 2018.

Via: Deber  Por: Isabel Cristina

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