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Por que a ciência curou só uma pessoa do HIV?

© Reprodução

Em 2007, um jovem americano vivendo em Berlim se tornou uma maravilha moderna da medicina quando, 12 anos depois de ser diagnosticado com HIV, viu o vírus de repente desaparecer de seu corpo. Timothy Ray Brown havia sido diagnosticado com leucemia e recebeu um tratamento de transplante de célula-tronco para tratar a condição. Acontece que seu doador de célula-tronco tinha uma mutação genética rara conhecida como CCR5-delta 32, que deu a Brown resistência à sua infecção por HIV. Brown ficou conhecido como "o paciente de Berlim". Dez anos depois, ele ainda é a única pessoa a ter sido curada do HIV.

Apesar de avanços incríveis na biomedicina, uma verdadeira cura para o HIV segue fora de alcance. Drogas antirretrovirais transformaram o HIV em uma condição manejável em vez de uma sentença de morte. Mas o HIV se integra permanentemente no genoma de uma célula infectada e então se esconde, dormente, no corpo, tornando quase impossível sua erradicação. Desde a década de 1980, pesquisadores têm tido esperança de que a terapia genética, na qual o material genético do corpo é alterado, possa oferecer uma nova rota no tratamento do HIV e talvez até uma cura. O caso de Brown deixou muitos no campo otimistas, mas os cientistas ainda estão perplexos em relação a como sua cura funcionou.

Um novo estudo publicado na terça-feira (26), na PLOS Pathogens, mostra uma nova rota potencial para curar o HIV — embora também destaque as dificuldade extremas que os pesquisadores enfrentam.

"Nós só curamos um paciente efetivamente", Scott Kitchen, autor principal do estudo da UCLA, contou ao Gizmodo. "Mas isso oferece muita esperança."

No novo estudo, os pesquisadores tiraram uma página do tratamento de Brown, esperando estimular o sistema imune do corpo com células-tronco projetadas para combater o HIV. Primeiro, células-tronco formadoras de sangue foram projetadas para carregar genes que transformam as células em assassinos direcionados, capazes de detectar e destruir células infectadas por HIV quando elas aparecem no corpo. A técnica funciona ao tomar de assalto a mesma molécula, a CD4, que permite ao HIV se ligar à superfície de uma célula, usando a molécula como um sinal para fazer a ligação com o HIV e matá-lo. Então, essas células-tronco são colocadas em corpos de dois primatas por meio de um transplante de medula óssea. É uma forma de tratamento conhecida como imunoterapia CAR-T.

"O HIV danifica a resposta imune celular — é isso que o torna tão eficaz", disse Kitchen. "Portanto, para eliminá-lo efetivamente, precisamos de uma resposta imune efetiva. Estamos fornecendo isso."

O CAR-T se mostrou promissor no tratamento do HIV anteriormente, porém, com essa nova abordagem, os pesquisadores descobriram que os corpos dos primatas continuavam produzindo as células expressadoras de CAR por mais de dois anos depois da infusão inicial sem efeitos adversos. Isso sugere o potencial para uma solução a longo prazo que poderia reduzir a dependência de uma pessoa em medicamentos antivirais e potencialmente até para erradicar completamente o HIV do corpo, atacando mesmo o HIV dormente nas reservas do corpo sempre que ele despertasse novamente.

"Acreditamos nisso como um componente para uma cura, usado junto com algo como a terapia antirretroviral", afirmou Kitchen. "Isso mostra que uma cura é efetivamente possível."

Recentemente, houve outros avanços promissores na eliminação do HIV, mas, até agora, os pesquisadores tiveram sucesso principalmente em curar o HIV em ratos. Neste ano, cientistas da Universidade Temple usaram o CRISPR para eliminar DNA de HIV de ratos por meio de edição de genes. Vários testes clínicos estão sendo realizados na tentativa de curar humanos com HIV por meio de combinações de terapias genéticas e de células-tronco, mas não está claro se alguma delas vai, de fato, funcionar a longo prazo (também neste ano, um biohacker injetou uma cura de HIV caseira em si mesmo, embora seja altamente improvável que essa abordagem vá funcionar).

Tecnologias como a edição genética tornaram a busca por uma cura para o HIV parecer possível, mas ainda existem muitos obstáculos técnicos no caminho. Uma verdadeira cura pode estar ainda muito distante.

O maior obstáculo na criação de uma cura é fazer algo que dure o bastante para combater as reservas persistentes do vírus no corpo. É esse o problema que a pesquisa da UCLA estava tentando resolver. Mas para chegar lá, os cientistas precisarão melhorar a capacidade de editar células dentro do corpo de um paciente, em vez de removê-las, editá-las em um laboratório e então reinseri-las no paciente. Também existe espaço para melhorar nossa capacidade de localizar genes que precisem ser manipulados, que estão espalhados pelo corpo. E para complicar ainda mais as coisas, pelo fato de o HIV desenvolver resistência a tratamentos, até mesmo o CRISPR, uma combinação de terapias provavelmente é o que terá mais sucesso.

Neste ano, uma pesquisa da Foundation for Aids fez um pedido por propostas para resolver esses obstáculos.

"A disponibilidade de ferramentas e alvos sugere que projetar uma intervenção terapêutica de gene para curar o HIV é, sem dúvidas, mais uma questão de tecnologia do que de descoberta", escreveu Rowena Johnson, diretora de pesquisa da fundação, em um estudo à época. "Entretanto, a viabilidade da abordagem ainda é um grande obstáculo. O cronograma, o custo e a complexidade de se testar terapia de genes na clínica são formidáveis."

Até agora, houve muito otimismo na utilização de terapia de gene para tornar as células do corpo imunes ao HIV. Nessas abordagens, o vírus é impedido de entrar em uma célula em primeiro lugar. É uma tarefa mais fácil, porque não exige lidar com o problema de um vírus dormente que desperta depois de um longo período. Vários testes clínicos para esses tipos de terapias também estão acontecendo.

"Brown foi apenas um caso extraordinário", disse Kitchen. "Ele passou por dois transplantes de medula óssea. Isso normalmente mataria uma pessoa. E ainda não sabemos como isso funcionou exatamente."

No caso da nova pesquisa da UCLA, o maior obstáculo é descobrir o jeito mais eficaz de transplantar o menor número de células-tronco possível para dentro do corpo de um paciente infectado. Idealmente, afirmou Kitchen, eles gostariam de desenvolver algo como uma vacina, que não exige um procedimento invasivo como o transplante de medula óssea, mas, por enquanto, essa ideia é muito "ficção científica". Ainda assim, Kitchen diz, testes clínicos para sua nova abordagem provavelmente devem acontecer daqui a dois ou três anos.

Uma cura pode não estar tão próxima, mas, pela primeira vez, está começando a surgir no horizonte.

Imagem do topo: CDC
Kristen V. Brown

Sutiã usado mais de 2 vezes pode fazer mal à saúde; entenda

Foto: Thinkstock

Celulares, lençóis, bolsas e travesseiros são outros objetos que contém bactérias

O corpo humano é fonte de calor e abriga diversos tipos de bactérias. Celulares, travesseiros, sutiãs, bolsas, lençóis e toalhas são objetos que muitos nem imaginam que tenham inúmeras bactérias e possibilidades de infecção. Confira como se prevenir e se proteger por meio de simples limpeza. 

Sutiã
O busto e as axilas do corpo feminino são áreas quentes e abrigam diversos tipos de bactéria, que se utilizam do calor para sobrevivência. Por causa disso, é necessário lavar o seu sutiã a cada dois ou três usos. 

Segundo Kelly Dunmore, especialista em lingerie, em entrevista ao Daily Mail, não é indicado lavar o acessório na máquina, porque pode afetar a elasticidade e diminuir a vida durável da peça

Foto: Thinkstock

Celular
Segundo pesquisa divulgada pelo Daily Mail, as pessoas tocam, em média, 150 vezes no celular por dia. A mesma pesquisa encontrou, em 51 celulares diferentes, cerca de 7.000 tipos de bactéria. Quando utilizamos o celular, ele se aquece, o que beneficia a multiplicação das bactérias. Celulares com teclado são ainda piores. Por possuírem “espaços”, as bactérias se fixam nas entranhas entre as teclas. É recomendável limpar o celular todos os dias com lenço anti bactericida

Foto: Thinkstock

Lençóis
O corpo humano perde milhões de células durante o dia, principalmente quando estamos dormindo, e também elimina cerca de 0,5l durante a noite. E é esse suor que atrai os ácaros para a cama. Boa parte das pessoas tem alergia a ácaros, que pode provocar coceira, rinite e até asma. É recomendável lavar o jogo de lençóis pelo menos uma vez por semana 

Foto: Thinkstock

Travesseiro
O travesseiro é como uma esponja, e absorve todo o suor que nosso corpo elimina durante a noite, o que abre terreno para ácaros e bactérias se alojarem. O travesseiro deve ser lavado a cada três meses. O interessante é que boa parte dos travesseiros pode ser lavada na máquina 

Foto: Thinkstock

Bolsas
Todos os lugares públicos que frequentamos possuem bactérias. Sempre que deixamos a bolsa no chão do transporte público, na mesa de um restaurante, ou em qualquer outro lugar em que a apoiamos, bactérias entram em contato com o objeto. É recomendável não colocar bolsas e carteiras na cama, ou comer sem lavar as mãos após utilizar algum destes acessórios 

Hepatite B: sintomas, tratamentos e causas


O que é Hepatite B?
Sinônimos: hepatite infecciosa, amarelão

A hepatite B é uma doença transmitida por vírus e que causa irritação e inflamação do fígado. Este é um dos tipos de hepatites virais que existem, que são classificadas por letras A, B, C, D e E. No Brasil, estima-se que 15% da população já foi contaminada e 1% é portadora crônica da doença.

Causas
A hepatite B é causada pelo vírus B (chamado também de VHB). Uma vez dentro do organismo humano, o vírus ataca os hepatócitos – as células do fígado – e começa a se multiplicar, levando à inflamação do órgão.

O que é hepatite?
Transmissão
As formas de transmissão do vírus B são: sexual, sanguínea e vertical.

A hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), pois pode ser transmitida de pessoa a pessoa por meio do contato com sêmen, saliva e secreções vaginais durante relação sexual desprotegida. Isso acontece porque o vírus atinge concentrações muito altas em secreções sexuais.

A transmissão sanguínea ocorre por meio do compartilhamento de seringas com sangue contaminado, que é uma prática comum entre usuários de drogas injetáveis, em acidentes com material perfurante contaminado, entre trabalhadores da área da saúde, por meio de pequenos ferimentos presentes na pele e nas mucosas, hemodiálise, por transfusão de sangue - principalmente quando a contaminação acontece do doador de sangue para o receptor. Felizmente, desde que a avaliação de sangue doado tornou-se uma prática obrigatória nos bancos de sangue, a contaminação de hepatite B por meio de transfusão é cada vez mais rara.

A transmissão vertical é quando a contaminação acontece de mãe portadora do vírus B para a criança, que se dá durante o parto.

Fatores de risco
Ter relações sexuais com vários parceiros, pois tem maior chance de algum ser portador do vírus e não saber
Ter sido diagnosticado com outra doença sexualmente transmissível, como gonorreia e clamídia
Compartilhar seringas durante aplicação de drogas injetáveis
Trabalhar em áreas de saúde, com exposição a sangue
Viajar para regiões em que há altos índices de infecção por VHB, como África, sudoeste e região central da Ásia e Leste Europeu.

Sintomas
Sintomas de Hepatite B
Geralmente, os sintomas de hepatite B surgem entre dois a quatro meses após o contato com o vírus, e sua intensidade varia de pessoa para pessoa. Confira os principais sintomas da doença:

Dor abdominal
Urina escura
Febre
Dor nas articulações
Perda de apetite
Náusea e vômitos
Fraqueza e fadiga
Amarelamento da pele (icterícia).

Os sintomas vão melhorando aos poucos, geralmente duram alguns dias e desaparecem, essa fase inicial com sintomas e com alteração dos exames de sangue é chamada de Hepatite Aguda. Nessa fase o seu sistema imunológico consegue combater o vírus facilmente e o prognóstico é dos melhores, com recuperação em poucos meses. Apesar da melhora dos sintomas os exames podem demorar até 6 meses para voltarem ao normal, quando ocorre a cura da hepatite.

Porém em cerca de 5 a 10% dos casos o corpo não consegue combater o vírus B, permanecendo com infecção ativa, o que caracteriza a forma crônica da doença, que pode evoluir para problemas mais graves no fígado, a exemplo da cirrose e do câncer.

A maioria das crianças infectadas durante o parto ou até os cinco anos de idade não conseguem eliminar o vírus e apresentam hepatite B crônica.

Além de ser mais grave, a hepatite crônica é também mais traiçoeira, pois pode passar despercebida por décadas. Muitas pessoas não apresentam os sintomas de fase aguda quando entram em contato com o vírus e ele permanece sem causar sintomas, porém causando destruição progressiva do fígado. Quando o diagnóstico finalmente é feito, muitas vezes o paciente já está com complicações graves e com tratamento muito mais difícil.

Diagnóstico e exames
Buscando ajuda médica
Ao suspeitar dos sintomas, procure um médico para realização de exames gerais. Se confirmada a presença do vírus causador da hepatite B, procure um especialista e inicie o tratamento o quanto antes. Durante a consulta, aproveite para tirar todas as dúvidas que você venha a ter. Veja alguns exemplos do que você pode perguntar ao médico:
Quais exames serão necessários para realizar o diagnóstico?
Quais tratamentos estão disponíveis para hepatite B no Brasil?
O vírus VHB causou muitos prejuízos ao meu fígado?
Essa doença é contagiosa? Como posso transmiti-la para outras pessoas?
Devo realizar exames para detectar eventuais outras DST’s?

Na consulta médica
Entre as especialidades que podem diagnosticar Hepatite B estão:
Clínica médica
Gastroenterologia
Hepatologia
Infectologia
Imunologia.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
Quando que os sintomas começaram?
Os sintomas são frequentes ou ocasionais?
Você fez alguma transfusão de sangue recentemente?
Você é usuário de drogas injetáveis?
Manteve relações sexuais sem uso de preservativo?.

Diagnóstico de Hepatite B
Inicialmente se suspeita de hepatite aguda pelos sintomas manifestado pelo paciente, como febre e dor no abdômen. Exames podem indicar que o fígado está pouco aumentado também. A confirmação do diagnóstico de hepatite é feita por exames de sangue com altos níveis de transaminases, ALT, AST, fosfatase alcalina, gama GT e bilirrubinas. As transaminases elevadas caracterizam o quadro de hepatite aguda, sendo realizados marcadores sorológicos para identificação do tipo de hepatite:

Anticorpo para o HBsAg (AntiHBs): um resultado positivo significa que a pessoa teve contágio e eliminou o vírus, ou se vacinou contra a hepatite B
Anticorpos para antígeno da hepatite B (Anti-HBc): um resultado positivo significa que teve contato com o vírus, recente ou no passado
Anticorpos para antígeno core da hepatite B da classe IgM (Anti-HBc IgM): um resultado positivo, ou reagente, indica infecção aguda recente
Antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg): um resultado positivo significa que a pessoa é portadora do vírus B
Antígeno de superfície da hepatite E (HBeAg): um resultado positivo significa que há infecção por hepatite B e que esta pessoa está mais propensa a passar a infecção para outras pessoas, pois o vírus está se multiplicando.

Com grande frequência não ocorre quadro agudo, então a suspeita de hepatite ocorre quando existe algum fator de risco, ou quando a pessoa apresenta as enzimas hepáticas elevadas, sendo feita investigação da causa dessa alteração. Outras vezes o diagnóstico de hepatite B ocorre por acaso, através de doação de sangue, pois quando uma pessoa doa sangue são realizados vários testes no sangue para se evitar contaminação de quem vai receber o sangue. Entre esses exames são feitos testes para hepatite B e hepatite C.

Quando a pessoa tem o diagnóstico de hepatite crônica muitas vezes á necessária a realização de uma biópsia do fígado, neste caso o médico inserirá uma micro agulha pela sua pele até o fígado, a fim de retirar uma pequena amostra e enviá-la para testes de laboratório, para avaliar o grau de comprometimento do fígado e a necessidade de tratamento.

Tratamento e cuidados
Tratamento de Hepatite B
Se você sabe que foi infectado pelo vírus VHB, contate seu médico imediatamente. Receber uma injeção de imunoglobulina e vacina contra a hepatite B em até 24 horas após o contágio, pode evitar que você desenvolva a doença.

Mas se o diagnóstico já tiver sido feito, é hora de cuidar para que a doença não evolua para complicações mais graves.

Hepatite B aguda
Não tem tratamento específico para hepatite B, mas pode tomar medicamentos para reduzir quaisquer sintomas que você venha a sentir enquanto seu sistema imunológico combate o vírus. Para avaliar a evolução e garantir que o vírus foi definitivamente erradicado de seu corpo, ele poderá pedir exames de sangue periódicos.

Hepatite B crônica
Para este caso, é necessário tratamento específico:
Medicamentos antivirais: o médico recomendará o uso de medicamentos, que combaterão a ação do vírus VHB e que o impedirá de causar maiores danos ao fígado, geralmente usados de forma contínua, uma vez que não se consegue eliminar o vírus
Nos casos de cirrose avançada pode ser necessária a realização de um transplante de fígado: se o seu fígado foi seriamente danificado pela hepatite B, o transplante pode servir como recurso de tratamento.

Medicamentos para Hepatite B
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)
Complicações possíveis
Sem tratamento, a hepatite B crônica pode levar a complicações mais graves, como:

Cirrose, que abre feridas na parte interior do fígado, podendo levar até à sua falência

Câncer de fígado
Falência do fígado. Para esses casos, a única alternativa viável é o transplante

Hepatite D. Alguns pacientes diagnosticados com hepatite B podem vir a desenvolver hepatite D caso o tratamento não funcione ou não seja seguido à risca. Isso acontece porque o vírus causador da hepatite D acomete principalmente pessoas que já sejam portadoras do vírus B. No entanto, o vírus D só costuma aparecer em alguns lugares do mundo, como na região amazônica, por exemplo
Problemas renais podem surgir caso a hepatite B não seja tratada. Esses problemas podem, eventualmente, levar até à falência múltipla dos rins.

Expectativas
O prognóstico para hepatite B aguda é animador. Em média, somente 1% dos pacientes diagnosticados com hepatite B aguda morrem por causa da doença. Se você tem hepatite B aguda, a doença deverá desaparecer em até, no máximo, seis meses, embora isso costume acontecer antes. Mas cerca de 5-10% das pessoas não melhoram, nem eliminam o vírus, permanecendo com a hepatite, que agora passa a ser chamada de crônica.

Já no caso da hepatite B crônica, o tratamento é recomendável, se feito corretamente, é quase sempre eficaz, ocorre melhora dos exames e inativação do vírus, com menor risco de evoluir para cirrose e câncer de fígado.


Prevenção
Todas as crianças devem receber a primeira dose da vacina contra a hepatite B no nascimento e devem completar a série de três vacinas até os seis meses. Jovens menores de 19 anos que não foram vacinados devem atualizar suas vacinas.

Pessoas com alto risco de contaminação, incluindo profissionais da saúde e aqueles que moram com alguém que tem hepatite B precisam se vacinar.

Recém-nascidos cujas mães estão infectadas com hepatite B devem receber uma imunização especial, que inclui imunoglobulina contra hepatite B e vacinação contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida.

A triagem de todo o sangue doado tem reduzido as chances de contaminação por hepatite B na transfusão de sangue. A notificação obrigatória da doença permite que os profissionais da saúde acompanhem pessoas que foram expostas ao vírus. A vacina é dada àqueles que ainda não desenvolveram a doença.

A vacina ou a imunoglobulina contra a hepatite B (HBIG) pode ajudar a prevenir a infecção se aplicada até 24 horas após a exposição.

Vacina contra hepatites A e B: proteja-se contra as infecções virais do fígado

Mas é sempre bom prevenir, então os médicos recomendam que as pessoas:
Evite o contato sexual com uma pessoa que tenha hepatite B aguda ou crônica
Use preservativo e pratique sexo seguro
Evite utilizar objetos pessoais de outros, tais como lâminas de barbear ou escovas de dente
Não compartilhe seringas de drogas ou instrumentos de outras drogas (como canudos para cheirar drogas). De preferência, não use drogas. Procure um centro especializado em dependência química e informe-se sobre as melhores opções para livrar-se de vez dos vícios.

O vírus da hepatite B (e o da hepatite C) não pode ser transmitido pelo contato casual, como mãos dadas, partilha de talheres ou copos, amamentação, beijo, abraço, tosse ou espirro.

Fontes e referências:
Revisado por: Dra. Cibele Ferrarini Nascimento Cruz, gastroenterologista e hepatologista - CRM: 47359
Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Imunologia
Federação Brasileira de Gastroenterologia

Hepatite: sintomas, tratamentos e causas


O que é Hepatite?
Hepatite designa qualquer degeneração do fígado por causas diversas, sendo as mais frequentes as infecções pelos vírus tipo A, B e C e o abuso do consumo de álcool ou outras substâncias tóxicas (como alguns remédios). Enquanto os vírus atacam o fígado quando parasitam suas células para a sua reprodução, a cirrose dos alcoólatras é causada pela ingestão frequente de bebidas alcoólicas - uma vez no organismo, o álcool é transformado em ácidos nocivos às células hepáticas, levando à hepatite.

Tipos
Hepatite A: a hepatite A é transmitida por água e alimentos contaminados ou de uma pessoa para outra. A hepatite A fica incubada entre 10 e 50 dias e normalmente não causa sintomas, porém quando presentes, os mais comuns são febre, pele e olhos amarelados, náusea e vômitos, mal-estar, desconforto abdominal, falta de apetite, urina com cor de coca-cola e fezes esbranquiçadas. A detecção da hepatite A se faz por exame de sangue e não há tratamento específico, esperando-se que o paciente reaja sozinho contra a Hepatite A. Apesar de existir vacina contra o vírus da hepatite A (HAV), a melhor maneira de evitá-la se dá pelo saneamento básico, tratamento adequado da água, alimentos bem cozidos e pelo ato de lavar sempre as mãos antes das refeições.

Hepatite B e Hepatite C: os vírus da hepatite tipo B (HBV) e tipo C (HCV) são transmitidos sobretudo por meio do sangue. Usuários de drogas injetáveis e pacientes submetidos a material cirúrgico contaminado e não-descartável estão entre as maiores vítimas de hepatite, daí o cuidado que se deve ter nas transfusões sanguíneas, no dentista, em sessões de depilação ou tatuagem. O vírus da hepatite B pode ser passado pelo contato sexual, reforçando a necessidade do uso de camisinha. Frequentemente, os sinais das hepatites B e C podem não aparecer e grande parte dos infectados só acaba descobrindo que tem a doença após anos e muitas vezes por acaso em testes para esses vírus. Quando aparecem, os sintomas dessas hepatites são muito similares aos da hepatite A, mas ao contrário desta, a hepatite B e a C podem evoluir para um quadro crônico e então para uma cirrose ou até câncer de fígado.

O que é hepatite?

tratamento e cuidados
Tratamento de Hepatite
Não existe tratamento para a forma aguda da hepatite. Se necessário, apenas sintomático para náuseas e vômitos. O repouso é considerado importante no tratamento da hepatite pela própria condição do paciente.

A utilização de dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular para o paciente com hepatite, porém seu maior benefício é ser de melhor digestão para o paciente sem apetite. De forma prática deve ser recomendado que o próprio indivíduo com hepatite defina sua dieta de acordo com sua aceitação alimentar. A única restrição está relacionada à ingestão de álcool. Esta restrição deve ser mantida por um período mínimo de seis meses e preferencialmente de um ano.

Medicamentos para Hepatite
Os medicamentos mais usados para o tratamento de hepatite são:
Epocler
Prednisona.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Prevenção
A melhor estratégia de prevenção da hepatite A inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e medidas educacionais de higiene. A vacina específica contra o vírus A está indicada conforme preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A prevenção da hepatite B inclui o controle efetivo de bancos de sangue através da triagem sorológica; a vacinação contra hepatite B, disponível no SUS,conforme padronização do Programa Nacional de Imunizações (PNI); o uso de imunoglobulina humana Anti-Vírus da hepatite B também disponível no SUS, conforme padronização do Programa Nacional de Imunizações (PNI); o uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área da saúde; o não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, equipamentos para uso de drogas; o uso de preservativos nas relações sexuais.

Não existe vacina para a prevenção da hepatite C, mas existem outras formas de prevenção, como: triagem em bancos de sangue e centrais de doação de sêmen para garantir a distribuição de material biológico não infectado; triagem de doadores de órgãos sólidos como coração, fígado, pulmão e rim; triagem de doadores de córnea ou pele; cumprimento das práticas de controle de infecção em hospitais, laboratórios, consultórios dentários, serviços de hemodiálise; tratamento dos indivíduos infectados, quando indicado; abstinência ou diminuição do uso de álcool, não exposição a outras substâncias que sejam tóxicas ao fígado, como determinados medicamentos.

Sintomas de contaminação por metais pesados

Os metais pesados, como arsênio, chumbo, mercúrio ou cromo, podem estar presentes na água contaminada, que pode contaminar o ar e também os alimentos causando problemas de saúde com o passar dos anos, que se manifestam através do surgimento de sintomas como náuseas, vômitos ou cansaço excessivo, por exemplo.

Mas os metais pesados também podem estar presente em alguns objetos domésticos como brinquedos, medicamentos, tinta da parede ou lâmpadas.

Geralmente, os metais pesados não provocam sintomas quando entram pela primeira vez em contato com o organismo, no entanto, têm a capacidade de ir se acumulando dentro das células do organismo, provocando problemas como alterações renais, como a insuficiência renal, lesões cerebrais e existe a suspeita de que também possa aumentar o risco de câncer.

Sintomas dos 6 Principais metais pesados

Os 6 metais pesados que são mais perigosos para saúde são Mércurio, arsênio, chumbo, bário, cádmio e cromo. Saiba como identificar os sinais de contaminação de cada um deles:

1. Sinais de contaminação por mercúrio

A contaminação por mercúrio provoca:
Náuseas, vômitos, diarreia, aumento da pressão arterial e, a longo prazo, problemas nos rins ou cérebro, assim como, alterações na visão, audição e problemas de memória.
Fontes de contaminação por mercúrio: águas contaminadas com mercúrio, contato direto com mercúrio, contato com o interior das lâmpadas e pilhas e alguns tratamentos dentários.

Como evitar a contaminação por mercúrio é importante não consumir água e alimentos contaminados com mercúrio e deve-se trocar todos os objetos que possuem mercúrio na sua composição, especialmente termômetros e lâmpadas antigas.
Saiba o que pode acontecer se for contaminado com mercúrio.

2. Sinais de contaminação por arsênio

O arsênio é um tipo de metal pesado que pode provocar o surgimento de:
Náuseas, vômitos, alteração do ritmo cardíaco e sensação de bolinhas nas mãos e pés. Já quando o contato acontece por muito tempo, pode levar ao surgimento de câncer na pele, pulmões, fígado ou bexiga.

Fontes de contaminação por arsênio: pode ser encontrado em tintas, corantes, medicamentos, sabonetes, assim como fertilizantes e pesticidas. Além disso, o arsênico também pode ser encontrado na água de poços privados que não são testados e desinfectadas regularmente pela Companhia de água e esgotos - CDAE.

Para evitar a contaminação por arsênio é aconselhado não utilizar materiais que contenham este tipo de metal na sua composição e evitar ingerir alimentos com corantes ou água não tratada.
3. Sinais de contaminação por chumbo

O chumbo pode causar:
Enfraquecimento das articulações, aumento da pressão arterial e anemia, podendo levar ao desenvolvimento de problemas nos rins, cérebro e, até, aborto em mulheres grávidas ou infertilidade nos homens.

Fontes de contaminação por chumbo: pode ser encontrado em todo o ambiente, incluindo ar, água e solo, pois é um metal muito utilizado pela indústria para fazer objetos como pilhas, canos de água, tinta ou gasolina, por exemplo.

Para evitar a contaminação por chumbo é importante evitar ter em casa objetos com este tipo de metal, especialmente na canalização ou nas tintas das paredes.

4. Sinais de contaminação por bário

O bário é um tipo de metal pesado que não provoca o surgimento de câncer, no entanto, pode causar sintomas como:
Vômitos, cólicas abdominais, diarreia, dificuldade para respirar, fraqueza muscular e aumento da pressão arterial.
Fontes de contaminação por bário: pode ser encontrado em algumas lâmpadas fluorescentes, fogos de artifício, tintas, tijolos, peças de cerâmica, vidro, borracha e, até, em alguns exames de diagnóstico.

Para evitar a contaminação por bário deve-se evitar frequentar locais de construção sem máscara de proteção para evitar inalar ou ingerir poeira contaminadas com bário.

5. Sinais de contaminação por cádmio

A ingestão de cádmio provoca:
Dor de estômago, vômitos e diarreia. Ao longo do tempo, a ingestão ou inalação deste metal pesado pode causar doenças nos rins, problemas nos pulmões e enfraquecimento dos ossos.
Fontes de contaminação por cádmio: está presente em todos os tipos de solo ou pedras, assim como no carvão, fertilizantes minerais, pilhas e plásticos de alguns brinquedos.

Para evitar a contaminação por cádmio é recomendado não utilizar materiais que contenham este tipo de metal na sua composição e evitar fumar, pois o cigarro possui carvão que facilita o contato entre o cádmio e os pulmões.

6. Sinais de contaminação por cromo

A inalação de cromo pode provocar:
Irritação no nariz, dificuldade para respirar, asma e tosse constante. Já a longo prazo, podem surgir lesões permanentes no fígado, rins, sistema circulatório e pele.

Fontes de contaminação por cromo: é utilizado para fazer objetos em inox, cimento, papel e borracha e, por isso, pode ser facilmente inalado em locais de construção ou durante a queima de papel ou borracha, por exemplo.

Para evitar a contaminação por cromo deve-se frequentar locais de construção ou fazer queima de papel ou borracha apenas quando utilizar máscara de proteção.

A contaminação com metais pesados pode levar meses ou anos para se manifestar, mas é importante que o tratamento inicie o mais cedo possível para evitar complicações de saúde.

Diazepam


(Solução injetável)

Apresentação de Diazepam Uso Injetável 
Uso Adulto e Pediátrico

Laboratório: Teuto

Solução injetável 10mg/2mL

Embalagens contendo 1, 5, 10, 50 e 72 ampolas com 2mL.

USO INTRAMUSCULAR OU USO INTRAVENOSO

Composição
Composição de Diazepam
Cada 2 mL da solução injetável contém:

diazepam............10mg

Veículo q.s.p............2mL

Excipientes: propilenoglicol, álcool benzílico, benzoato de sódio, ácido benzóico, álcool etílico e água para injeção.

1. Para que este medicamento é indicado?
Para que serve Diazepam
Diazepam é indicado como sedativo antes de procedimentos diagnósticos ou terapêuticos ou cirurgias para aliviar a tensão, ansiedade ou o estresse agudo e para diminuir a lembrança de tais procedimentos como: reversão de parada cardíaca, cateterismo cardíaco, endoscopia, exames radiológicos, pequenas cirurgias, redução de fraturas, biópsias, curativos em queimados, etc., e no pré-operatório de pacientes ansiosos e tensos, no tratamento de doenças do sistema nervoso e outras condições médicas em pacientes internados.

2. Como este medicamento funciona?
Ação esperada de Diazepam
O diazepam pertence a um grupo de medicamentos chamado benzodiazepinas. O diazepam é um sedativo, relaxante muscular e também age contra ansiedade e convulsões.

Após injeção intramuscular ou intravenosa, o paciente não se recorda de eventos que ocorreram durante o pico de atividade de diazepam.

Este fato é útil quando diazepam é usado antes de cirurgias e outros procedimentos médicos. A ação do produto se inicia cerca de 20 minutos de seu uso. Somente o médico sabe a dose ideal de diazepam para o seu caso. Você deve seguir as recomendações médicas e não mudar as doses por conta própria.

3. Quando não devo usar este medicamento?
Contraindicações e riscos de Diazepam
VOCÊ NÃO DEVE TOMAR SE FOR ALÉRGICO AO DIAZEPAM. O DIAZEPAM NÃO DEVE SER USADO EM PACIENTES: COM HIPERSENSIBILIDADE (ALERGIA) AOS BENZODIAZEPÍNICOS; COM GLAUCOMA DE ÂNGULO AGUDO E DEPENDENTES DE OUTRAS DROGAS INCLUSIVE O ÁLCOOL. 

NESTE CASO, ELE PODE SER USADO PARA O TRATAMENTO DE SINTOMAS AGUDOS DE ABSTINÊNCIA.

PACIENTES COM MIASTENIA GRAVIS DEVEM TER CUIDADO ESPECIAL AO USAR DIAZEPAM DEVIDO AO RELAXAMENTO MUSCULAR PREEXISTENTE.

QUANDO EXISTE INSUFICIÊNCIA CARDIORRESPIRATÓRIA, SEDATIVOS COMO O DIAZEPAM PODEM ACENTUAR A DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA, MAS O EFEITO SEDATIVO, PODE, AO CONTRÁRIO, SER BENÉFICO AO REDUZIR O ESFORÇO RESPIRATÓRIO DE CERTOS PACIENTES. 

NO CASO DE HIPERCAPNIA CRÔNICA GRAVE (DOENÇA QUE ENVOLVE ALTERAÇÃO DAS RESERVAS ALCALINAS NO SANGUE), O DIAZEPAM SÓ PODE SER ADMINISTRADO SE OS BENEFÍCIOS POTENCIAIS SUPERAREM OS POSSÍVEIS RISCOS.


4. O que devo saber antes de usar este medicamento?
Precauções e advertências de Diazepam
PACIENTES USADO DIAZEPAM JUNTO COM BEBIDAS ALCOÓLICAS DEVEM TER CUIDADO, POIS PODE HAVER AUMENTO DOS EFEITOS INDESEJÁVEIS DE AMBAS AS DROGAS.

OS BENZODIAZEPÍNICOS DEVEM SER USADOS COM MUITO CUIDADO EM PACIENTES COM HISTÓRIA DE ALCOOLISMO OU DEPENDÊNCIA DE DROGAS.

PACIENTES COM COMPROMETIMENTO DA FUNÇÃO RENAL OU HEPÁTICA DEVEM OBSERVAR OS CUIDADOS USUAIS.

PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA DEVEM TOMAR DOSES MENORES, DEVIDO AO RISCO DE DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA.

TOLERÂNCIA: PODE HAVER REDUÇÃO NA RESPOSTA AOS EFEITOS APÓS USO REPETIDO DE DIAZEPAM POR PERÍODO PROLONGADO.

DEPENDÊNCIA: O USO DE BENZODIAZEPÍNICOS PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA FÍSICA OU PSÍQUICA. O RISCO DE DEPENDÊNCIA AUMENTA COM A DOSE E DURAÇÃO DO TRATAMENTO E É MAIOR TAMBÉM NOS PACIENTES PREDISPOSTOS, COM HISTÓRIA DE ABUSO DE DROGAS OU ÁLCOOL.

ABSTINÊNCIA: QUANDO OCORRE DEPENDÊNCIA, A RETIRADA ABRUPTA DO TRATAMENTO É ACOMPANHADA DE SINTOMAS DE ABSTINÊNCIA. PODEM OCORRER DOR DE CABEÇA, DORES MUSCULARES, ANSIEDADE EXTREMA, TENSÃO, INQUIETUDE, CONFUSÃO E IRRITABILIDADE.

EM CASOS GRAVES, PODEM OCORRER SINTOMAS COMO DESPERSONALIZAÇÃO, DESREALIZAÇÃO, AUMENTO DA SENSIBILIDADE AUDITIVA, DORMÊNCIA E SENSIBILIDADE NAS EXTREMIDADES, HIPERSENSIBILIDADE À LUZ, BARULHO E CONTATO FÍSICO, ALUCINAÇÕES OU CONVULSÕES.

ANSIEDADE DE REBOTE: PODE OCORRER UMA SÍNDROME TRANSITÓRIA COM OS MESMOS SINTOMAS QUE LEVARAM AO TRATAMENTO COM DIAZEPAM. OUTRAS REAÇÕES PODEM OCORRER COMO ALTERAÇÕES DE HUMOR, ANSIEDADE, E INQUIETUDE. COMO O RISCO DE ABSTINÊNCIA E REBOTE É MAIOR QUANDO O TRATAMENTO É INTERROMPIDO ABRUPTAMENTE, RECOMENDA-SE QUE A DOSAGEM SEJA REDUZIDA GRADUALMENTE.

AMNÉSIA: OS BENZODIAZEPÍNICOS PODEM INDUZIR A AMNÉSIA ANTERÓGRADA (ESQUECIMENTO DE FATOS RECENTES) COM O USO DE DOSES TERAPÊUTICAS E COM AUMENTO DO RISCO EM DOSES MAIORES. ESTES EFEITOS PODEM ESTAR ASSOCIADOS COM COMPORTAMENTO INADEQUADO.

REAÇÕES PSIQUIÁTRICAS E “PARADOXAIS” (CONTRADITÓRIAS): REAÇÕES PSIQUIÁTRICAS PODEM OCORRER COM O USO DE BENZODIAZEPÍNICOS, COMO INQUIETUDE, AGITAÇÃO, IRRITABILIDADE, AGRESSIVIDADE, ILUSÃO, RAIVA, PESADELOS, ALUCINAÇÕES, PSICOSES, COMPORTAMENTO INAPROPRIADO E OUTROS EFEITOS COMPORTAMENTAIS. QUANDO ISTO OCORRE, DEVE-SE PARAR DE USAR O MEDICAMENTO. ESTES EFEITOS SÃO MAIS PROVÁVEIS EM CRIANÇAS E IDOSOS.

INFLUÊNCIA NA HABILIDADE DE DIRIGIR E OPERAR MÁQUINAS: SINTOMAS DE SEDAÇÃO, AMNÉSIA, DIMINUIÇÃO DA CONCENTRAÇÃO E ALTERAÇÃO DA FUNÇÃO MUSCULAR PODEM AFETAR NEGATIVAMENTE A HABILIDADE PARA DIRIGIR E OPERAR MÁQUINAS.

DURANTE O TRATAMENTO, O PACIENTE NÃO DEVE DIRIGIR VEÍCULOS OU OPERAR MÁQUINAS, POIS SUA HABILIDADE E ATENÇÃO PODEM ESTAR PREJUDICADAS.

Interações medicamentosas de Diazepam
O diazepam pode influenciar ou sofrer influência de outros medicamentos quando usados concomitantemente.

Você deve informar seu médico se estiver usando algum dos seguintes medicamentos ou substâncias mencionados a seguir, pois podem ocorrer interações entre eles e a substância que faz parte da fórmula do diazepam: qualquer outro medicamento para doenças do sistema nervoso, incluindo tranquilizantes, sedativos, medicamentos para dormir, medicamentos contra convulsões, entre outros; medicamentos para doenças do estômago como cimetidina e omeprazol e antimicóticos (ou antifúngicos) administrados por via oral como o cetoconazol.

Ingestão em conjunto com outras substâncias: Não tome bebidas alcoólicas enquanto estiver usando diazepam. O álcool aumenta o efeito do diazepam e pode ser prejudicial. Não use e não misture remédios por conta própria.

Uso de Diazepam na gravidez e amamentação
Informe seu médico se ficar grávida ou se estiver amamentando durante ou após terminar o tratamento com diazepam. 

Diazepam passa para o leite materno, podendo causar sonolência e prejudicar a sucção da criança.

Não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação, exceto sob orientação médica.

Informe a seu médico ou cirurgião-dentista se ocorrer gravidez ou iniciar amamentação durante o uso de diazepam.


Não há contraindicação relativa a faixas etárias.

Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Armazenamento, data de fabricação, prazo de validade e aspecto físico de Diazepam

Cuidados de conservação e uso: DURANTE O CONSUMO ESTE PRODUTO DEVE SER MANTIDO NO CARTUCHO DE CARTOLINA, CONSERVADO EM TEMPERATURA AMBIENTE (15 A 30°C).

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação (VIDE CARTUCHO).

Não use diazepam com prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto de diazepam.

Aspecto físico: Solução límpida de incolor a amarelada.


PROTEGER DA LUZ E UMIDADE.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Atenção: O número de lote e data de validade gravados na ampola podem se tornar ilegíveis ou até serem perdidos caso a embalagem entre em contato com algum tipo de solução alcoólica.


6. Como devo usar este medicamento?
Posologia, dosagem e instruções de uso de Diazepam
Modo de uso: Solução injetável (que somente é disponível em locais adequados preparados para sua administração): deve ser usada conforme orientação fornecida aos profissionais de saúde.

Posologia: Para se obter o melhor efeito, a dosagem deve ser individualizada. As doses usuais diárias recomendadas para adultos e adolescentes variam de 2 a 20mg IM ou IV, dependendo do peso corporal, indicação e gravidade dos sintomas. Em algumas indicações, como no caso de tétano, podem ser necessárias doses mais elevadas.

A administração intravenosa de diazepam deve ser sempre lenta (0,5 - 1mL/ minuto), pois o uso muito rápido pode provocar apneia (parada respiratória súbita). Para qualquer eventualidade, instrumental de reanimação deve estar disponível.

Posologia em indicações específicas:
Idosos: Pacientes idosos devem receber doses menores. Eles devem ser acompanhados regularmente no início do tratamento para minimizar a dosagem e/ou frequência de administração e para prevenir superdosagem devido ao acúmulo.

Crianças: A dose usual de diazepam varia de 0,1-0,3mg/kg por dia. Os benzodiazepínicos não devem ser dados a crianças sem confirmação cuidadosa da indicação. A duração do tratamento deve ser a menor possível.

Distúrbios do funcionamento do fígado: Pacientes com distúrbios do funcionamento do fígado devem receber doses menores.


Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

8. Quais os males que este medicamento pode me causar?
Reações adversas de Diazepam

ESTE MEDICAMENTO É BEM TOLERADO PELA MAIORIA DOS PACIENTES. MAS VOCÊ DEVE INFORMAR SEU MÉDICO: SE SENTIR SONOLÊNCIA, CANSAÇO, RELAXAMENTO MUSCULAR E DIFICULDADE PARA ANDAR E SE TIVER PESADELOS, SENTIR-SE AGITADO, IRRITADO OU AGRESSIVO. O DIAZEPAM PODE MODIFICAR REAÇÕES QUE REQUEREM MUITA ATENÇÃO COMO DIRIGIR VEÍCULOS OU OPERAR MÁQUINAS PERIGOSAS.

REAÇÕES COMUNS: CANSAÇO, SONOLÊNCIA E RELAXAMENTO MUSCULAR EM GERAL, ESTANDO RELACIONADOS COM A DOSE ADMINISTRADA.

REAÇÕES POUCO FREQUENTES: CONFUSÃO MENTAL, AMNÉSIA ANTERÓGRADA (ESQUECIMENTO DE FATOS RECENTES), TONTEIRA E DISTÚRBIOS DE ACOMODAÇÃO VISUAL; CEFALEIA (DOR DE CABEÇA); DIPLOPIA (VISÃO DUPLA), FALA ENROLADA E DISARTRIA (DIFICULDADE PARA FALAR); SECURA NA BOCA OU HIPERSALIVAÇÃO; DEPRESSÃO; MANCHAS NA PELE; TREMOR; HIPOTENSÃO (PRESSÃO BAIXA); AUMENTO OU DIMINUIÇÃO DA LIBIDO, ENJOO; RETENÇÃO URINÁRIA, INCONTINÊNCIA URINÁRIA E CONSTIPAÇÃO.

REAÇÕES RARAS: ICTERÍCIA (COLORAÇÃO AMARELADA DA PELE, E DA PARTE BRANCA DOS OLHOS) E ALTERAÇÕES NOS EXAMES DE SANGUE PARA AVALIAR A FUNÇÃO DO FÍGADO (TRANSAMINASES E FOSFATASE ALCALINA).

REAÇÕES PARADOXAIS (CONTRADITÓRIAS): EXCITAÇÃO AGUDA, ANSIEDADE, DISTÚRBIOS DO SONO E ALUCINAÇÕES.

NESTES CASOS, VOCÊ DEVE INTERROMPER O TRATAMENTO COM O DIAZEPAM.

COM RELAÇÃO À DEPENDÊNCIA POTENCIAL E SINTOMAS DE ABSTINÊNCIA, VER “DEPENDÊNCIA”.

9. O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento
Superdosagem de Diazepam

Conduta em caso de superdose:
Sintomas: Em geral, uma dose muito grande de benzodiazepínicos se manifesta por depressão do sistema nervoso central, em graus variáveis, incluindo: sonolência, confusão mental, excitação, lentidão de movimentos ou até coma (raramente) ou morte (muito raramente).

Como com outros benzodiazepínicos, uma dose muito grande não apresenta ameaça à vida, a não ser que esteja associada a outros depressores do sistema nervoso central, como o álcool.

Conduta: Em caso de superdose procure um centro de intoxicação ou socorro médico.

Dizeres Legais
Nº do lote e data de fabricação: VIDE CARTUCHO

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA

Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva

CRF-GO nº 2.659

M.S. no 1.0370.0511

LABORATÓRIO

TEUTO BRASILEIRO S/A

CNPJ - 17.159.229/0001-76

VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 - DAIA

CEP 75132-140 - Anápolis - GO

Indústria Brasileira

SAC teuto

0800621800

sac@teuto.com.br

Coca-Cola vendida no Brasil tem maior concentração de substância potencialmente cancerígena

De acordo com o Centro de Pesquisa CSPI, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 mcg (microgramas) do corante cancerígeno em 350 ml. Essa concentração é muito maior em comparação com a Coca-Cola vendida no Quênia.

A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), subproduto presente no corante Caramelo IV, classificado como possivelmente cancerígena. A análise foi realizada no Centro de Pesquisa CSPI (Center for Science in the Public Interest), de Washington D.C. Eles testaram a quantidade da substância nas latas de Coca-Cola também vendidas no Canadá, Emirados Árabe, México, Reino Unido e nos Estados Unidos. As informações sobre o estudo foram divulgadas pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

A pesquisa que apontou os riscos do Caramelo IV à saúde das pessoas foi feito pelo Programa Nacional de Toxicologia do Governo dos Estados Unidos e fez com que a Iarc (Agência Internacional para Pesquisa em Câncer), da OMS (Organização Mundial da Saúde), incluísse o 4-MI na lista de substâncias possivelmente cancerígenas.

Concentrações

De acordo com o Centro de Pesquisa CSPI, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 mcg (microgramas) do corante cancerígeno em 350 ml, cerca de 267mcg/355ml. Essa concentração é muito maior em comparação com a Coca-Cola vendida no Quênia, que ficou na segunda posição, com 170 cmg/355ml.

QUANTIDADE DE 4-METIL-IMIDAZOL (4-MI) NA COCA-COLA EM NOVE PAÍSES

País 4-MI em microgramas (mcg) em cada 355 ml
Brasil 267
Canadá 160
China 56
Japão 72
Quênia 177
México 147
Emirados Árabes Unidos 155
Reino Unido 145
Estados Unidos (Washington DC) 144
Estados Unidos (Califórnia) 4

A Coca-Cola do Brasil fornece nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que estipulou a quantidade máxima de 39 ml do refrigerante por dia e nenhum outro produto que possui o corante Caramelo IV em sua composição.

Como nos últimos 30 anos o consumo de refrigerante quintuplicou no Brasil, o Idec ressalta que, independentemente da presença do corante, todas as bebidas que contêm açúcar devem ser evitadas, pois se consumidas em excesso podem aumentar o risco de diabetes, obesidade e doenças associadas aos cânceres de esôfago, rins, pâncreas, endométrio, vesícula biliar, cólon e reto.

Mudanças

Nos Estados Unidos, após diversas petições de entidades de defesa do consumidor, o Estado da Califórnia reconheceu a periculosidade do aditivo. Diante disso, empresas como a Coca-Cola e a Pepsi dos Estados Unidos divulgaram que realizarão mudanças em suas fórmulas, de acordo com o instituto.

Por ser um ingrediente que desempenha uma função puramente estética, o Idec questionou às empresas brasileiras se elas possuíam outras alternativas ao Caramelo IV. Foi indagada, ainda, a quantidade de 2-metilimidazol e 4-metilimidazol presente em seus produtos.

À Anvisa, o Idec questionou a base científica para permissão do uso do Caramelo IV no Brasil (estudos que garantem a segurança do aditivo), e se a agência monitora as quantidades de Caramelo IV e 2-metilimidazol e 4-metilimidazol presentes nos produtos alimentícios brasileiros. O Idec exigiu que a agência adotasse providências imediatas, tendo em vista a proteção à saúde do consumidor.

As empresas e a Anvisa terão o prazo de 10 dias para responder aos questionamentos do Idec.

Outro lado

No fim da tarde desta segunda-feira, a Coca-Cola enviou comunicado em que afirma que quantidade da substância 4-metil-imidazol (4-MI) presente no corante caramelo utilizado nos produtos é "absolutamente segura" e segue os padrões aprovados pela Anvisa.

"Coca-Cola não vai alterar sua fórmula mundialmente conhecida. Mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da bebida. Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes, no entanto, sem alterar nossa fórmula secreta", afirma a empresa.

A companhia também diz que, segundo as autoridades sanitárias, uma pessoa adulta teria que consumir diariamente 80 litros de refrigerante que contenha corante caramelo IV para ultrapassar os limites estabelecidos pelos comitês científicos internacionais e pela agência brasileira.

"Continuamos a nos orientar por evidências científicas sólidas para garantir que nossos produtos sejam seguros. Coca-Cola Brasil produz bebidas rigorosamente dentro das normas e observando as regras sobre quantidades e ingredientes recomendadas. O elevado padrão de qualidade e segurança dos nossos produtos permanece sendo nossa mais alta prioridade."

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