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Como fica o contato íntimo depois do infarto

Após um infarto é possível voltar à atividade sexual em cerca de 6 semanas, pois, embora exista um grande medo em relação ao funcionamento do coração, na maioria dos casos o músculo cardíaco tem tempo suficiente para recuperar e voltar a funcionar normalmente para manter esse tipo de atividade.

No entanto, é sempre recomendado questionar o cardiologista sobre o início da atividade sexual, uma vez que o tempo de recuperação pode variar de acordo com a gravidade do infarto.


Por isso, a melhor opção é iniciar o contato íntimo assim que o médico liberar, porque quanto mais tempo se espera, maiores são as chances de desenvolver medos e ansiedades que dificultam a retoma da vida sexual ativa.


6 dúvidas mais comuns

Após sofrer um infarto é normal sentir algum receio na hora de voltar a ter um contato sexual. Por isso, o mais importante é tirar todas as dúvidas com o cardiologista. Alguma das questão 

1. Posso voltar a ter um infarto durante o sexo?

O surgimento de um novo infarto devido ao contato íntimo é muito raro, não sendo mais perigoso que as atividades de vida diário. De fato, a quantidade de energia necessária durante a atividade sexual é semelhante à que se precisa para subir um ou dois lanços de escada, por exemplo.

2. É seguro utilizar remédios para disfunção erétil como o Viagra?

Geralmente este tipo de medicamento pode ser utilizado sem risco, pois não sobrecarregam o coração, porém devem ser evitados sempre que se utiliza outros remédios com nitratos, como a Nitroglicerina, que ajuda a tratar dor no peito.

Em qualquer caso, é sempre aconselhado consultar o cardiologista antes de utilizar este tipo de remédios, para garantir que não existe interação com nenhum outro medicamento do tratamento.

3. É normal sentir mais cansaço?

Em muitos casos, a atividade sexual pode provocar mais fadiga após o infarto, no entanto, é possível ultrapassar esse problema, dando preferência para o contato íntimo após um período de descanso, como de manhã ou após tirar um cochilo.


4. Quando devo evitar o contato íntimo?

É aconselhado evitar a atividade sexual quando existem sintomas como dor no peito, sensação de falta de ar, batimentos cardíacos irregulares ou sensação de cabeça leve. Nesses casos é ainda recomendado consultar o cardiologista antes de fazer qualquer tipo de atividade física.

5. Existem posições sexuais perigosas?

Durante o contato íntimo podem ser feitas todas as posições, desde que sejam confortáveis e não provoquem estresse. Já pessoas que precisaram fazer bypass devem evitar ficar "por cima". Uma boa forma de manter as posições confortáveis consiste em utilizar almofadas para apoiar o corpo, por exemplo.

6. Os remédios podem influenciar o contato sexual?

Embora o funcionamento do coração não seja um obstáculo para a prática da atividade sexual, alguns dos medicamentos receitados pelo médico após o infarto podem reduzir a libido, tanto no homem, como na mulher. Já nos homens, o uso deste tipo de medicação pode ainda dificultar a ereção.

Nestes casos, é aconselhado informar o cardiologista para que os medicamentos sejam ajustados. Estes são problemas muito comuns e, dessa forma, não deve existir receio de falar com o médico.

DNA pode prever com quem você vai casar

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© image/jpeg DNA – casamento

Nós buscamos quem é parecido conosco. Pessoas com alto grau de escolaridade, por exemplo, geralmente buscam parceiros com o mesmo nível de estudo e de social. Para a psicologia, isso acontece porque buscamos familiaridade e alguém que pense como a gente. Mas agora a genética também tem algo a dizer sobre a sua vida amorosa.

Um novo estudo da Universidade de East Anglia trouxe evidências genéticas de que também tendemos a nos relacionar com quem tem certas regiões do DNA parecidas com as nossas.

Os pesquisadores analisaram material genético de 1.600 casais no Reino Unido. Eles analisaram loci, os locais dos cromossomos em que ficam certos marcadores genéticos associados à educação. Fizeram isso baseados em estudos anteriores que mostram uma correlação entre a presença de determinados genes e um grau de escolaridade maior, por exemplo.

A primeira etapa do estudo foi ver se, de fato, esses marcadores genéticos refletiam o grau de escolaridade dos voluntários, confirmando os estudos anteriores. Depois, veio a parte realmente nova do estudo: eles pegaram esse mesmo locus mas, ao invés de comparar com a escolaridade da própria pessoa, compararam com a escolaridade do parceiro dela. E perceberam que as pessoas que tinham predisposição à alta escolaridade programada diretamente no seu código genético eram as mesmas que casavam com pessoas mais estudadas.

Esse resultado indica duas coisas: a primeira é que nosso DNA pode indicar com que tipo de pessoa teremos relacionamentos; e a segunda é que os parceiros tendem a ter marcadores genéticos parecidos no que se refere à educação. Resumindo: pessoas com predisposição genética a maior escolaridade se casam com pessoas que estudaram mais (e vice-versa, é claro).

Uma das preocupações dos pesquisadores é que o efeito social dessa “seleção genética” aumente a desigualdade. Funcionaria assim: as pessoas mais inteligentes e estudadas casariam entre si. Teriam filhos com chances maiores de predisposição genética à altos graus de escolaridade. Dessa forma, a “inteligência” e o sucesso intelectual e material ficariam cada vez mais concentrados em certos superclãs.

Outros estudos precisam ser realizados para apoiar uma teoria como essa, que coloca os genes no centro do destino humano, bem acima de outros fatores ambientais e sociais. E você: acha que seu diploma (e seu casamento) já vieram programados dentro das suas células?


Maconha ajuda a enxergar no escuro

(Thinkstock/)

Na Jamaica – e onde mais poderia ser? – um grupo de pescadores, sem nenhum equipamento, pescava com facilidade durante à noite, guiando seus barquinhos no breu. Eram todos fãs de cannabis.

A história atiçou a curiosidade de alguns pesquisadores locais, há mais de duas décadas. Outros relatos e experimentos com haxixe sugeriam que, de fato, a visão noturna melhorava em quem fumava maconha. Mas foi só em 2016 que a ciência conseguiu entender qual o mecanismo biológico por trás desse “superpoder”.

Para isso, pesquisadores do Instituto Neurológico de Montreal decidiram estudar girinos. Eles criaram uma cópia sintética da maconha e aplicaram a substância no tecido dos olhos de cada filhote de sapo. Depois, usaram eletrodos minúsculos para acompanhar como as células da retina dos bichinhos reagiam.

A experiência mostrou que substâncias presentes na maconha se prendem a receptores no nervo óptico dos girinos, diminuindo a concentração de cloretos dentro das células da retina. A consequência é que os olhos se tornavam mais sensíveis à luz, mesmo em lugares pouco iluminados.

Só essa descoberta já comprovou que os efeitos da maconha eram sentidos diretamente no olho e não no cérebro, como “parte da brisa”. Até aí, tudo bem, mas os pesquisadores queriam confirmar se o aumento de sensibilidade também melhorava a visão no escuro.

Em uma segunda etapa do estudo, eles colocaram os girinos em placas de Petri – metade deles “chapados”, e os demais sem maconha. No meio da placa, os cientistas adicionaram pontos pretos, que os girinos associam a predadores.

No experimento, eles observaram que os dois grupos se movimentavam do mesmo jeito com as luzes acessas: nadando livremente e evitando ao máximo os pontos pretos. Já quando diminuíram a iluminação, mudou tudo.

Sem enxergar os pontos pretos, os girinos sóbrios esbarravam neles com frequência. Já os bichos tratados com canabinóides seguiam desviando das ameaças com muito mais eficiência, mesmo sem luz.

Os resultados mostram que os pescadores jamaicanos não estavam só viajando, mas também enxergando melhor. E a descoberta abre espaço para que a maconha seja explorada para o tratamento de doenças na retina, como retinite pigmentosa. Hoje, nos EUA, a droga já é recomendada para casos de glaucoma, outro mal que afeta os olhos.

Para os pesquisadores, resta entender se é possível desassociar a visão noturna acima do normal com os outros efeitos recreativos da maconha – e com que frequência os candidatos a X-Men precisariam consumir a erva para manter o efeito sobre os olhos.

Texto publicado originalmente na Superinteressante

Ana Carolina Leonardi, da Superinteressante

Por que fechamos os olhos para espirrar?

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O espirro serve para eliminar qualquer sujeira que estiver no nariz com um jato forte de ar. Quando ele acontece, gera impulsos motores que contraem vários músculos do corpo, inclusive o orbicular, que fica na pálpebra e é responsável pelo abrir e fechar dos olhos. Por isso, é impossível espirrar com os olhos abertos, já que esse é um movimento involuntário do corpo.

Qual a diferença entre anorexia e bulimia?

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Tanto a anorexia como a bulimia são transtornos alimentares, mas suas características são diferentes. Quem sofre de anorexia, come muito pouco para emagrecer, perde peso bruscamente e corre o risco de morte por ficar desnutrido. Já quem sofre de bulimia tem geralmente o peso normal, o problema é que distúrbio gera compulsões alimentares seguida de arrependimentos. Com isso, o paciente tenta eliminar a comida com vômitos forçados ou métodos laxativos.

Por que nos esquecemos de algumas coisas e de outras não?

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Sim, a memória é seletiva e os fatores emocionais são o principal motivo para que o cérebro guarde um acontecimento. A memória é dividida em informações de curto prazo e lembranças permanentes. Assim, enquanto qualquer acontecimento extremamente bom ou ruim é guardado - como o dia do casamento ou um assalto -, o horário em que você marcou a última consulta no dentista é descartado rapidamente da memória. 

Além disso, a familiaridade com o assunto também torna mais rápida a fixação da ideia e ajuda a memorizá-la. Isso explica porque algumas pessoas têm mais facilidade em lembrar das aulas de português do que as de matemática, por exemplo.

Por que bocejamos quando vemos outra pessoa bocejar?

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Não se sabe ao certo porque bocejamos, mas a teoria mais aceita é que essa é uma forma de capturar mais oxigênio e aumentar a frequência cardíaca. Por isso, o bocejo é uma ação involuntária do organismo para despertar ou fazer com que o corpo entre em alerta. 

Mas afinal, por que bocejamos quando vemos outra pessoa fazendo o mesmo? Normalmente, isso acontece porque estamos vivendo uma situação parecida com a primeira pessoa que bocejou - como assistir a um filme entediante, por exemplo. Assim, ao ver alguém bocejar, nosso cérebro percebe que também precisa ficar em alerta e repete a ação.

Por que salivamos quando sentimos vontade de comer alguma coisa?

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Comer é um prazer. Afinal, quem nunca ficou com água na boca ao ver um bolo de chocolate? Quando salivamos diante de um prato saboroso é uma maneira de preparar o corpo para a digestão. Dessa forma, a partir do momento em que você observa e sente o cheiro da comida, o cérebro fica em alerta e manda um estímulo que aciona as glândulas salivares, responsáveis por decompor os alimentos.

Por que os cabelos e unhas crescem mesmo após a morte?

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Pode parecer estranho, mas cabelos e unhas parecem maiores após a morte. Alguns especialistas dizem que isso acontece porque mesmo que o cérebro e o coração parem de funcionar, algumas células do corpo continuam vivas e exercendo suas funções. Depois de um tempo, todas as células param de trabalhar, já que as reservas do organismo se esgotam.

Outros dizem que não passa de impressão, já que o corpo sofre uma desidratação, os tecidos ficam retraídos e os cabelos e unhas se destacam, parecendo maiores.

Por que surgem pequenas manchinhas brancas nas unhas?

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As manchinhas também são chamadas de onicólise e surgem quando a unha se descola da lamina ungueal – ou pele debaixo da unha. “Isso pode acontecer por vários motivos, como uso de alguns medicamentos, uso de esmalte, enfraquecimento ou fungos nas unhas. Só que as manchinhas brancas dos fungos acometem as extremidades e as demais ficam no centro”, explica a dermatologista Rita de Cássia.

Por que a pele descasca depois do sol?

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Ao tomar muito sol, os raios ultravioletas atravessam a epiderme - camada superficial da pele - e estimulam a divisão de células. “O sol age agredindo a pele, causando reação inflamatória”, explica a dermatologista Rita de Cássia. Com isso, as células antigas morrem rapidamente com a desidratação e descamam para dar lugar às novas. Para evitar esse efeito, o ideal é usar protetor solar e não se expor ao sol entre às 10h e 16h.

Por que piscamos?

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Piscar é uma forma de proteger e lubrificar os olhos. O corpo produz uma lágrima lubrificante e as pálpebras abrem e fecham de 15 a 20 vezes por minuto para espalhar esse líquido por toda a região ocular. Normalmente, piscar é um ato involuntário e serve como reflexo para proteger a córnea de sujeiras e agentes externos, como poeira ou fumaça.

É verdade que o pelo nasce mais grosso depois de cortado?

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Se você já deixou de usar lâmina por esse motivo, esqueça! Depois de cortado, o pelo nasce com o mesmo diâmetro, já que o fato de raspá-lo não influencia em sua raiz - região que determina a espessura. O contrário, porém, pode acontecer. Quando as mulheres depilam a perna, por exemplo, o pelo é arrancado direto da raiz e isso pode deixá-lo mais fino por uns tempos, mas se a depilação não for renovada, sua espessura voltará ao normal rapidamente. 

Essa mudança, porém, depende de fatores genéticos e também da idade, segundo a dermatologista Rita de Cássia. “Cada caso é um caso. Além do fator genético, se um idoso arrancar os pelos, eles tendem a afinar porque as células vão morrendo e já não são mais iguais como as de uma pessoa jovem”.

Por que os dedos ficam enrugados na água?

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Quem nunca ficou com a pele enrugada após sair da piscina ou tomar um banho quente? Isso acontece porque a epiderme - camada de pele que fica em contato com o meio externo - é composta por queratina, uma proteína que forma uma barreira de proteção contra umidade e bactérias. No entanto, quando os dedos ficam muito tempo em contato com a água, a epiderme, que é bastante permeável, fica encharcada e a pele incha.

Por que temos caspa?

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A caspa, também chamada de dermatite seborreica, é uma descamação do couro cabeludo, que ocorre com frequência principalmente nos homens. O que acontece é que a pele do couro cabeludo é renovada a cada quatro semanas, mas quando esse processo é acelerado, ocorre um crescimento exagerado nas novas células, que absorvem a oleosidade da raiz e formam os folículos capilares, popularmente chamados de caspa. Segundo a dermatologista Rita de Cássia, o ideal é tratá-la com xampu para desengordurar o couro cabeludo.

O que causa as olheiras?

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Cansaço, noites mal dormidas ou fatores hereditários podem causar olheiras, aquela camada escura que fica abaixo dos olhos e incomoda tanto as mulheres. Isso acontece porque abaixo da pálpebra inferior há uma camada de gordura que sustenta e mantém a pele esticada. No entanto, quando estamos cansados, essa camada diminui e a pele fica ligeiramente enrugada, o que deixa a região mais escura e causa as olheiras.

É verdade que as mulheres começam a menstruar no mesmo período quando passam muito tempo juntas?

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Sim, não se sabe ao certo o motivo, mas de acordo com o ginecologista Edílson Ogeda, isso acontece com frequência. “O meio social vivido influencia e muito o ambiente interno do organismo, trazendo algumas semelhanças, inclusive em relação à época de ciclos menstruais”.

Por que algumas pessoas com transtornos alimentares param de menstruar?

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O ciclo menstrual estável está diretamente ligado com a boa alimentação. Por isso, quando uma mulher para de menstruar - situação também chamada de amenorreia- é porque esta desnutrida e tentando manter um peso menor do que o ideal. De acordo com o ginecologista Edílson Ogeda, a anorexia pode causar uma interferência direta na regulação hormonal do organismo.

Por que mulheres grávidas têm desejo?

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Diferentemente do que mostram os filmes ou novelas, as mulheres grávidas não têm desejo. O que pode acontecer é uma mudança na alimentação. “Na maioria das vezes estes desejos são movidos por questões emocionais ou mesmo por brincadeiras. A mulher por ter de fato alteração do paladar, preferindo alimentos que antes não gostava e rejeitando alimentos que sempre gostou”, explica Edílson Ogeda.

É verdade que andar descalça aumenta a cólica menstrual?

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Não. O problema não é andar descalça, mas a friagem. Quando está frio, os vasos sanguíneos ficam estreitos e a cólica aumenta. Mas se uma mulher andar com os pés diretamente em contato com o chão no verão, por exemplo, não há interferência alguma.

Porque o rosto fica vermelho quando estamos envergonhados?

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Os tímidos sabem bem a sensação de ruborizar. Isso acontece porque quando passamos por uma situação constrangedora ou ficamos envergonhados, os vasos sanguíneos do rosto dilatam e aumentam o fluxo de sangue na região, deixando as bochechas quentes e avermelhadas. Essa é uma reação automática e incontrolável do organismo.

Por que o nariz escorre quando choramos?

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A meleca produzida no nariz durante o choro é culpa da acetilcolina, um neurotransmissor que tem a função de aumentar a quantidade de secreção nasal. Assim, a lágrima é liberada pelo sistema nervoso parassimpático e isso faz com que a parede interna do nariz produza ainda mais secreção, formada por muco e por um líquido chamado transudato seroso. 

A acetilcolina também diminui a frequência cardíaca, dilata as pupilas, aumenta a quantidade de saliva e dilata os vasos sanguíneos. Por isso, a região do nariz incha e a passagem do ar fica mais difícil.

Por que sentimos o olho pulsar às vezes?

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Sentimos o olho pulsar às vezes por uma contração involuntária no músculo da pálpebra, chamada de Blefaroespamo, que age como se fosse uma cãibra. Essa reação pode surgir por cansaço, estresse, consumo excessivo de cafeína ou pouca lubrificação no globo ocular. O tremor costuma passar sozinho, mas é possível amenizá-lo com uma massagem leve nos olhos e repouso das pálpebras.

Por que sentimos mais fome no frio?

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É só o inverno chegar que passamos a sentir mais fome que o normal. Isso acontece porque durante as estações mais frias do ano, o corpo precisa trabalhar mais para produzir calor e manter a temperatura interna na casa dos 37°. Esse gasto de energia causa sensação de fome, já que precisamos ingerir mais calorias para compensar o trabalho extra. O problema, porém, é que a maioria das pessoas opta por alimentos ricos em açúcar e gordura e se depara com quilos a mais quando o frio acaba.

Comer banana ajuda a evitar cãibras?

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A cãibra é uma contração involuntária e dolorosa dos músculos que pode durar segundos ou, em casos mais raros, alguns minutos. Muitas pessoas acreditam que a melhor maneira para evitá-las é ter uma dieta rica em bananas e potássio, mas isso não pode ser seguido à risca. 

De fato, a falta de potássio pode até causar cãibras, mas seu principal sintoma é fraqueza ou paralisia dos músculos. Por isso, ter uma alimentação balanceada em cálcio e magnésio é mais relevante para prevenir esses espasmos.

O que causa o soluço?

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O soluço é um problema ligado ao sistema nervoso e pode ser gerado por vários motivos bem diferentes, como ingestão de bebidas com gás, mudanças súbitas de temperatura, derrame, depressão e até pneumonia. O tipo mais comum de soluço, que passa depois de alguns minutos, é causado por uma irritação no nervo frênico, responsável pelo movimento do diafragma – músculo que controla nossa respiração. Assim, quando o estômago fica cheio, esse nervo é pressionado e a reação do diafragma é se contrair. Dessa forma, a laringe – que fica na garganta - bloqueia o ar que vai da boca para os pulmões e faz com que as cordas vocais vibrem. 

Isso também explica porque costumamos beber água ou prender a respiração quando estamos com soluço. São formas de fazer o diafragma voltar ao seu ritmo normal.

Mioma

Miomas ou fibromas são tumores benignos do útero, consistindo em uma desordem hormonal que causa um enovelamento das fibras musculares e assim, forma nódulos nesse órgão. Geralmente, localizam-se no trato genital. Possuem uma coloração esbranquiçada e sua consistência é firme. Em sua maioria, os miomas são múltiplos.
Fibroma é uma doença que afeta cerca de 50% das mulheres, em sua maioria de pele negra. Outros fatores que elevam a propensão do desenvolvimento do mioma são a obesidade e a nuliparidade (não ter filhos).
O estrogênio é o principal causador dessa doença. Por isso, a maior incidência de miomas ocorre no período máximo da reprodutividade feminina, até a chegada da menopausa.

Fonte:
Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Fibromioma do útero. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.9-11. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.


SINTOMAS

A maioria das mulheres não apresentam os sintomas da doença, mas dependendo do tamanho, da quantidade e da localização do mioma é possível apresentar os seguintes sintomas:

Sangramento uterino anormal;
Pressão na bexiga;
Dor no abdômen;
Dor lombar;
Dificuldade para engravidar;
Dor pélvica com hemorragia.

Fonte:
Helito, Alfredo Salim; Kauffman, Paulo. Saúde: entendendo as doenças, a enciclopédia da família. In: Mioma Uterino. 2007. 1ªEdição. P.96-97. Editora Nobel. São Paulo – SP. 


DIAGNÓSTICOS

Por se tratar de uma doença assintomática, cerca de 80% das mulheres descobrem que possuem miomas em exames regulares femininos, como ultrassom e exame ginecológico.

Fonte:
Helito, Alfredo Salim; Kauffman, Paulo. Saúde: entendendo as doenças, a enciclopédia da família. In: Mioma Uterino. 2007. 1ªEdição. P.96-97. Editora Nobel. São Paulo – SP. 

Mioma Uterino
Uterine myoma
Autor: Dr. Evandro de Morais e Silva, Volta Redonda/RJ - Brasil
Tumor no momento da laparotomia

TRATAMENTOS E CUIDADOS

Os miomas devem ser tratados independentemente de apresentar sintomas ou não. O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico e é realizado de acordo com o histórico de vida da paciente e da quantidade e tamanho dos nódulos.

O tratamento medicamentoso pode ser feito com o uso de diversos medicamentos que podem ser tanto de uso oral como injetáveis, alguns exemplos deles são: anti-inflamatórios não hormonais, progestágenos, drogas inibidoras de hormônios entre outros.

Caso a mulher tenha mais de 35 anos e possua filhos, um dos tratamentos indicados é a histerectomia, que consiste na retirada do útero com os miomas, por meio da laparoscopia, videolaparoscopia ou via vaginal. Quando a mulher deseja manter o útero, pode se optar pelo tratamento medicamentoso ou retirar somente os miomas, mas com grandes possibilidades de futuramente crescerem novos miomas. Nesse caso, é indicado também o uso de medicamentos que bloqueiam a produção de hormônios.

Mulheres que desejam engravidar devem receber um tratamento especial, pois os miomas podem prejudicar a fertilidade, podendo levar a um aborto. Quando a mulher consegue engravidar, os fibromiomas não podem ser retirados, mas deve-se tomar cuidado, pois podem induzir ao parto prematuro devido ao seu aumento volumétrico. Após o parto, eles devem ser removidos.

Em último caso, quando a mulher não deseja realizar uma cirurgia, o tratamento indicado é a embolização, que obstrui as artérias do útero com partículas sólidas que reduzirão a nutrição dos miomas e assim, diminuindo o volume uterino e a quantidade dos nódulos.

Fonte:
Helito, Alfredo Salim; Kauffman, Paulo. Saúde: entendendo as doenças, a enciclopédia da família. In: Mioma Uterino. 2007. 1ªEdição. P.96-97. Editora Nobel. São Paulo – SP.

Leiomioma uterino; manual de orientação da Febrasgo/ editores Nilo Bozzini – São Paulo: Ponto, 2004 p70-74.

Cientistas anunciam nascimento de bebê com "três pais"

Thinkstock/praisaeng
Bebê: cientistas combinaram DNAs de três pessoas diferentes para que criança nascesse saudável

 Cientistas anunciaram hoje o nascimento de um bebê com três pais biológicos. A notícia foi publicada pelo site especializado em ciência New Scientist. A técnica de fertilização in vitro combinou o DNA de três pessoas—e não duas como era de se esperar.

O bebê, que já está com cinco meses de idade, combina DNA de duas mulheres e um homem. A técnica deverá ser usada para permitir que pais com mutações genéticas tenham filhos saudáveis, afirma a New Scientist.

Chamado Abrahim Hassan, o bebê é filho de pais da Jordânia. Eles foram tratados por médicos americanos e o nascimento do bebê foi no México, por questões legais. A mãe da criança tem Síndrome de Leigh, uma enfermidade neurológica e hereditária.

Dois filhos anteriores da mulher haviam morrido por conta da doença. Após o nascimento, o bebê foi testado para saber se carregava a doença. Menos de 1% de suas células apresentaram traços da síndrome—a doença levanta preocupações caso 18% das células apresentarem problemas.

A técnica usada pelos cientistas combina o espermatozoide do pai, o óvulo da mãe e mitocôndrias de uma doadora. Por conta disso, o bebê é concebido com DNA de três pessoas. O recurso ajudará cientistas a conceber crianças saudáveis de pais que tenham problemas genéticos que são carregados pela mitocôndria, como é o caso da Síndrome de Leigh.

Pesquisadores ouvidos pela New Scientist e que não se envolveram no trabalho chamaram a descoberta de revolucionária.

Lúpus: sintomas, tratamentos e causas

O que é Lúpus?

O lúpus eritematoso sistêmico (LES), conhecido popularmente apenas como lúpus, é uma doença autoimune que pode afetar principalmente pele, articulações, rins, cérebro mas também todos os demais órgãos.

Doenças autoimunes ocorrem quando o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo por engano. Dentre mais de 80 doenças autoimunes conhecidas, o lúpus é uma das mais importantes.


Tipos
Existem três tipos de lúpus. Conheça:


Lúpus discoide

A inflamação é sempre limitada à pele. Este tipo pode ser identificado a partir do surgimento de lesões cutâneas avermelhadas que costumam aparecer no rosto, na nuca ou também no couro cabeludo.

Lúpus sistêmico

A inflamação ocorre no organismo, comprometendo vários órgãos ou sistemas do corpo não sendo restrito a pele. Algumas pessoas com lúpus discoide podem evoluir para a forma sistêmica. Os sintomas causados por este tipo da doença dependem do local da inflamação como rins, coração, pulmões e até ao sangue, além das lesões cutâneas e às articulações.

Lúpus induzido por drogas

Algumas drogas ou medicamentos podem provocar uma inflamação temporária enquanto do seu uso e provocar sintomas que são muito parecidos com os do lúpus sistêmico. As manifestações desaparecem com o parar do uso.

Causas

O lúpus ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói alguns tecidos saudáveis do corpo. Não se sabe exatamente o causa esse comportamento anormal, mas pesquisas indicam que a doença seja resultado de uma combinação de fatores, como genética e meio ambiente.

Esses mesmos estudos mostram que pessoas com pré-disposição ao lúpus podem desenvolver a doença ao entrar em contato com algum elemento do meio ambiente capaz de estimular o sistema imunológico a agir de forma errada. O que a ciência ainda não sabe é quais são todos esses componentes. Os pesquisadores, no entanto, têm alguns palpites:

Luz solar: a exposição à luz do sol pode iniciar ou agravar uma inflamação préexistente a desenvolver lúpus
Medicamentos: lúpus também pode estar relacionado ao uso de determinados antibióticos, medicamentos usados para controlar convulsões e também para pressão alta. Pessoas com sintomas parecidos com os do lúpus geralmente param de apresentar quando interrompem o uso.

Fatores de risco

Veja o que pode facilitar a incidência de lúpus:

Sexo biológico: a doença é mais comum em mulheres do que em homens
Idade: a maior parte dos diagnósticos acontece entre os 15 e os 40 anos, apesar de poder surgir em todas as idades
Etnia: lúpus é mais comum em pessoas afro-americanas, hispânicas e asiáticas.

sintomas

Sintomas de Lúpus

Os sintomas do lúpus podem surgir de repente ou se desenvolver lentamente. Eles também podem ser moderados ou graves, temporários ou permanentes. A maioria dos pacientes com lúpus apresenta sintomas moderados, que surgem esporadicamente, em crises, nas quais os sintomas se agravam por um tempo e depois desaparecem.

Os sintomas podem também variar de acordo com as partes do seu corpo que forem afetadas pelo lúpus. Os sinais mais comuns são:

Fadiga

Febre

Dor nas articulações

Rigidez muscular e inchaços

Rash cutâneo - vermelhidão na face em forma de "borboleta" sobre as bochechas e a ponta do nariz. Afeta cerca de metade das pessoas com lúpus. O rash piora com a luz do sol e também pode ser generalizado

Lesões na pele que surgem ou pioram quando expostas ao sol

Dificuldade para respirar

Dor no peito ao inspirar profundamente

Sensibilidade à luz do sol

Dor de cabeça,confusão mental e perda de memória

Linfonodos aumentados

Queda de cabelo

Feridas na boca

Desconforto geral, ansiedade, mal-estar.

Outros sintomas de lúpus dependem de qual é a parte do corpo afetada:

Cérebro e sistema nervoso: cefaleia, dormência, formigamento, convulsões,problemas de visão, alterações de personalidade
Trato digestivo: dor abdominal, náuseas e vômito
Coração: ritmo cardíaco anormal (arritmia)
Pulmão: tosse com sangue e dificuldade para respirar
Pele: coloração irregular da pele, dedos que mudam de cor com o frio (fenômeno de Raynaud).

Alguns pacientes têm apenas sintomas de pele. Esse tipo é chamado de lúpus discoide.

diagnóstico e exames

Na consulta médica

Procure um médico se surgirem manchas vermelhas em seu rosto. Essas podem ser um sinal de rash cutâneo.

Aproveite a consulta e tire todas as dúvidas que você tiver. Lembre-se também de fazer uma descrição completa de seus sintomas. Isso ajudará o médico a fazer o diagnóstico do tipo de lúpus.

Você pode perguntar:

Quais exames serão necessários para fazer o diagnóstico?

Lúpus tem cura?

A doença vai alterar muito meu estilo de vida, meu cotidiano e meus hábitos?

Quais são os efeitos colaterais do tratamento?
O que esperar do médico?

Durante a consulta médica, o especialista também lhe fará algumas perguntas. Esteja preparado para responde-las:

Exposição ao sol costuma provocar o surgimento de lesões na pele?
Você sente dor nos dedos quando está frio?

Entre os seus sintomas estão problemas de memória e concentração?

Os sintomas têm prejudicado seu desempenho no trabalho ou têm atrapalhado suas relações sociais?

Você já foi diagnosticado com algum outro problema de saúde?

Diagnóstico de Lúpus

É difícil realizar o diagnóstico para lúpus, pois os sintomas variam muito de pessoa para pessoa, mudam com o passar de tempo, sobrepõem-se uns aos outros e confundem-se com os sintomas de outras doenças.

O médico realizará um exame físico e auscultará seu tórax com um estetoscópio. Um som anormal chamado atrito pericárdico ou atrito pleural poderá ser escutado. Um exame do sistema nervoso também pode ser realizado.

Os exames usados para diagnosticar o lúpus incluem:

Exames de anticorpos, incluindo teste de anticorpos antinucleares
Hemograma completo
Radiografia do tórax
Biópsia renal
Exame de urina.

tratamento e cuidados

Tratamento de Lúpus

Existe tratamento mas não há cura definitiva para o lúpus, assim como outas doenças como diabetes e pressão alta. O principal objetivo do tratamento é controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pessoas com a doença.

A doença branda pode ser tratada com:

Antiinflamatórios não esteroides para artrite e pleurisia
Protetor solar para as lesões de pele
Corticoide tópico para pequenas lesões cutâneas
Uma droga antimalárica (hidroxicloroquina) e corticoides de baixa dosagem para os sintomas de pele e artrite.

Sintomas graves ou que acarretem risco de morte (como a anemia hemolítica, amplo envolvimento cardíaco ou pulmonar, doença renal ou envolvimento do sistema nervoso central) frequentemente necessitam de um tratamento mais agressivo com especialistas.

O tratamento para lúpus mais grave inclui:

Alta dosagem de corticoides ou medicamentos para diminuir a resposta do sistema imunológico do corpo (imunossupressores)
Drogas citotóxicas (drogas que bloqueiam o crescimento celular) quando não houver melhora com corticoides ou quando os sintomas piorarem depois de interromper o uso. Esses medicamentos têm efeitos colaterais graves, por isso o médico deverá monitorar o uso com muita frequência.

Medicamentos para Lúpus

Os medicamentos mais usados para o tratamento de lúpus são:

Androcortil
Azatioprina
Benevat
Betatrinta
Betnovate
Betametasona
Bi Profenid
Celestone
Cetoprofeno
Decadron
Diprospan
Duoflam
Prednisolona
Prednisona
Predsim
Profenid.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Se você tem lúpus, é importante ter cuidados com a saúde, especialmente com a saúde do coração, a fim de prevenir problemas cardíacos mais graves no futuro. Além disso, é igualmente importante fazer uma análise frequente da imunização e testes para verificar também a saúde dos ossos (presença ou não de osteoporose) e outras doenças.

A psicoterapia e os grupos de apoio podem ajudar a aliviar a depressão e as alterações no humor que venham a ocorrer em pacientes com a doença.

Siga algumas dicas também que podem melhorar sua qualidade de vida e ajudar no tratamento:
Descanse bastante. Pessoas com lúpus frequentemente sentemse cansadas, mas não é um cansaço normal. É fadiga, um sintoma da doença que precisa ser tratado. O melhor remédio, neste caso, é o descanso

Tome cuidado com o sol. Você deve utilizar roupa protetora, óculos escuros e protetor solar quando estiver exposto ao sol
Exercite-se. Exercícios físicos regulares podem ajudar na recuperação de uma crise causada pelo lúpus, a reduzir o risco de ataque cardíaco, tratar sintomas de depressão e no bem-estar geral do corpo

Não fume. O consumo do cigarro aumenta os riscos de doenças cardiovasculares e pode também piorar os efeitos do lúpus
Mantenha uma dieta saudável. Coma muitos grãos, frutas e vegetais. E, se tiver alguma restrição por causa do tratamento ou por causa da doença em si, não saia da dieta.

A recuperação do indivíduo depende da gravidade da doença. O resultado para pessoas com lúpus melhorou nos últimos anos.

Complicações possíveis

Se não tratado corretamente, o lúpus pode causar complicações graves a diversos órgãos importantes do nosso corpo. Veja:

Rins

A falência dos rins está entre as principais causas de morte por complicações de lúpus. Irritação, coceira generalizada, dores no peito, náuseas, vômito e edemas estão entre os sintomas de que o lúpus chegou aos rins.

Cérebro

Você pode apresentar alguns sintomas específicos se o cérebro tiver sido afetado, como dor de cabeça, confusão, tontura, mudanças de comportamento, alucinações, derrames cerebrais (AVC) e convulsões.

Vasos sanguíneos

Anemia, aumento no risco de sangramentos e inflamação dos vasos (vasculite) estão entre as principais complicações possíveis decorrentes de lúpus.

Pulmões

Lúpus também pode levar à pleurisia, que pode causar dor durante a respiração.

Coração

Pode ocorrer também a inflamação dos músculos do coração e artérias e pericardite. As chances de ter um ataque cardíaco e outras doenças cardiovasculares também aumentam significativamente.

Ter lúpus também pode acarretar em outros problemas, como:
Infecção: as chances de uma pessoa com lúpus desenvolver algum tipo de infecção aumentam muito, pois tanto a doença quanto o tratamento comprometem o sistema imunológico. As infecções mais comuns são no trato urinário e respiratório, por fungos, salmonela e herpes.

Câncer: o surgimento de tumores e de agravamento ao câncer também é uma das possíveis complicações do lúpus.
Necrose avascular: ocorre a morte das células que revestem os ossos, causando pequenas fraturas e o rompimento de muitas articulações, em especial as do quadril.
Complicações na gravidez: as mulheres que sofrem de lúpus e engravidam geralmente são capazes de manter a gravidez e dar à luz um bebê saudável, desde que não sofram de doença renal ou cardíaca grave e que o lúpus esteja sendo tratado adequadamente. Entretanto, a presença de anticorpos de lúpus pode aumentar o risco de perda na gravidez.

prevenção

Prevenção

Não há formas conhecidas para se prevenir lúpus.


fontes e referências:

Ministério da Saúde
Associação Brasileira Superando Lúpus
Sociedade Brasileira de Reumatologia
Revisado por: Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)

Ópio

ATENÇÃO!!!
ESSE ESPAÇO VISA UM MAIOR ESCLARECIMENTO SOBRE OS EFEITOS DAS DROGAS NO ORGANISMO HUMANO, TODO MATERIAL TRATA-SE DE MATÉRIA DE ESTUDO, SEM A MINÍMA APOLOGIA A QUALQUER TIPO DE DROGA, DÊ PREFERÊNCIA A VIDA "NÃO USE DROGAS".


A palavra ópio em grego significa suco, o qual é obtido realizando-se incisões na cápsula de uma planta quando ainda verde, denominada Papaver somniferum, mais popularmente conhecida como papoula do Oriente, que é originária da Ásia Menor e cultivada na China, Irã, Índia, Líbano, Iugoslávia, Grécia, Turquia e sudoeste da Ásia. Desta mesma planta, também podem ser extraídas várias outras substâncias com propriedades farmacológicas.

O ópio é produzido à partir deste suco resinoso, que é um látex leitoso e coagulado, que depois de seco, torna-se uma pasta de cor acastanhada, e então é fervida para transformar-se em ópio, que por sua vez tem um cheiro típico e desagradável, manifestando-se potencialmente com o calor, de sabor acre e amargo.

Atualmente, o ópio é ilegal e considerado uma das substâncias mais viciantes que existem, no entanto possui propriedades anestésicas, e por milhares de anos foi utilizado como sedativo e tranquilizante, e também ministrado como remédio para diarréia, gota, diabetes, disenteria, tétano, insanidade e ninfomania.

Do ópio também pode-se obter opiáceos naturais , como a morfina (alcalóide com efeito narcótico), e a codeína, e os opiáceos semi-sintéticos, onde temos como exemplo a heroína. Ainda temos as substâncias totalmente sintéticas, isto é fabricadas em laboratório que denominam-se opióides, que são narcóticos ou hipnoanalgésicos, ou seja, tem efeito analgésico e hipnótico (dão sono), utilizados sob prescrição médica como medicamentos, em casos extremos sem que se tenham outras opções.

Papaver somniferum, de onde o Ópio é obtido. Foto: df028 / Shutterstock.com

Efeitos

De um modo geral. todos os opiáceos e opióides são depressores do SNC (Sistema Nervoso Central), ou seja, diminuem o seu funcionamento, produzindo uma hipnose e uma analgesia, mas, estão diretamente relacionados às doses administradas, pois quando utilizadas em doses maiores que a terapêutica poderão deprimir algumas outras regiões cerebrais, como por exemplo, a freqüência cardíaca, a respiração, pressão sangüínea, etc.

Algumas dessas drogas tem efeito farmacológico, quando administradas corretamente, e sob prescrição médica, como é o caso da codeína, muito eficiente como anti-tussígeno (contra a tosse). No caso de uso de substâncias ilícitas ou sem indicação médica flagra-se o que chama-se de abuso, onde o indivíduo estará sujeito à ações indiscriminadas e imprevisíveis da droga.

No caso do ópio, quando utilizado, na forma de pó, cápsulas, comprimidos, ou chás seus efeitos , durarão aproximadamente de três à quatro horas e dependerão da quantidade de droga utilizada, da freqüência do uso e das condições físicas e psicológicas do usuário, podem ser agudos ou crônicos, porém, de um modo geral são os seguintes:

Físicos

Vômitos, náuseas, ansiedade, tonturas, falta de ar, contração acentuada da pupila dos olhos, paralisia do estômago, prisão de ventre., palidez, perda de peso, membros pesados, queda da pressão arterial, alteração da freqüência cardíaca e respiratória, podendo chegar à cianose(cor azulada da pele), com o uso crônico poderá ocorrer intensificação de alguns sintomas, tais como: má digestão e prisão de ventre crônicas e problemas de visão devido à miose.

Psíquicos

O uso freqüente do ópio e à longo prazo diminui a atividade cerebral podendo causar: deterioração intelectual, irritabilidade crescente, apatia, mente letárgica, indisposição, declínio dos hábitos sociais, diminuição da capacidade de vigília (provoca o sono), alteram os centros da dor, causam depressão geral do cérebro ocasionando uma perda de contato com a realidade e mente obnubilada (sem rumo).

Overdose

Quando ocorre um aumento nas dosagens, os efeitos poderão evoluir para casos de overdose, com sonolência descontrolada, coma e em casos mais graves, a morte por falha respiratória.

A overdose ainda poderá ocorrer por mistura da droga com álcool e barbitúricos.

Tolerância e dependência

A maioria das drogas inicialmente, parecem inofensivas, trazendo falsas sensações de bem-estar, relaxamento e tranqüilidade momentâneas, diminuição da ansiedade cotidiana, mudança de estados psíquicos, agitação e vivência de experiências e visões totalmente ilusórias.

Após esse período, e com o uso freqüente, poderá desenvolver-se a tolerância (que é a busca de doses cada vez mais elevadas para um mesmo resultado). com possível dependência física e psíquica (trata-se de necessitar do entorpecente para sentir-se bem ou até mesmo para viver), que varia de acordo com a substância utilizada.

Igualmente à seus derivados, o ópio provoca no organismo, a tolerância e não pode-se prever o ponto em que o indivíduo torna-se grave dependente. Nesse caso, o usuário deixa de sentir o estupor causado pela droga, porém neste estágio já encontra-se totalmente aprisionado, de uma vez que, normalmente não deixa de consumi-la para escapar da inevitável e terrível síndrome de abstinência, que pode iniciar-se dentro de aproximadamente doze horas e estender-se de um à dez dias, incluindo: cólicas musculares e abdominais, lacrimejamento, dores cruéis, insônia, falta de apetite, inquietação, sudorese, arrepios, diarréias, tremores, instabilidade emocional com crises de choro, vômito,náuseas e vertigens. Além disso o o uso da droga não poderá ser descontinuado abruptamente, ficando o usuário neste caso, sujeito a sua morte.

Tratamento

Como vimos o ópio e seus derivados são substâncias com grandes possibilidades de causar dependência e mudanças bioquímicas permanentes a nível molecular, ocasionando uma pré-disposição ao uso, que mesmo depois de anos de privação da droga , o ex-dependente poderá retornar ao vício.

De qualquer forma, havendo o desejo de descontinuar o seu uso este deverá ter acompanhamento médico com diminuição progressiva da dose de opiáceo com possível inclusão de medicamentos que auxiliam no abandono da droga.

Fontes
- Fonte: Oficina Ciência Viva
- CEBRID (Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas)
- UNIFESP/ EPM – Depto. de Psicobiologia

Doença de Fox-Fordyce

A Doença de Fox-Fordyce é uma doença inflamatória que resulta da obstrução das glândulas sudoríparas, levando ao aparecimento de pequenas bolinhas amareladas na região da axila ou virilhas.

As causas da Doença de Fox-Fordyce podem ser fatores emocionais, alterações hormonais, aumento na produção ou alterações químicas do suor que podem levam à obstrução das glândulas sudoríparas e aparecimento da inflamação.

A Doença de Fox-Fordyce não tem cura, porém existem tratamentos que podem reduzir a inflamação ou reduzir o aparecimento das lesões.

Foto da Doença de Fox-Fordyce
Doença de Fox-Fordyce na axila

Tratamento da Doença de Fox-Fordyce

O tratamento da Doença de Fox-Fordyce pode ser feito com remédios, que têm como função reduzir a inflamação, coceira ou queimação que alguns indivíduos podem sentir nas regiões com as lesões. Alguns remédios usados são:

Clindamicina (tópica);
Peróxido de benzoíla;
Tretinoína (tópica);
Corticoesteroides (tópicos);
Anticoncepcionais (orais).

Outras opções de tratamento podem ser as radiações ultravioletas, raspagem da pele, ou cirurgia a laser para remover as lesões na pele.

Sintomas da Doença de Fox-Fordyce

Os sintomas da Doença de Fox-Fordyce surgem geralmente nas regiões onde há mais transpiração, como axila, virilha, aréola da mama ou umbigo. Alguns sintomas podem ser:

Pequenas bolinhas amarelas;
Vermelhidão;
Coceira;
Perda de pêlos;
Diminuição do suor.

Os sintomas da Doença de Fox-Fordyce pioram no verão devido ao aumento de produção de suor e em momentos de muito estresse, devido a alterações hormonais.