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Por que a ciência curou só uma pessoa do HIV?

© Reprodução

Em 2007, um jovem americano vivendo em Berlim se tornou uma maravilha moderna da medicina quando, 12 anos depois de ser diagnosticado com HIV, viu o vírus de repente desaparecer de seu corpo. Timothy Ray Brown havia sido diagnosticado com leucemia e recebeu um tratamento de transplante de célula-tronco para tratar a condição. Acontece que seu doador de célula-tronco tinha uma mutação genética rara conhecida como CCR5-delta 32, que deu a Brown resistência à sua infecção por HIV. Brown ficou conhecido como "o paciente de Berlim". Dez anos depois, ele ainda é a única pessoa a ter sido curada do HIV.

Apesar de avanços incríveis na biomedicina, uma verdadeira cura para o HIV segue fora de alcance. Drogas antirretrovirais transformaram o HIV em uma condição manejável em vez de uma sentença de morte. Mas o HIV se integra permanentemente no genoma de uma célula infectada e então se esconde, dormente, no corpo, tornando quase impossível sua erradicação. Desde a década de 1980, pesquisadores têm tido esperança de que a terapia genética, na qual o material genético do corpo é alterado, possa oferecer uma nova rota no tratamento do HIV e talvez até uma cura. O caso de Brown deixou muitos no campo otimistas, mas os cientistas ainda estão perplexos em relação a como sua cura funcionou.

Um novo estudo publicado na terça-feira (26), na PLOS Pathogens, mostra uma nova rota potencial para curar o HIV — embora também destaque as dificuldade extremas que os pesquisadores enfrentam.

"Nós só curamos um paciente efetivamente", Scott Kitchen, autor principal do estudo da UCLA, contou ao Gizmodo. "Mas isso oferece muita esperança."

No novo estudo, os pesquisadores tiraram uma página do tratamento de Brown, esperando estimular o sistema imune do corpo com células-tronco projetadas para combater o HIV. Primeiro, células-tronco formadoras de sangue foram projetadas para carregar genes que transformam as células em assassinos direcionados, capazes de detectar e destruir células infectadas por HIV quando elas aparecem no corpo. A técnica funciona ao tomar de assalto a mesma molécula, a CD4, que permite ao HIV se ligar à superfície de uma célula, usando a molécula como um sinal para fazer a ligação com o HIV e matá-lo. Então, essas células-tronco são colocadas em corpos de dois primatas por meio de um transplante de medula óssea. É uma forma de tratamento conhecida como imunoterapia CAR-T.

"O HIV danifica a resposta imune celular — é isso que o torna tão eficaz", disse Kitchen. "Portanto, para eliminá-lo efetivamente, precisamos de uma resposta imune efetiva. Estamos fornecendo isso."

O CAR-T se mostrou promissor no tratamento do HIV anteriormente, porém, com essa nova abordagem, os pesquisadores descobriram que os corpos dos primatas continuavam produzindo as células expressadoras de CAR por mais de dois anos depois da infusão inicial sem efeitos adversos. Isso sugere o potencial para uma solução a longo prazo que poderia reduzir a dependência de uma pessoa em medicamentos antivirais e potencialmente até para erradicar completamente o HIV do corpo, atacando mesmo o HIV dormente nas reservas do corpo sempre que ele despertasse novamente.

"Acreditamos nisso como um componente para uma cura, usado junto com algo como a terapia antirretroviral", afirmou Kitchen. "Isso mostra que uma cura é efetivamente possível."

Recentemente, houve outros avanços promissores na eliminação do HIV, mas, até agora, os pesquisadores tiveram sucesso principalmente em curar o HIV em ratos. Neste ano, cientistas da Universidade Temple usaram o CRISPR para eliminar DNA de HIV de ratos por meio de edição de genes. Vários testes clínicos estão sendo realizados na tentativa de curar humanos com HIV por meio de combinações de terapias genéticas e de células-tronco, mas não está claro se alguma delas vai, de fato, funcionar a longo prazo (também neste ano, um biohacker injetou uma cura de HIV caseira em si mesmo, embora seja altamente improvável que essa abordagem vá funcionar).

Tecnologias como a edição genética tornaram a busca por uma cura para o HIV parecer possível, mas ainda existem muitos obstáculos técnicos no caminho. Uma verdadeira cura pode estar ainda muito distante.

O maior obstáculo na criação de uma cura é fazer algo que dure o bastante para combater as reservas persistentes do vírus no corpo. É esse o problema que a pesquisa da UCLA estava tentando resolver. Mas para chegar lá, os cientistas precisarão melhorar a capacidade de editar células dentro do corpo de um paciente, em vez de removê-las, editá-las em um laboratório e então reinseri-las no paciente. Também existe espaço para melhorar nossa capacidade de localizar genes que precisem ser manipulados, que estão espalhados pelo corpo. E para complicar ainda mais as coisas, pelo fato de o HIV desenvolver resistência a tratamentos, até mesmo o CRISPR, uma combinação de terapias provavelmente é o que terá mais sucesso.

Neste ano, uma pesquisa da Foundation for Aids fez um pedido por propostas para resolver esses obstáculos.

"A disponibilidade de ferramentas e alvos sugere que projetar uma intervenção terapêutica de gene para curar o HIV é, sem dúvidas, mais uma questão de tecnologia do que de descoberta", escreveu Rowena Johnson, diretora de pesquisa da fundação, em um estudo à época. "Entretanto, a viabilidade da abordagem ainda é um grande obstáculo. O cronograma, o custo e a complexidade de se testar terapia de genes na clínica são formidáveis."

Até agora, houve muito otimismo na utilização de terapia de gene para tornar as células do corpo imunes ao HIV. Nessas abordagens, o vírus é impedido de entrar em uma célula em primeiro lugar. É uma tarefa mais fácil, porque não exige lidar com o problema de um vírus dormente que desperta depois de um longo período. Vários testes clínicos para esses tipos de terapias também estão acontecendo.

"Brown foi apenas um caso extraordinário", disse Kitchen. "Ele passou por dois transplantes de medula óssea. Isso normalmente mataria uma pessoa. E ainda não sabemos como isso funcionou exatamente."

No caso da nova pesquisa da UCLA, o maior obstáculo é descobrir o jeito mais eficaz de transplantar o menor número de células-tronco possível para dentro do corpo de um paciente infectado. Idealmente, afirmou Kitchen, eles gostariam de desenvolver algo como uma vacina, que não exige um procedimento invasivo como o transplante de medula óssea, mas, por enquanto, essa ideia é muito "ficção científica". Ainda assim, Kitchen diz, testes clínicos para sua nova abordagem provavelmente devem acontecer daqui a dois ou três anos.

Uma cura pode não estar tão próxima, mas, pela primeira vez, está começando a surgir no horizonte.

Imagem do topo: CDC
Kristen V. Brown

Sutiã usado mais de 2 vezes pode fazer mal à saúde; entenda

Foto: Thinkstock

Celulares, lençóis, bolsas e travesseiros são outros objetos que contém bactérias

O corpo humano é fonte de calor e abriga diversos tipos de bactérias. Celulares, travesseiros, sutiãs, bolsas, lençóis e toalhas são objetos que muitos nem imaginam que tenham inúmeras bactérias e possibilidades de infecção. Confira como se prevenir e se proteger por meio de simples limpeza. 

Sutiã
O busto e as axilas do corpo feminino são áreas quentes e abrigam diversos tipos de bactéria, que se utilizam do calor para sobrevivência. Por causa disso, é necessário lavar o seu sutiã a cada dois ou três usos. 

Segundo Kelly Dunmore, especialista em lingerie, em entrevista ao Daily Mail, não é indicado lavar o acessório na máquina, porque pode afetar a elasticidade e diminuir a vida durável da peça

Foto: Thinkstock

Celular
Segundo pesquisa divulgada pelo Daily Mail, as pessoas tocam, em média, 150 vezes no celular por dia. A mesma pesquisa encontrou, em 51 celulares diferentes, cerca de 7.000 tipos de bactéria. Quando utilizamos o celular, ele se aquece, o que beneficia a multiplicação das bactérias. Celulares com teclado são ainda piores. Por possuírem “espaços”, as bactérias se fixam nas entranhas entre as teclas. É recomendável limpar o celular todos os dias com lenço anti bactericida

Foto: Thinkstock

Lençóis
O corpo humano perde milhões de células durante o dia, principalmente quando estamos dormindo, e também elimina cerca de 0,5l durante a noite. E é esse suor que atrai os ácaros para a cama. Boa parte das pessoas tem alergia a ácaros, que pode provocar coceira, rinite e até asma. É recomendável lavar o jogo de lençóis pelo menos uma vez por semana 

Foto: Thinkstock

Travesseiro
O travesseiro é como uma esponja, e absorve todo o suor que nosso corpo elimina durante a noite, o que abre terreno para ácaros e bactérias se alojarem. O travesseiro deve ser lavado a cada três meses. O interessante é que boa parte dos travesseiros pode ser lavada na máquina 

Foto: Thinkstock

Bolsas
Todos os lugares públicos que frequentamos possuem bactérias. Sempre que deixamos a bolsa no chão do transporte público, na mesa de um restaurante, ou em qualquer outro lugar em que a apoiamos, bactérias entram em contato com o objeto. É recomendável não colocar bolsas e carteiras na cama, ou comer sem lavar as mãos após utilizar algum destes acessórios 

Hepatite B: sintomas, tratamentos e causas


O que é Hepatite B?
Sinônimos: hepatite infecciosa, amarelão

A hepatite B é uma doença transmitida por vírus e que causa irritação e inflamação do fígado. Este é um dos tipos de hepatites virais que existem, que são classificadas por letras A, B, C, D e E. No Brasil, estima-se que 15% da população já foi contaminada e 1% é portadora crônica da doença.

Causas
A hepatite B é causada pelo vírus B (chamado também de VHB). Uma vez dentro do organismo humano, o vírus ataca os hepatócitos – as células do fígado – e começa a se multiplicar, levando à inflamação do órgão.

O que é hepatite?
Transmissão
As formas de transmissão do vírus B são: sexual, sanguínea e vertical.

A hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), pois pode ser transmitida de pessoa a pessoa por meio do contato com sêmen, saliva e secreções vaginais durante relação sexual desprotegida. Isso acontece porque o vírus atinge concentrações muito altas em secreções sexuais.

A transmissão sanguínea ocorre por meio do compartilhamento de seringas com sangue contaminado, que é uma prática comum entre usuários de drogas injetáveis, em acidentes com material perfurante contaminado, entre trabalhadores da área da saúde, por meio de pequenos ferimentos presentes na pele e nas mucosas, hemodiálise, por transfusão de sangue - principalmente quando a contaminação acontece do doador de sangue para o receptor. Felizmente, desde que a avaliação de sangue doado tornou-se uma prática obrigatória nos bancos de sangue, a contaminação de hepatite B por meio de transfusão é cada vez mais rara.

A transmissão vertical é quando a contaminação acontece de mãe portadora do vírus B para a criança, que se dá durante o parto.

Fatores de risco
Ter relações sexuais com vários parceiros, pois tem maior chance de algum ser portador do vírus e não saber
Ter sido diagnosticado com outra doença sexualmente transmissível, como gonorreia e clamídia
Compartilhar seringas durante aplicação de drogas injetáveis
Trabalhar em áreas de saúde, com exposição a sangue
Viajar para regiões em que há altos índices de infecção por VHB, como África, sudoeste e região central da Ásia e Leste Europeu.

Sintomas
Sintomas de Hepatite B
Geralmente, os sintomas de hepatite B surgem entre dois a quatro meses após o contato com o vírus, e sua intensidade varia de pessoa para pessoa. Confira os principais sintomas da doença:

Dor abdominal
Urina escura
Febre
Dor nas articulações
Perda de apetite
Náusea e vômitos
Fraqueza e fadiga
Amarelamento da pele (icterícia).

Os sintomas vão melhorando aos poucos, geralmente duram alguns dias e desaparecem, essa fase inicial com sintomas e com alteração dos exames de sangue é chamada de Hepatite Aguda. Nessa fase o seu sistema imunológico consegue combater o vírus facilmente e o prognóstico é dos melhores, com recuperação em poucos meses. Apesar da melhora dos sintomas os exames podem demorar até 6 meses para voltarem ao normal, quando ocorre a cura da hepatite.

Porém em cerca de 5 a 10% dos casos o corpo não consegue combater o vírus B, permanecendo com infecção ativa, o que caracteriza a forma crônica da doença, que pode evoluir para problemas mais graves no fígado, a exemplo da cirrose e do câncer.

A maioria das crianças infectadas durante o parto ou até os cinco anos de idade não conseguem eliminar o vírus e apresentam hepatite B crônica.

Além de ser mais grave, a hepatite crônica é também mais traiçoeira, pois pode passar despercebida por décadas. Muitas pessoas não apresentam os sintomas de fase aguda quando entram em contato com o vírus e ele permanece sem causar sintomas, porém causando destruição progressiva do fígado. Quando o diagnóstico finalmente é feito, muitas vezes o paciente já está com complicações graves e com tratamento muito mais difícil.

Diagnóstico e exames
Buscando ajuda médica
Ao suspeitar dos sintomas, procure um médico para realização de exames gerais. Se confirmada a presença do vírus causador da hepatite B, procure um especialista e inicie o tratamento o quanto antes. Durante a consulta, aproveite para tirar todas as dúvidas que você venha a ter. Veja alguns exemplos do que você pode perguntar ao médico:
Quais exames serão necessários para realizar o diagnóstico?
Quais tratamentos estão disponíveis para hepatite B no Brasil?
O vírus VHB causou muitos prejuízos ao meu fígado?
Essa doença é contagiosa? Como posso transmiti-la para outras pessoas?
Devo realizar exames para detectar eventuais outras DST’s?

Na consulta médica
Entre as especialidades que podem diagnosticar Hepatite B estão:
Clínica médica
Gastroenterologia
Hepatologia
Infectologia
Imunologia.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
Quando que os sintomas começaram?
Os sintomas são frequentes ou ocasionais?
Você fez alguma transfusão de sangue recentemente?
Você é usuário de drogas injetáveis?
Manteve relações sexuais sem uso de preservativo?.

Diagnóstico de Hepatite B
Inicialmente se suspeita de hepatite aguda pelos sintomas manifestado pelo paciente, como febre e dor no abdômen. Exames podem indicar que o fígado está pouco aumentado também. A confirmação do diagnóstico de hepatite é feita por exames de sangue com altos níveis de transaminases, ALT, AST, fosfatase alcalina, gama GT e bilirrubinas. As transaminases elevadas caracterizam o quadro de hepatite aguda, sendo realizados marcadores sorológicos para identificação do tipo de hepatite:

Anticorpo para o HBsAg (AntiHBs): um resultado positivo significa que a pessoa teve contágio e eliminou o vírus, ou se vacinou contra a hepatite B
Anticorpos para antígeno da hepatite B (Anti-HBc): um resultado positivo significa que teve contato com o vírus, recente ou no passado
Anticorpos para antígeno core da hepatite B da classe IgM (Anti-HBc IgM): um resultado positivo, ou reagente, indica infecção aguda recente
Antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg): um resultado positivo significa que a pessoa é portadora do vírus B
Antígeno de superfície da hepatite E (HBeAg): um resultado positivo significa que há infecção por hepatite B e que esta pessoa está mais propensa a passar a infecção para outras pessoas, pois o vírus está se multiplicando.

Com grande frequência não ocorre quadro agudo, então a suspeita de hepatite ocorre quando existe algum fator de risco, ou quando a pessoa apresenta as enzimas hepáticas elevadas, sendo feita investigação da causa dessa alteração. Outras vezes o diagnóstico de hepatite B ocorre por acaso, através de doação de sangue, pois quando uma pessoa doa sangue são realizados vários testes no sangue para se evitar contaminação de quem vai receber o sangue. Entre esses exames são feitos testes para hepatite B e hepatite C.

Quando a pessoa tem o diagnóstico de hepatite crônica muitas vezes á necessária a realização de uma biópsia do fígado, neste caso o médico inserirá uma micro agulha pela sua pele até o fígado, a fim de retirar uma pequena amostra e enviá-la para testes de laboratório, para avaliar o grau de comprometimento do fígado e a necessidade de tratamento.

Tratamento e cuidados
Tratamento de Hepatite B
Se você sabe que foi infectado pelo vírus VHB, contate seu médico imediatamente. Receber uma injeção de imunoglobulina e vacina contra a hepatite B em até 24 horas após o contágio, pode evitar que você desenvolva a doença.

Mas se o diagnóstico já tiver sido feito, é hora de cuidar para que a doença não evolua para complicações mais graves.

Hepatite B aguda
Não tem tratamento específico para hepatite B, mas pode tomar medicamentos para reduzir quaisquer sintomas que você venha a sentir enquanto seu sistema imunológico combate o vírus. Para avaliar a evolução e garantir que o vírus foi definitivamente erradicado de seu corpo, ele poderá pedir exames de sangue periódicos.

Hepatite B crônica
Para este caso, é necessário tratamento específico:
Medicamentos antivirais: o médico recomendará o uso de medicamentos, que combaterão a ação do vírus VHB e que o impedirá de causar maiores danos ao fígado, geralmente usados de forma contínua, uma vez que não se consegue eliminar o vírus
Nos casos de cirrose avançada pode ser necessária a realização de um transplante de fígado: se o seu fígado foi seriamente danificado pela hepatite B, o transplante pode servir como recurso de tratamento.

Medicamentos para Hepatite B
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)
Complicações possíveis
Sem tratamento, a hepatite B crônica pode levar a complicações mais graves, como:

Cirrose, que abre feridas na parte interior do fígado, podendo levar até à sua falência

Câncer de fígado
Falência do fígado. Para esses casos, a única alternativa viável é o transplante

Hepatite D. Alguns pacientes diagnosticados com hepatite B podem vir a desenvolver hepatite D caso o tratamento não funcione ou não seja seguido à risca. Isso acontece porque o vírus causador da hepatite D acomete principalmente pessoas que já sejam portadoras do vírus B. No entanto, o vírus D só costuma aparecer em alguns lugares do mundo, como na região amazônica, por exemplo
Problemas renais podem surgir caso a hepatite B não seja tratada. Esses problemas podem, eventualmente, levar até à falência múltipla dos rins.

Expectativas
O prognóstico para hepatite B aguda é animador. Em média, somente 1% dos pacientes diagnosticados com hepatite B aguda morrem por causa da doença. Se você tem hepatite B aguda, a doença deverá desaparecer em até, no máximo, seis meses, embora isso costume acontecer antes. Mas cerca de 5-10% das pessoas não melhoram, nem eliminam o vírus, permanecendo com a hepatite, que agora passa a ser chamada de crônica.

Já no caso da hepatite B crônica, o tratamento é recomendável, se feito corretamente, é quase sempre eficaz, ocorre melhora dos exames e inativação do vírus, com menor risco de evoluir para cirrose e câncer de fígado.


Prevenção
Todas as crianças devem receber a primeira dose da vacina contra a hepatite B no nascimento e devem completar a série de três vacinas até os seis meses. Jovens menores de 19 anos que não foram vacinados devem atualizar suas vacinas.

Pessoas com alto risco de contaminação, incluindo profissionais da saúde e aqueles que moram com alguém que tem hepatite B precisam se vacinar.

Recém-nascidos cujas mães estão infectadas com hepatite B devem receber uma imunização especial, que inclui imunoglobulina contra hepatite B e vacinação contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida.

A triagem de todo o sangue doado tem reduzido as chances de contaminação por hepatite B na transfusão de sangue. A notificação obrigatória da doença permite que os profissionais da saúde acompanhem pessoas que foram expostas ao vírus. A vacina é dada àqueles que ainda não desenvolveram a doença.

A vacina ou a imunoglobulina contra a hepatite B (HBIG) pode ajudar a prevenir a infecção se aplicada até 24 horas após a exposição.

Vacina contra hepatites A e B: proteja-se contra as infecções virais do fígado

Mas é sempre bom prevenir, então os médicos recomendam que as pessoas:
Evite o contato sexual com uma pessoa que tenha hepatite B aguda ou crônica
Use preservativo e pratique sexo seguro
Evite utilizar objetos pessoais de outros, tais como lâminas de barbear ou escovas de dente
Não compartilhe seringas de drogas ou instrumentos de outras drogas (como canudos para cheirar drogas). De preferência, não use drogas. Procure um centro especializado em dependência química e informe-se sobre as melhores opções para livrar-se de vez dos vícios.

O vírus da hepatite B (e o da hepatite C) não pode ser transmitido pelo contato casual, como mãos dadas, partilha de talheres ou copos, amamentação, beijo, abraço, tosse ou espirro.

Fontes e referências:
Revisado por: Dra. Cibele Ferrarini Nascimento Cruz, gastroenterologista e hepatologista - CRM: 47359
Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Imunologia
Federação Brasileira de Gastroenterologia

Hepatite: sintomas, tratamentos e causas


O que é Hepatite?
Hepatite designa qualquer degeneração do fígado por causas diversas, sendo as mais frequentes as infecções pelos vírus tipo A, B e C e o abuso do consumo de álcool ou outras substâncias tóxicas (como alguns remédios). Enquanto os vírus atacam o fígado quando parasitam suas células para a sua reprodução, a cirrose dos alcoólatras é causada pela ingestão frequente de bebidas alcoólicas - uma vez no organismo, o álcool é transformado em ácidos nocivos às células hepáticas, levando à hepatite.

Tipos
Hepatite A: a hepatite A é transmitida por água e alimentos contaminados ou de uma pessoa para outra. A hepatite A fica incubada entre 10 e 50 dias e normalmente não causa sintomas, porém quando presentes, os mais comuns são febre, pele e olhos amarelados, náusea e vômitos, mal-estar, desconforto abdominal, falta de apetite, urina com cor de coca-cola e fezes esbranquiçadas. A detecção da hepatite A se faz por exame de sangue e não há tratamento específico, esperando-se que o paciente reaja sozinho contra a Hepatite A. Apesar de existir vacina contra o vírus da hepatite A (HAV), a melhor maneira de evitá-la se dá pelo saneamento básico, tratamento adequado da água, alimentos bem cozidos e pelo ato de lavar sempre as mãos antes das refeições.

Hepatite B e Hepatite C: os vírus da hepatite tipo B (HBV) e tipo C (HCV) são transmitidos sobretudo por meio do sangue. Usuários de drogas injetáveis e pacientes submetidos a material cirúrgico contaminado e não-descartável estão entre as maiores vítimas de hepatite, daí o cuidado que se deve ter nas transfusões sanguíneas, no dentista, em sessões de depilação ou tatuagem. O vírus da hepatite B pode ser passado pelo contato sexual, reforçando a necessidade do uso de camisinha. Frequentemente, os sinais das hepatites B e C podem não aparecer e grande parte dos infectados só acaba descobrindo que tem a doença após anos e muitas vezes por acaso em testes para esses vírus. Quando aparecem, os sintomas dessas hepatites são muito similares aos da hepatite A, mas ao contrário desta, a hepatite B e a C podem evoluir para um quadro crônico e então para uma cirrose ou até câncer de fígado.

O que é hepatite?

tratamento e cuidados
Tratamento de Hepatite
Não existe tratamento para a forma aguda da hepatite. Se necessário, apenas sintomático para náuseas e vômitos. O repouso é considerado importante no tratamento da hepatite pela própria condição do paciente.

A utilização de dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular para o paciente com hepatite, porém seu maior benefício é ser de melhor digestão para o paciente sem apetite. De forma prática deve ser recomendado que o próprio indivíduo com hepatite defina sua dieta de acordo com sua aceitação alimentar. A única restrição está relacionada à ingestão de álcool. Esta restrição deve ser mantida por um período mínimo de seis meses e preferencialmente de um ano.

Medicamentos para Hepatite
Os medicamentos mais usados para o tratamento de hepatite são:
Epocler
Prednisona.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Prevenção
A melhor estratégia de prevenção da hepatite A inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e medidas educacionais de higiene. A vacina específica contra o vírus A está indicada conforme preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A prevenção da hepatite B inclui o controle efetivo de bancos de sangue através da triagem sorológica; a vacinação contra hepatite B, disponível no SUS,conforme padronização do Programa Nacional de Imunizações (PNI); o uso de imunoglobulina humana Anti-Vírus da hepatite B também disponível no SUS, conforme padronização do Programa Nacional de Imunizações (PNI); o uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área da saúde; o não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, equipamentos para uso de drogas; o uso de preservativos nas relações sexuais.

Não existe vacina para a prevenção da hepatite C, mas existem outras formas de prevenção, como: triagem em bancos de sangue e centrais de doação de sêmen para garantir a distribuição de material biológico não infectado; triagem de doadores de órgãos sólidos como coração, fígado, pulmão e rim; triagem de doadores de córnea ou pele; cumprimento das práticas de controle de infecção em hospitais, laboratórios, consultórios dentários, serviços de hemodiálise; tratamento dos indivíduos infectados, quando indicado; abstinência ou diminuição do uso de álcool, não exposição a outras substâncias que sejam tóxicas ao fígado, como determinados medicamentos.

Sintomas de contaminação por metais pesados

Os metais pesados, como arsênio, chumbo, mercúrio ou cromo, podem estar presentes na água contaminada, que pode contaminar o ar e também os alimentos causando problemas de saúde com o passar dos anos, que se manifestam através do surgimento de sintomas como náuseas, vômitos ou cansaço excessivo, por exemplo.

Mas os metais pesados também podem estar presente em alguns objetos domésticos como brinquedos, medicamentos, tinta da parede ou lâmpadas.

Geralmente, os metais pesados não provocam sintomas quando entram pela primeira vez em contato com o organismo, no entanto, têm a capacidade de ir se acumulando dentro das células do organismo, provocando problemas como alterações renais, como a insuficiência renal, lesões cerebrais e existe a suspeita de que também possa aumentar o risco de câncer.

Sintomas dos 6 Principais metais pesados

Os 6 metais pesados que são mais perigosos para saúde são Mércurio, arsênio, chumbo, bário, cádmio e cromo. Saiba como identificar os sinais de contaminação de cada um deles:

1. Sinais de contaminação por mercúrio

A contaminação por mercúrio provoca:
Náuseas, vômitos, diarreia, aumento da pressão arterial e, a longo prazo, problemas nos rins ou cérebro, assim como, alterações na visão, audição e problemas de memória.
Fontes de contaminação por mercúrio: águas contaminadas com mercúrio, contato direto com mercúrio, contato com o interior das lâmpadas e pilhas e alguns tratamentos dentários.

Como evitar a contaminação por mercúrio é importante não consumir água e alimentos contaminados com mercúrio e deve-se trocar todos os objetos que possuem mercúrio na sua composição, especialmente termômetros e lâmpadas antigas.
Saiba o que pode acontecer se for contaminado com mercúrio.

2. Sinais de contaminação por arsênio

O arsênio é um tipo de metal pesado que pode provocar o surgimento de:
Náuseas, vômitos, alteração do ritmo cardíaco e sensação de bolinhas nas mãos e pés. Já quando o contato acontece por muito tempo, pode levar ao surgimento de câncer na pele, pulmões, fígado ou bexiga.

Fontes de contaminação por arsênio: pode ser encontrado em tintas, corantes, medicamentos, sabonetes, assim como fertilizantes e pesticidas. Além disso, o arsênico também pode ser encontrado na água de poços privados que não são testados e desinfectadas regularmente pela Companhia de água e esgotos - CDAE.

Para evitar a contaminação por arsênio é aconselhado não utilizar materiais que contenham este tipo de metal na sua composição e evitar ingerir alimentos com corantes ou água não tratada.
3. Sinais de contaminação por chumbo

O chumbo pode causar:
Enfraquecimento das articulações, aumento da pressão arterial e anemia, podendo levar ao desenvolvimento de problemas nos rins, cérebro e, até, aborto em mulheres grávidas ou infertilidade nos homens.

Fontes de contaminação por chumbo: pode ser encontrado em todo o ambiente, incluindo ar, água e solo, pois é um metal muito utilizado pela indústria para fazer objetos como pilhas, canos de água, tinta ou gasolina, por exemplo.

Para evitar a contaminação por chumbo é importante evitar ter em casa objetos com este tipo de metal, especialmente na canalização ou nas tintas das paredes.

4. Sinais de contaminação por bário

O bário é um tipo de metal pesado que não provoca o surgimento de câncer, no entanto, pode causar sintomas como:
Vômitos, cólicas abdominais, diarreia, dificuldade para respirar, fraqueza muscular e aumento da pressão arterial.
Fontes de contaminação por bário: pode ser encontrado em algumas lâmpadas fluorescentes, fogos de artifício, tintas, tijolos, peças de cerâmica, vidro, borracha e, até, em alguns exames de diagnóstico.

Para evitar a contaminação por bário deve-se evitar frequentar locais de construção sem máscara de proteção para evitar inalar ou ingerir poeira contaminadas com bário.

5. Sinais de contaminação por cádmio

A ingestão de cádmio provoca:
Dor de estômago, vômitos e diarreia. Ao longo do tempo, a ingestão ou inalação deste metal pesado pode causar doenças nos rins, problemas nos pulmões e enfraquecimento dos ossos.
Fontes de contaminação por cádmio: está presente em todos os tipos de solo ou pedras, assim como no carvão, fertilizantes minerais, pilhas e plásticos de alguns brinquedos.

Para evitar a contaminação por cádmio é recomendado não utilizar materiais que contenham este tipo de metal na sua composição e evitar fumar, pois o cigarro possui carvão que facilita o contato entre o cádmio e os pulmões.

6. Sinais de contaminação por cromo

A inalação de cromo pode provocar:
Irritação no nariz, dificuldade para respirar, asma e tosse constante. Já a longo prazo, podem surgir lesões permanentes no fígado, rins, sistema circulatório e pele.

Fontes de contaminação por cromo: é utilizado para fazer objetos em inox, cimento, papel e borracha e, por isso, pode ser facilmente inalado em locais de construção ou durante a queima de papel ou borracha, por exemplo.

Para evitar a contaminação por cromo deve-se frequentar locais de construção ou fazer queima de papel ou borracha apenas quando utilizar máscara de proteção.

A contaminação com metais pesados pode levar meses ou anos para se manifestar, mas é importante que o tratamento inicie o mais cedo possível para evitar complicações de saúde.