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Ovários Policísticos


A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida pela sigla SOP, é um distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais, levando à formação de cistos nos ovários que fazem com que eles aumentem de tamanho. 

É uma doença caracterizada pela menstruação irregular, alta produção do hormônio masculino (testosterona) e presença de micro cistos nos ovários. 

Sua causa ainda não é totalmente esclarecida. A hipótese é que ela tenha uma origem genética e estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina no organismo, gerando um aumento do hormônio na corrente sanguínea que provocaria o desequilíbrio hormonal. 

Segundo o Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, a Síndrome do Ovário Policístico atinge cerca de 7% das mulheres na idade reprodutiva. 

Fonte: Sirmans SM, et al. Epidemiology, diagnosis, and management of polycystic ovary syndrome. Clinical Epidemiology. 2014;6:1. 


Sintomas 

A falta crônica de ovulação ou a deficiência dela é o principal sinal da síndrome. 

Em conjunto, outros sintomas podem ajudar a detectar essa doença, como: 
Atrasos na menstruação (desde a primeira ocorrência do fluxo); 
Aumento de pelos no rosto, seios e abdômen; 
Obesidade; 
Acne. 

Em casos mais graves, pode predispor o desenvolvimento de diabetes, doenças cardiovasculares, infertilidade e câncer do endométrio. 

Fonte: Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP 

Diagnósticos 

Para realizar o diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos são necessários o exame clínico, o ultrassom ginecológico e exames laboratoriais. 

Através do ultrassom, a doença é percebida pelo aparecimento de muitos folículos ao mesmo tempo na superfície de cada ovário. Esse ultrassom deve ser feito entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual. Não sendo a mulher virgem, deve-se dar preferência à técnica de ultrassom transvaginal. 

É importante definir que esses resultados não se aplicam a mulheres que estejam tomando pílula anticoncepcional. Se houver um folículo dominante ou um corpo lúteo, é importante repetir o ultrassom em outro ciclo menstrual para realizar o diagnóstico corretamente. 

Mulheres que apresentam apenas sinais de ovários policísticos ao ultrassom sem desordens de ovulação ou hiperandrogenismo não devem ser consideradas como portadoras da síndrome dos ovários policísticos. 

Fonte: Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP


Cistos ovarianos

Exames 

A síndrome de ovário policístico (SOP) é uma doença causada pelo desequilíbrio dos hormônios na mulher. Ela pode alterar o ciclo menstrual, causar problemas de pele e ocasionar pequenos cistos nos ovários que por fim podem gerar dificuldades para engravidar entre outros problemas, porém algumas vezes pode ser assintomática. As mulheres descobrem a síndrome entre 20 e 30 anos de idade, mas os primeiros sintomas aparecem logo nos primeiros ciclos menstruais ainda na adolescência. Pacientes que apresentam a doença normalmente têm antecedentes da mesma enfermidade em parentes próximos, como mãe e irmãs, o que configura uma pré-disposição genética ao desequilíbrio hormonal e suas consequências. 

O médico algumas vezes já consegue diagnosticar a SOP através da história e do exame físico, porém existem diversos exames que auxiliam no diagnóstico da síndrome. Pela ecografia e laparoscopia pélvica é possível observar a dilatação do clitóris e dos ovários. O exame de sangue auxilia na verificação dos níveis de hormônios como estrogênio, folículo estimulante (FSH), luteinizante (LH), testosterona, tireoide e prolactina. A SOP pode contribuir para o surgimento de muitas doenças também como: Diabetes, alterações do colesterol, aumento do peso e da pressão arterial podendo até causar câncer de útero se não for adequadamente tratada. 

Se você faz parte do grupo de risco da doença ou sente algum tipo de desconforto ginecológico, procure o seu médico para realizar os exames necessários. A síndrome dos ovários policísticos tem tratamento e, quanto antes ele for iniciado, menores são as chances de a doença causar danos graves. 

Fonte: 

MINHA VIDA; Síndrome do Ovário Policístico. Disponível em: <http://www.minhavida.com.br/saude/temas/sindrome-do-ovario-policistico>. Acesso em 25 de fevereiro de 2014. 

L.BR.05.2014.1943 

Prevenção 

A síndrome dos ovários policísticos é um distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais. Essa alteração dos níveis hormonais leva à formação dos cistos nos ovários que fazem com que eles aumentem de tamanho. A mulher também passa a produzir mais hormônios masculinos que podem causar sintomas como aumento de pelos e aparecimento de acne. Por toda essa alteração hormonal muitas mulheres que tem SOP apresentam dificuldades para engravidar. 

A causa exata da síndrome dos ovários policísticos ainda não é totalmente conhecida, uma das hipóteses é que tenha uma origem genética, pois quando há casos de SOP em parentes próximas como mães e irmãs a chance de desenvolver a doença aumenta. Estudos indicam que a SOP está associada coma resistência à ação da insulina no organismo e aumento desse hormônio na corrente sanguínea é que provocaria o desequilíbrio hormonal que gera a doença. 

Para prevenir a síndrome dos ovários policísticos é recomendada uma dieta leve e completa, acompanhada de exercícios físicos. Mulheres que estão acima do peso, têm glicemia, pressão arterial e taxa de colesterol elevadas fazem parte do grupo de risco da doença, por isso precisam se prevenir seguindo uma dieta saudável, praticando exercícios físicos e realizando acompanhamento ginecológico anual. 

A SOP é uma doença que pode trazer graves danos à saúde ginecológica da mulher, podendo até mesmo levar à infertilidade. Por isso, assim que apresentar algum sintoma da doença ou se fizer parte do grupo de risco, procure um ginecologista para realizar os exames necessários, sua saúde merece sua atenção. 

Fonte: 

SOGESP; Ovários Policísticos: o que causa, sintomas, prevenção e tratamentos. Disponível em: <http://www.sogesp.com.br/canal-saude-mulher/guia-de-saude-e-bem-estar/ovarios-policisticos-o-que-e-causas-e-sintomas-prevencao-e-tratamentos>. Acesso em 25 de fevereiro de 2014. 

L.BR.05.2014.1943 


Tratamentos e Cuidados 

O tratamento da síndrome dos ovários policísticos depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que ela pretende. Cabe ao médico e à paciente a avaliação do melhor tratamento, mas para isso é fundamental questionar se a paciente pretende engravidar ou não. 

Os principais tratamentos são: 

Anticoncepcionais orais
- Não havendo desejo de engravidar, grande parte das mulheres se beneficia com tratamento à base de anticoncepcionais orais. A pílula melhora os sintomas de aumento de pelos, aparecimento de espinhas, irregularidade menstrual e cólicas. Não há uma pílula específica para o controle dos sintomas. Existem pílulas que têm um efeito melhor sobre a acne, espinhas e pele oleosa. Mulheres que não podem tomar a pílula se beneficiam de tratamentos à base de progesterona. 

Cirurgia
- Cada vez mais os métodos cirúrgicos para essa síndrome têm sido abandonados em função da eficiência do tratamento com anticoncepcionais orais. 

Antidiabetogênicos orais
- Estando a síndrome dos ovários policísticos associada à resistência insulínica, um dos tratamentos disponíveis é por meio de medicamentos para diabetes. 

Dieta e atividade física – Essas pacientes devem ser orientadas em relação à dieta e atividade física, simultaneamente com as medidas terapêuticas. 

Indução da ovulação - 
Se a paciente pretende engravidar, o médico lhe recomendará tratamento de indução da ovulação, não sem antes afastar as outras possibilidades de causas de infertilidade. Não se deve fazer esse tratamento em mulheres que não estejam realmente tentando engravidar. 

Fonte: Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP 

Convivendo 

A Síndrome dos Ovários Policísticos, também conhecida pela sigla SOP, é uma doença endocrinológica caracterizada pelo aumento da produção de hormônios masculinos nas mulheres. Após o diagnóstico, o tratamento deve ser realizado combinando dieta, atividade física e medicamentos, para garantir a qualidade de vida da paciente. 

Para conviver bem com a síndrome dos ovários policísticos é fundamental realizar uma mudança no estilo de vida. Uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e minerais, é o primeiro passo. Praticar exercícios físicos com regularidade também é uma ferramenta poderosa para conviver em paz com a SOP, já que a doença agravada por certos fatores, tais como obesidade, diabetes e colesterol alto. 

Perder peso quando se tem a síndrome favorece a queda das taxas dos hormônios masculinos e com isso melhora a função ovariana e a diminuição dos danos à fertilidade feminina causados pela enfermidade. Além disso, ao diminuir a taxa dos hormônios masculinos, os sintomas como acne, pelos no rosto e cólicas também são atenuados. 

O tratamento hormonal, entre eles os contraceptivos hormonais orais, também podem ajudar as mulheres a viverem melhor com a SOP. Esses medicamentos ajudam a regular os ciclos menstruais e reduzem o risco do desenvolvimento de câncer do endométrio (tecido que reveste o útero internamente). 

Se você tem a síndrome dos ovários policísticos procure o quanto antes o seu ginecologista, pois apenas um especialista poderá analisar seu caso e indicar o melhor tratamento. Afinal, é possível sim conviver bem com a SOP. 

Fonte: 

ENDOCRINO; 10 coisas que você precisa saber sobre síndrome dos ovários policísticos. Disponível em: http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-sindrome-dos-ovarios-policisticos/ 

L.BR.06.2014.2103