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Merla

ATENÇÃO!!!
ESSE ESPAÇO VISA UM MAIOR ESCLARECIMENTO SOBRE OS EFEITOS DAS DROGAS NO ORGANISMO HUMANO, TODO MATERIAL TRATA-SE DE MATÉRIA DE ESTUDO, SEM A MINÍMA APOLOGIA A QUALQUER TIPO DE DROGA, DÊ PREFERÊNCIA  A VIDA "NÃO USE DROGAS".

A junção das folhas da planta Erythroxylon coca, popularmente conhecida como coca ou epadú, com alguns solventes como ácido sulfúrico, querosene, cal virgem, entre outras substâncias, formam uma consistência pastosa, com odor forte e coloração entre amarelo e marrom, chamada de merla.


Numa pasta de merla existe cerca de 40 a 70% de cocaína presente, sendo considerada uma droga altamente perigosa, que causa dependência física e psicológica em seus usuários, além de provocar diversos danos ao organismo.

A merla pode ser fumada pura ou adicionada a cigarros de tabaco ou até mesmo de maconha, sendo absorvida rapidamente pelo pulmão. Assim que chega a este órgão, a merla atinge a circulação cerebral, e seus efeitos aparecem em torno de 10 a 15 segundos depois.

Os efeitos da droga são muito rápidos e intensos. Uma sensação intensa de prazer e euforia toma conta do indivíduo, que para sentir novamente estas sensações, volta a usar a droga inúmeras vezes. O nome para essa vontade constante e repetida de utilizar a droga chama-se "fissura", que é um desejo avassalador de sentir os efeitos do "prazer" provocados pela droga novamente.

As inalações de quantidades elevadas de merla levam o indivíduo a comportamentos violentos, aumento da irritabilidade, tremores, insegurança, alucinações e delírios. Além disto, nota-se que há um aumento das pupilas (midríase), o que prejudica a visão do usuário, como também dores no peito, contrações musculares, convulsões, taquicardia, coma e pode levar o indivíduo até mesmo a um óbito, devido à diminuição de atividade dos centros cerebrais que controlam a respiração.

Os efeitos da droga duram cerca de quinze minutos, sendo a primeira sensação a do bem-estar intenso e energia revigorada. Uma característica predominante no usuário da merla é a presença do cheiro forte de querosene, éter e outras substâncias, que o corpo exala na eliminação (pela transpiração intensa). Isto acontece devido aos produtos químicos adicionados durante a preparação da droga.

Geralmente a droga é consumida em grande parte por usuários com a faixa etária de 16 a 18 anos, prevalecendo mais em rapazes, onde o consumo é de cerca de 80%, e em 20% por mulheres. Devido a estes dados o uso da merla é relativamente fácil de ser identificado.

Infelizmente, o tratamento para os dependentes da droga é muito difícil e requer vigilância constante. Muitos não aguentam a síndrome de abstinência ou até mesmo a depressão causada pelo uso contínuo, o que leva cerca de 20% dos usuários ao suicídio.

Referências Bibliográficas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Merla
http://portal.saude.gov.br/portal/sas/mental/visualizar_texto.cfm?idtxt=23169
http://www.antidrogas.com.br/merla.php


Os segredos do fígado

Para civilizações antigas, o fígado era o principal órgão do corpo, onde estavam a alma e as emoções humanas. Não obstante, é possível que até os maiores peritos do fígado na história tenham subestimado o alcance e a complexidade do órgão.

Um fígado sadio processa os alimentos que comemos para convertê-los em ingredientes para nossas células; neutraliza as muitas substâncias potencialmente daninhas que ingerimos de forma acidental ou deliberadamente; gera hormônios, enzimas, fatores de coagulação e moléculas imunitárias; controla a química sanguínea… e a lista continua.

“Se falham os pulmões, há ventiladores mecânicos que respiram por ti; se falham os rins, contamos com máquinas para diálise, e o coração realmente é sozinho uma bomba, assim é que podemos usar um coração artificial”, explicou a doutora Anna Lok, presidenta da Associação Americana para o Estudo das Enfermidades Hepáticas e diretora da Hepatologia Clínica na Universidade de Michigan.

“Entretanto, se falha o fígado, não há nenhuma máquina para substituir todas suas distintas funções, e a melhor opção é um transplante”.

Os pesquisadores de um estudo recente (*1) assombraram-se ao descobrir que o fígado aumenta e diminui de tamanho até em 40 por cento cada 24 horas, enquanto que os órgãos a seu redor ficam virtualmente iguais.

Os cientistas também têm descoberto que os hepatócitos, que são as células metabolicamente ativas que constituem 80 por cento do fígado, possuem características que não se encontram em nenhuma outra célula normal do corpo. Por exemplo, enquanto que a maioria das células têm dois conjuntos de cromossomos -dois conjuntos de códigos genéticos sobre como deveria comportar-se-, os hepatócitos podem envolver e manipular com destreza até oito pares de cromossomos e tudo sem fazer-se em pedaços nem se voltar cancerosas.

Os cientistas esperam que os novos conhecimentos sobre o desenvolvimento do fígado e seu desempenho ajudem a produzir novos tratamentos para os mais de cem transtornos que afligem ao órgão, muitos dos quais estão aumentando no mundo, culpa do incremento nas taxas de obesidade e a diabetes.

O fígado é nosso maior órgão interno, pesa ao redor de 1,6 quilogramas. A massa avermelhada marrom de quatro lóbulos de tamanho desigual se estende por todo o flanco superior direito da cavidade abdominal, por debaixo do diafragma e ainda por cima do estômago.

A maioria dos órgãos têm uma só fonte sanguínea. O fígado tem dois fornecimentos de sangue: a artéria hepática, que transporta sangue rico em oxigênio do coração, e a veia porta hepática, que deposita sangue drenado dos intestinos e o baço. Este último tipo de sangue leva produtos alimentícios semi processados que precisam ser “massageados” pelo fígado para sua conversão, desintoxicação, armazenagem, secreção e eliminação.

“Tudo o que se coloca na boca deve passar pelo fígado antes de que faça algo útil em outras partes do corpo”, disse Lok.

Trechos de artigo do New York Times escrito pelo NATALIE ANGIER – 15 de junho de 2017
Via: Hepato