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Excesso de limpeza pode fazer mal? Médicos avaliam hábitos de higiene

(Foto: CDC/Kimberly Smith, Christine Ford)
Lavar as mãos é uma medida de higiene essencial para evitar infecções 

A importância de uma recomendação universal em saúde pública – o uso do fio dental – foi recentemente posta em cheque quando o governo dos Estados Unidos removeu a orientação de suas diretrizes alimentares. A justificativa é de que a efetividade do hábito nunca foi devidamente comprovada pela ciência.

Se até o fio dental, até então apontado como item obrigatório de saúde bucal, passou por esse questionamento, que outras práticas de higiene podem não ter benefícios para a saúde comprovados ou até ser prejudiciais? O G1 ouviu especialistas e consultou a literatura científica para avaliar a eficácia de alguns hábitos de limpeza:

Sabonete antimicrobiano
Os sabonetes antimicrobianos ou antissépticos prometem eliminar grande parte das bactérias da superfície da pele. Isso, porém, não significa uma redução do risco de doenças, segundo uma revisão de estudos publicada na revista “Emerging Infectious Diseases”, dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (EUA).
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Segundo a pesquisa, profissionais da saúde que usaram sabonetes antimicrobianos por um longo período de tempo tiveram até um aumento no número de micro-organismos nas mãos, efeito relacionado ao declínio da saúde da pele decorrente do uso do produto. 

Lavar as mãos continua sendo essencial para reduzir os riscos de infecções, porém um sabonete comum já é suficiente para isso, de acordo com os especialistas.

Segundo o médico Marcos Antonio Cyrillo, integrante do Comitê de Resistência Antimicrobiana da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), outro problema importante relacionado a esse produto é o risco de estimular a resistência bacteriana. “O uso indiscriminado e contínuo pode tornar as bactérias mais resistentes a antibióticos”, diz o especialista.

Segundo a publicação do CDC, casos de resistência bacteriana em decorrência do uso de antimicrobianos já foram reportados na Inglaterra e no Japão.

“A população geral não tem indicação de uso de sabonetes antimicrobianos. Esses produtos devem ser utilizados só sob prescrição de um profissional médico. Caso contrário, o uso não trará benefícios”, observa Cyrillo.

Álcool em gel
 (Foto: MGTV/Repordução)
Álcool em gel pode ser alternativa em momentos em que não é possível lavar as mãos

Especialistas recomendam o uso do álcool em gel em momentos em que a pessoa não pode lavar as mãos com água e sabão. O produto não tem potencial de desenvolver resistência bacteriana e outras vantagens incluem boa atividade microbicida e praticidade. Segundo a revisão publicada pelo CDC, o uso do produto evita danos provocados pelo sabão e pela fricção do excesso de lavagens.

Para a dermatologista Natalia Cymrot, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), pode ser uma boa ideia para pessoas que têm o hábito de lavar as mãos muitas vezes por dia substituir algumas das lavagens pelo uso do álcool em gel para evitar irritações e descamações por conta do excesso de lavagens.

Bucha
(Foto: Sxc.hu)
Uso de bucha não é recomendado por dermatologistas 

O uso da bucha pode parecer uma boa ideia para garantir uma limpeza maior durante o banho, mas não é recomendado pela SBD. “Na verdade, ela retira a camada de hidratação que a pele produz. Para peles mais secas, isso pode ser muito ruim. A bucha é útil em caso de crianças em regiões muito sujas e que são mais difíceis de limpar. No dia a dia, o recomendado é tomar banho apenas com sabonete em pouquíssima quantidade, fazendo pouca espuma”, diz Natalia.

O número de banhos também deve ser limitado, segundo a especialista: no máximo dois por dia e, de preferência, usar apenas água no segundo banho. “Uma coisa que vemos bastante é irritação e descamação por excesso de lavagens, o que chamamos de dermatite de contato irritativa.”

Produtos de higiene feminina
O sabonete íntimo feminino tem como principal característica o pH mais ácido, que se aproxima do pH da mucosa vaginal, por isso ele é recomendado por ginecologistas como o produto mais adequado para a higiene da região.

“Os sabonetes em pedra têm pH mais básico, que pode levar a abrasão, alergias e diminuir a flora fisiológica de lactobacilos que são responsáveis pela defesa contra outros micro-organismos. Os sabonetes íntimos agridem menos e colaboram para o equilíbrio da região”, diz a ginecologista Maria Elisa Noriler.

Não há um consenso, porém, sobre se o uso do sabonete íntimo é realmente primordial para a manutenção da saúde genital. Alguns órgãos de saúde, como o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), recomendam apenas o uso de sabão comum sem fragrância.

Há outro produto que vem se popularizando que não é bem visto por profissionais da saúde: o desodorante íntimo. “Tem que ter muito cuidado. Muitas pacientes podem desenvolver processo alérgico, em alguns casos com vermelhidão, inchaço e prurido intenso”, diz Maria Elisa. “Se for usar algum produto desse, mesmo que identificado no rótulo como antialérgico, é preferível aplicá-lo na região da virilha e não na mucosa.”

Hábitos de higiene são importantes
A discussão de que o excesso de limpeza pode, em algumas situações, ser prejudicial para a saúde teve origem principalmente na “hipótese da higiene”, proposta pelo pesquisador britânico David Stracan no fim da década de 1980. A teoria sugere que a exposição a micro-organismos e a infecções pode proteger contra alergias e que, portanto, o excesso de limpeza poderia estar ocasionando um aumento incomum das alergias.

Mas, apesar de práticas excessivas realmente serem prejudiciais, manter a higiene continua sendo uma recomendação importante para evitar infecções. Lavar as mãos antes e após ir ao banheiro, antes de preparar alimentos ou de se alimentar, depois de tossir ou espirrar são práticas altamente recomendadas.

Mariana Lenharo Do G1

Cientistas criam vida artificial em laboratório

Bactéria se reproduziu gerando novos seres com DNA totalmente artificial

 Pesquisadores do Instituto J. Craig Venter, dos Estados Unidos, anunciaram nesta quinta-feira a criação de um organismo vivo com genoma totalmente sintético, desenvolvido artificialmente a partir de compostos químicos. A equipe conseguiu sintetizar toda a estrutura de DNA da bactéria unicelular Mycoplasma mucoides, gerando um novo organismo capaz de se autorreproduzir. Os resultados do experimento foram publicados na revista Science e abriram espaço para uma grande discussão sobre a ética do procedimento.

"Por quase 15 anos, Ham Smith, Clyde Huchison e o resto de nossa equipe estiveram trabalhando por esta publicação de hoje - a conclusão com êxito do nosso trabalho de construir uma célula bacteriana, totalmente controlada por genoma sintético", disse Craig Venter, presidente do instituto a que dá nome, no artigo. "Esperamos revisões e o diálogo sobre as importantes aplicações deste trabalho para garantir que será usado para o benefício de todos", afirmou.

Para criar vida em laboratório, os pesquisadores se basearam no sequenciamento do genoma da bactéria e redesenharam, em computador, a estrutura do DNA da espécie. Sem utilizar qualquer pedaço de DNA natural, eles sintetizaram quimicamente o genoma completo e o transportaram para uma célula de uma levedura (espécie unicelular de fungo), onde desenvolveu-se um cromossomo artificial.

O genoma sintético inteiro foi então isolado da célula de levedura e transplantado em uma célula recipiente da espécie Mycoplasma capricolum cujos genes haviam sido removidos. Depois de dois dias, com a autorreprodução do organismo, já era possível observar o aumento no número de bactérias M. mycoides, cujo DNA era totalmente artificial.

Antes disso, os mesmos pesquisadores já haviam obtido sucesso na criação de genoma artificial e, em outro experimento, na transferência de genoma de M. mycoidespara a célula de uma M. capricolum. Utilizando as duas técnicas já dominadas, foi possível criar a primeira bactéria viva e capaz de se reproduzir com genoma artificial.

Polêmica

Vários cientistas receberam o anúncio da criação de vida em laboratório com desconfiança. "Este é um momento da caixa de Pandora - como a divisão do átomo ou a clonagem da ovelha Dolly, todos teremos de lidar com as consequências dessa experiência alarmante", disse o presidente do Action Group on Erosion, Technology and Concentration (ETC Group), Pat Mooney, ao jornal britânico Daily Mail.

"Ele não está simplesmente copiando vida artificialmente ou modificando vida com engenharia genética. Ele está caminhando para a função de Deus: criar vida artificial que jamais poderia existir", disse Julian Savulescu, professor de ética da Univeridade de Oxford. "Isso pode ser usado no futuro para criar armas biológicas poderosas".

O editor de ciência do Daily Mail, Michael Hanlon, também questionou o trabalho em um artigo opinativo publicado no site do periódico. Hanlon classificou Venter como um "showman" e "mestre em autopromoção" e disse que o feito abre um leque de questionamentos que vão desde "para que isso será útil?" até "teremos que redefinir o que é a vida?".

"A bacteria dele [Craig Venter] parece ser frágil e débil; estamos a um longo caminho de superpragas sintéticas, e ainda mais distantes de um animal ou uma planta artificial. Mas é difícil fugir da sensação de que uma fronteira foi cruzada. O problema é que está longe de se saber aonde vamos a partir de agora", escreveu.

Do outro lado da polêmica, o especialista em biologia sintética Paul Freeman, codiretor do EPSRC Centre for Synthetic Biology do Imperial College, em Londres, acredita que estamos diante de um "avanço extraordinário". Em entrevista à BBC, ele disse que o estudo de Venter e sua equipe pode marcar o início de uma nova era na biotecnologia.

A revista The Economist faz várias ressalvas, mas classifica a vida artificial como "uma coisa maravilhosa". "Esse feito poderia provar o domínio do homem sobre a natureza de uma forma mais profunda que a detonação da primeira bomba atômica. A bomba, embora justificada pelo contexto da Segunda Guerra Mundial, foi puramente destrutiva. Biologia tem a ver com nutrição e crescimento". O artigo opinativo da publicação prossegue: "Para o bem ou para o mal, está aí. Criar vida não é mais uma prerrogativa dos deuses".

De acordo com o The New York Times, o assunto chegou ao presidente norte-americano Barack Obama, que pediu à comissão de bioética da Casa Branca realizar um estudo sobre as questões suscitadas pela biologia sintética e apresentar em seis meses as conclusões. Ainda segundo o jornal, Obama disse que o empreendimento levantou "verdadeiras preocupações", embora ele não tenha especificado quais.

O Instituto Craig Venter declarou que sua equipe tem se preocupado com os questionamentos da sociedade desde o início do trabalho. "Em 1995, enquanto o grupo estava fazendo a pesquisa no genoma mínimo, o trabalho passou por uma revisão ética significativa por um painel de especialistas da Universidade da Pensilvania", afirma a instituição. "As deliberações do grupo biolético independente resultaram em uma decisão unânime de que não havia razões éticas para que o trabalho não continuasse".

A entidade explica ainda que recebeu em dezembro de 2008 um financiamento da Fundação Alfred P. Sloan para examinar questões éticas e sociais associadas ao desenvolvimento da ciência da síntese genômica. "A investigação em andamento tem a intenção de informar a comunidade científica bem como informar políticos e jornalistas para que eles possam participar de discussões sobre o assunto".

Ao comentar o assunto, o Vaticano preferiu não entrar em detalhes e limitou-se a dizer que era necessário cautela. O porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, disse ser "necessário saber mais" do tema para falar. "É necessário esperar, para saber mais do caso", disse à imprensa Lombardi.

10 Sinais de que você está bebendo pouca água


Os benefícios de beber água nós já conhecemos! Manter o corpo hidratado faz bem para a saúde, mantém nossa imunidade fortalecida e ainda ajuda a emagrecer, como já contei aqui para vocês. Por isso vale ficarmos atentos aos 10 sintomas que mostram que o organismo está pedindo socorro, ou seja, ÁGUA!

Mas, afinal quanto de água nosso corpo precisa? O recomendado por especialistas é pegar o seu peso e multiplicar por 35. O resultado é a quantidade em litros de água que devemos beber por dia. Considerando que são necessários 35 ml de água para kg de peso corporal. Claro que também vai influenciar as atividades que realizamos. Além disso, uma alimentação equilibrada ajuda na manutenção desse líquido em nosso organismo. Muitos alimentos inclusive possuem função hidratante.

O ideal é manter o equilíbrio, sempre observando o seu corpo! Confiram abaixo a seleção dos principais sinais de que o corpo está precisando de mais água!


1. Dor de cabeça
A desidratação pode causar a dor de cabeça tensional, causada por alterações na dilatação dos vasos sanguíneos da cabeça.

2. Constipação intestinal
A água é o principal componente dos sucos gástricos, pancreáticos e da bile, a sua falta torna a digestão mais lenta e pode ainda ocasionar acúmulos no intestino grosso, provocando prisão de ventre. Muita gente tem uma dieta rica em fibras e reclama que tem o intestino preso. Atenção! Pode ser falta de água.

3. Desidratação visível
Pele seca querendo ficar áspera, envelhecimento precoce, boca e olhos secos, urina escura demais, são sintomas visíveis mostram que você precisa urgente de água. Ela é quem lubrifica sua mucosa da boca e garganta, é quem ajuda a eliminar impurezas tanto no suor como na urina. E é quem vai hidrata a pele e a deixa com aparência saudável.

4. Dor nas articulações
A água está presente em um fluido encontrados nas articulações e funciona como um lubrificante. Com a desidratação sentimos dores e não aguentamos movimentos muito fortes ou repetitivos.

5. Imunidade baixa
A falta de água diminui a resistência física, deixa as vias aéreas secas e impossibilita a expulsão de todas as impurezas do organismo, que acaba debilitado.

6. Cansaço e mau humor
A água mantém a temperatura do corpo, na falta dela, a ação enzimática desacelera, causando cansaço, desânimo e mau humor.

7. Fome
Às vezes, julgada como “gula”, a fome fora de hora pode ser na verdade desidratação. O hipotálamo, área localizada no cérebro, manda a informação que o organismo precisa ser hidratado e dificilmente reconhecemos a sensação, principalmente se não temos o costume de beber água, e supomos que seja vontade de comer. Isso não é tão ruim, já que os alimentos possuem água.

8. Inchaço
A retenção de líquidos, que normalmente é o que nos faz sentirmos inchados, é ocasionada pela dupla: excesso de sódio e falta de água e no organismo.

9. Metabolismo lento
A desidratação faz o metabolismo trabalhar mais lentamente. Por isso, se está de dieta e mesmo assim está demorando muito para emagrecer, pode ser falta de água!

10. Muita sede
E por fim e não menos importante, a sede propriamente dita. Se você está sentindo sede é porque está desidratado. Então não espere sentir essa vontade enorme de beber água.

Espero que tenham curtido as dicas! Para os que não curtem muito beber água ou estão começando agora a incluí-la em sua vida, apostem nas águas aromatizada. São fáceis de preparar, ganham um gostinho e continuam com a mesma eficácia e sem calorias, assim como a água.

E para uma saúde 100% e facilidade na hora de emagrecer, além de bebermos água na quantidade ideal, devemos apostar em uma alimentação equilibrada! 


Vetor e imagens: Shutterstock.