Últimas

Mescalina

ATENÇÃO!!!
ESSE ESPAÇO VISA UM MAIOR ESCLARECIMENTO SOBRE OS EFEITOS DAS DROGAS NO ORGANISMO HUMANO, TODO MATERIAL TRATA-SE DE MATÉRIA DE ESTUDO, SEM A MINÍMA APOLOGIA A QUALQUER TIPO DE DROGA, DÊ PREFERÊNCIA  A VIDA "NÃO USE DROGAS".

A mescalina é um alucinógeno natural extraível do cacto peiote (Lophophora williamsii), como de uma série de outros. Sua fórmula química é 3,4,5-trimetoxifeniletilamina.


História

A mescalina era usada, inicialmente, em rituais e práticas etnomédicas de várias tribos pré-hispânicas. Ela foi isolada em 1896 e sintetizada em 1919. Uma descrição da utilização do cacto Anhalonium Lewinii, ou botão de mescal, por índios Kiowa do Novo México foi realizada por Havelock Ellis, em 1898, num artigo intitulado "Mescal: um novo paraíso artificial. Seus efeitos psicofisiológicos na mente humana foram descritos como resultantes da ação de uma substância alucinógena em 1927 por Ernst Spath que sintetizou o elemento ativo desse cacto, a mescalina, em laboratório em 1919, publicando em seguida o mais extenso estudo sobre ela "Der Meskalinrausch" (The Mescaline High), em 1927. Por volta da década de 60 ela se torna popular, impulsionada pela obra de Carlos Castañeda que descreve seu uso entre os índios Yaquis. A obra "As portas da percepção" de Aldous Huxley, 1954, também teve como base os estudos descritivos dos efeitos dessa substância na mente humana. A utilização indígena, por sua vez, apesar de proibida e combatida pela igreja e governo americano, sofreu contínua expansão até a consolidação e reconhecimento jurídico da Native American Church.

Posteriormente se descobriu que algumas espécies de cacto (da tribo Trichocereeae, gênero Echinopsis) utilizadas por curandeiros da região andina também contém mescalina, em especial as espécies Echinopsis pachanoi e Echinopsis peruviana. A faixa de concentração de mescalina em espécies cultivadas de Echinopsis, situa-se de a partir de 0,053% até 4,7% em peso seco. 

Efeitos

Positivos:
Sentimento de Introspecção.
Brilho mais intenso das cores.
Alucinações visuais de olhos abertos e fechados.
Sinestesia (consiste na mistura entre os sentidos sensoriais. Ex:cheirar uma cor ou ouvir um gosto).
Euforia.
Risadas.
Aumento da energia corporal (Estimulante).
Tato mais intenso
Sensações felizes e de estar sonhando.
Sensações de esperança e rejuvenescimento
Aumento da percepção espiritual, experiências esotéricas profundas


Neutros:
Mudança na consciência.
Perda de apetite.
Mudança na temperatura corporal.
Pensamentos e fala incomuns.
Atenção incomum em pequenos detalhes ou grandes conceitos; mudanças no significado ou significância das experiências.
De leve a extrema deficiência de atenção.
Mudanças na percepção de tempo
Mudanças na percepção da realidade.
Mudanças no autocontrole
Sensações corporais incomuns
Leveza do Ego
Dilatação das pupilas.
Vasodilatação.
Tremores corporais.
Necessidade de urinar (no começo da experiência, provavelmente devido à forma de ingestão)
Cansaço


Negativos:
(A probabilidade de efeitos colaterais negativos aumentam com a dose ingerida)
Náusea e/ou vômitos.
Dores no pescoço e opressão física no peitoral (durante o começo da experiência).
Falta de ar.
Mudanças desconfortáveis na temperatura (calafrios/suor).
Confusão, dificuldade na concentração e problemas com atividades que requerem atenção linear.
Dificuldade na comunicação.
Inibição da libido.
Insônia.
Visões desagradáveis ou assustadoras.
Pensamentos indesejáveis, impressionantes, inclusive: depressão, ansiedade.
Paranoia, medo e pânico.

Na descrição de Aldous Huxley: (1) a capacidade de lembrar-se e raciocinar corretamente não sofre redução perceptível; (2) as percepções visuais tornam-se grandemente intensificadas, desligando-se o percebido (senso) descrição conceptual automática, reduzindo-se também o interesse por exploração do espaço; (3) reduz-se a inquietação e a atividade motora voluntária; (4) Ocorrem percepções sucessivas e simultâneas do exterior / interior isenta de angústias.