Sífilis entre adultos cresce 603% em seis anos em SP

Treponema pallidum, bactéria causadora da sífilis: faixa etária com mais prevalência da doença é a de 40 a 49 anos 

Fabiana Cambricoli, do Estadão Conteúdo

O número de casos de sífilis adquirida por adultos teve salto expressivo em seis anos no Estado de São Paulo. 

Dados da Secretaria Estadual da Saúde divulgados na segunda-feira, 8, mostram que, entre 2007 e 2013, o número de novas notificações da doença passou de 2.694 para 18.951, alta de 603%. 

No fim de maio, o Estado já havia revelado, com base em dados nacionais, crescimento de 1.047% das notificações da doença entre grávidas e de 135% dos casos congênitos.

As estatísticas estaduais mostram que, entre o público em geral, a prevalência é maior entre os homens. 

Das 73.366 notificações registradas no Estado entre janeiro de 2007 e junho de 2014, 60,3% foram diagnosticadas entre pacientes do sexo masculino. 

A faixa etária com mais prevalência da doença é a de 40 a 49 anos, com 18,2% dos novos casos diagnosticados no período. 

"A prevalência nessa idade é maior porque a sífilis é uma doença antiga e pode ficar anos sem sintomas, mas foi entre os jovens que observamos a maior taxa de crescimento", revela Artur Kalichman, coordenador adjunto do programa estadual de DST/Aids. 

Ele afirma que a alta de casos está associada diretamente à diminuição do uso de preservativos e à melhoria do sistema de notificação. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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