"Cell-fies" podem ser o futuro da medicina, dizem cientistas

A fita é feita a partir de um material fino, leve e flexível para o diagnóstico de amostras de sangue e saliva. 

Marina Demartini, de EXAME.com

São Paulo -- Marcar consultas médicas e fazer exames em locais especializados poderá não ser mais necessário em alguns casos. Pelo menos é o que afirmam os pesquisadores das universidades de Stanford, Florida Atlantic e Harvard, em artigo publicado no site Scientific Reports

Os cientistas criaram uma película sensível que pode detectar vírus como o HIV e a Staphylococcus aureus — uma bactéria que provoca diversas doenças, desde infecções simples até as mais graves — dentro da casa do próprio paciente. 

A utilização da plataforma é ainda mais fácil. A pessoa só precisa colocar uma amostra de saliva ou sangue em cima da fita, que é feita de celulose e plástico flexível. 

Cada filme é produzido para detectar um tipo específico de bactéria ou vírus. Caso tal célula estiver presente, ela irá se tingir de uma cor azulada para se destacar do restante da amostra. 

O paciente, então, utiliza um aplicativo de smartphone para enviar uma foto ou uma "cell-fie" — do inglês célula (cell) própria (self), uma brincadeira com o termo "selfie", que significa fotografar o próprio rosto — da película para o médico fazer o diagnóstico. 

De acordo com os pesquisadores, a nova tecnologia serve para detectar uma gama de doenças até nas áreas mais remotas do planeta e poderia ajudar os médicos no monitoramento de tratamentos. 

Além disso, as fitas podem ser utilizadas para encontrar bactérias em outras substâncias, como comida e água, para ajudar na prevenção de doenças veiculadas a alimentos.

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