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Reprodução é possível sem cromossomo do homem, diz estudo

michaeljung/Thinkstock
Gravidez: até agora acreditava-se que o cromossomo Y era imprescindível
Da EFE

Washington - A concepção de filhos do sexo masculino é possível na reprodução assistida sem a necessidade de envolver o cromossomo Y do homem, que até agora se acreditava ser imprescindível, segundo um estudo da Universidade do Havaí (UH).

O cromossomo Y é substituível por outros cromossomos homólogos que podem ser produzidos de forma artificial, razão pela qual este avanço científico abre mais uma porta na reprodução assistida, de acordo com o estudo publicado nesta quinta-feira pela revista "Science".

O cromossomo Y é o que distingue o sexo do bebê: sua presença determina que será um homem já que as mulheres, por outro lado, têm um duplo cromossomo X.

"O cromossomo Y é um símbolo de masculinidade, presente só em homens, e que codifica genes importantes para a reprodução masculina", destacou a "Science".

A equipe de pesquisadores da UH, liderados por Monika A. Ward, professora no instituto de pesquisa biogenética, estudou o tema durante dois anos com ratos.

"Muitos dos genes do cromossomo Y são necessários para o desenvolvimento e a maturidade do esperma e a fertilização normal, tanto em ratos como humanos. No entanto, quando se trata da reprodução assistida, demonstramos agora que, nos ratos, a contribuição do cromossomo Y não é necessária", explicou Ward.

Assim, no Havaí já há duas gerações de ratos machos desprovidos do cromossomo Y, que têm todas as capacidades dos ratos machos "normais" e os esforços se centram agora em extrapolar essas propriedades à reprodução humana.

Aborto de microcefalia com risco de morte é legal, diz juiz

Loic Venance/AFP
Gravidez: ele não descarta a possibilidade de casos assim baterem à porta do Judiciário

José Maria Tomazela, do Estadão Conteúdo

Sorocaba - O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida de Goiânia (GO), disse nesta terça-feira, 26, que a interrupção da gravidez em casos de microcefalia severa, com previsão de morte do feto, tem amparo legal.

Segundo ele, o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu por essa possibilidade ao autorizar a interrupção da gravidez em caso de anencefalia - mal que impede a formação do cérebro.

Ainda segundo o magistrado, embora Estados brasileiros enfrentem epidemia de microcefalia associada ao zika vírus, nenhum dos casos de gestação foi parar na Justiça, por isso ele fala em tese.

"No caso de microcefalia severa, naquele em que o bebê não tem condições de ter um minuto sequer de vida, aplica-se o mesmo viés, ou seja, é possível a interrupção da gravidez. Isso não está no ordenamento jurídico formal, mas é o entendimento dado pelo STF", disse.

Ele não descarta a possibilidade de casos assim baterem à porta do Judiciário.

"No futuro, podemos ter uma situação em que o médico vai dizer à mãe que o feto não sobreviverá e ela vai pedir autorização para interromper a gravidez. A microcefalia é um fato novo e nós juízes temos de pensar em como vamos agir."

Alcântara está de férias e falou ao jornal O Estado de S. Paulo por telefone. Segundo ele, cada caso deve ser analisado com ponderação. "Estamos falando de casos de natimortos.

Se tiver um mínimo de possibilidade de vida, ainda que o bebê apresente má-formação, como por exemplo, a falta de um pé ou um braço, o juiz não vai dar autorização."

As condições do feto devem ser atestadas pelos laudos de três médicos diferentes e o parecer do Ministério Público deve ser favorável ao aborto, explicou.

Juiz há 22 anos, Alcântara ficou conhecido por ter autorizado 12 abortos por anencefalia em Goiás, além de interrupção de uma gravidez pela Síndrome de Edwards, em que o crânio e o corpo do feto eram disformes, e de outra pela anomalia de Body-Stalk, doença rara e fatal.

Ele disse que falou sobre a microcefalia ao ser procurado por uma equipe da BBC de Londres, que fazia reportagem sobre a doença, e reconhece que o assunto é polêmico.

De acordo com o juiz, suas decisões nem sempre são bem vistas, sobretudo pela Igreja Católica, que não aprova o aborto em qualquer circunstância. "A gente, como juiz, não pode decidir pensando na religião, mas na aplicação da lei", disse.

'Fome oculta': o mal que afeta 2 bilhões de pessoas no mundo

© Thinkstock Má alimentação: cansaço frequente pode ser um sintoma da "fome oculta"

A definição da palavra fome, de acordo com o dicionário Michaelis, é a sensação causada pela necessidade de comer. Esse desejo pode estar ligado apenas ao prazer de comer ou, também, à necessidade de nutrientes indispensáveis para o ser humano. A segunda hipótese é o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) chama de “fome oculta”.

Esse mal atinge cerca de dois bilhões de pessoas em todo mundo – ou seja, uma em cada quatro pessoas são afetadas. A “fome oculta” é uma deficiência contínua de vitaminas e nutrientes, que pode favorecer a curto e a médio prazo o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e cânceres.

No entanto, se engana quem pensa que o mal afeta apenas pessoas magras ou abaixo do peso. “Não está necessariamente ligada às pessoas que passam fome. Quem está com excesso de peso também pode ter os sintomas da ‘fome oculta’”, explica a nutricionista Mariana Nacarato, em entrevista a EXAME.com.

E quais seriam esses sintomas? De acordo com Nacarato, o paciente não sente a falta desses nutrientes inicialmente. “Porém, ao longo do tempo, ele começa a sentir um cansaço frequente, os olhos podem ficar amarelados e também pode ocorrer a queda de cabelo.”

Ela conta que a melhor maneira de diagnosticar o mal é a partir de um exame de sangue. A maioria das pessoas com “fome oculta” apresentam anemia e outros quadros de deficiência de nutrientes.
Prevenção e cuidados

Para recuperar as vitaminas, a nutricionista indica o uso de suplementos artificiais. No entanto, Nacarato alerta que o melhor tratamento ainda é ter uma alimentação saudável. “Se a pessoa voltar aos hábitos errados que tinha, não adianta usar os suplementos”. Desse modo, para ela, a refeição deve ser variada e "colorida" com muitos vegetais e frutas.

Ela ainda explica que já existem muitos alimentos que possuem vitaminas e nutrientes adicionados em sua composição. “A farinha de trigo recebe ferro e ácido fólico extra por determinação do governo, por exemplo”. Também há outras comidas que são fortificadas pela própria indústria para que algumas vitaminas sejam entregues ao consumidor.

As três maiores carências nutricionais mundiais, segundo a OMS, são as de vitamina ‘A’, ferro e iodo. Nacarato explica que os alimentos ricos nesses nutrientes são hortaliças e legumes alaranjados, carnes vermelhas, feijão, peixes e algas.

Apesar de a organização focar nessas vitaminas, a nutricionista enfatiza a necessidade de uma alimentação balanceada. “Temos que sempre olhar para o valor nutricional de cada alimento”, finaliza.

Marina Demartini

Mescalina

ATENÇÃO!!!
ESSE ESPAÇO VISA UM MAIOR ESCLARECIMENTO SOBRE OS EFEITOS DAS DROGAS NO ORGANISMO HUMANO, TODO MATERIAL TRATA-SE DE MATÉRIA DE ESTUDO, SEM A MINÍMA APOLOGIA A QUALQUER TIPO DE DROGA, DÊ PREFERÊNCIA  A VIDA "NÃO USE DROGAS".

A mescalina é um alucinógeno natural extraível do cacto peiote (Lophophora williamsii), como de uma série de outros. Sua fórmula química é 3,4,5-trimetoxifeniletilamina.


História

A mescalina era usada, inicialmente, em rituais e práticas etnomédicas de várias tribos pré-hispânicas. Ela foi isolada em 1896 e sintetizada em 1919. Uma descrição da utilização do cacto Anhalonium Lewinii, ou botão de mescal, por índios Kiowa do Novo México foi realizada por Havelock Ellis, em 1898, num artigo intitulado "Mescal: um novo paraíso artificial. Seus efeitos psicofisiológicos na mente humana foram descritos como resultantes da ação de uma substância alucinógena em 1927 por Ernst Spath que sintetizou o elemento ativo desse cacto, a mescalina, em laboratório em 1919, publicando em seguida o mais extenso estudo sobre ela "Der Meskalinrausch" (The Mescaline High), em 1927. Por volta da década de 60 ela se torna popular, impulsionada pela obra de Carlos Castañeda que descreve seu uso entre os índios Yaquis. A obra "As portas da percepção" de Aldous Huxley, 1954, também teve como base os estudos descritivos dos efeitos dessa substância na mente humana. A utilização indígena, por sua vez, apesar de proibida e combatida pela igreja e governo americano, sofreu contínua expansão até a consolidação e reconhecimento jurídico da Native American Church.

Posteriormente se descobriu que algumas espécies de cacto (da tribo Trichocereeae, gênero Echinopsis) utilizadas por curandeiros da região andina também contém mescalina, em especial as espécies Echinopsis pachanoi e Echinopsis peruviana. A faixa de concentração de mescalina em espécies cultivadas de Echinopsis, situa-se de a partir de 0,053% até 4,7% em peso seco. 

Efeitos

Positivos:
Sentimento de Introspecção.
Brilho mais intenso das cores.
Alucinações visuais de olhos abertos e fechados.
Sinestesia (consiste na mistura entre os sentidos sensoriais. Ex:cheirar uma cor ou ouvir um gosto).
Euforia.
Risadas.
Aumento da energia corporal (Estimulante).
Tato mais intenso
Sensações felizes e de estar sonhando.
Sensações de esperança e rejuvenescimento
Aumento da percepção espiritual, experiências esotéricas profundas


Neutros:
Mudança na consciência.
Perda de apetite.
Mudança na temperatura corporal.
Pensamentos e fala incomuns.
Atenção incomum em pequenos detalhes ou grandes conceitos; mudanças no significado ou significância das experiências.
De leve a extrema deficiência de atenção.
Mudanças na percepção de tempo
Mudanças na percepção da realidade.
Mudanças no autocontrole
Sensações corporais incomuns
Leveza do Ego
Dilatação das pupilas.
Vasodilatação.
Tremores corporais.
Necessidade de urinar (no começo da experiência, provavelmente devido à forma de ingestão)
Cansaço


Negativos:
(A probabilidade de efeitos colaterais negativos aumentam com a dose ingerida)
Náusea e/ou vômitos.
Dores no pescoço e opressão física no peitoral (durante o começo da experiência).
Falta de ar.
Mudanças desconfortáveis na temperatura (calafrios/suor).
Confusão, dificuldade na concentração e problemas com atividades que requerem atenção linear.
Dificuldade na comunicação.
Inibição da libido.
Insônia.
Visões desagradáveis ou assustadoras.
Pensamentos indesejáveis, impressionantes, inclusive: depressão, ansiedade.
Paranoia, medo e pânico.

Na descrição de Aldous Huxley: (1) a capacidade de lembrar-se e raciocinar corretamente não sofre redução perceptível; (2) as percepções visuais tornam-se grandemente intensificadas, desligando-se o percebido (senso) descrição conceptual automática, reduzindo-se também o interesse por exploração do espaço; (3) reduz-se a inquietação e a atividade motora voluntária; (4) Ocorrem percepções sucessivas e simultâneas do exterior / interior isenta de angústias.

Implante espinhal pode fazer paralíticos voltarem a andar

Divulgação
E-Dura: implante estimula nervos responsáveis pelo movimento das pernas

São Paulo - Ratos com diversos danos na espinha dorsal conseguiram voltar a andar por meio de um implante, indicando um novo tratamento para pessoas com paralisia.

Um grupo de cientistas franceses criou uma fita protética, equipada com eletrodos e esticada ao longo da medula espinhal.

A prótese é maleável e consegue se adequar aos tecidos que revestem a espinha dorsal, evitando desconforto ao paciente.

Ratos com paralisia que receberam o implante foram capazes de andar sozinhos após algumas semanas de treinamento.

Os pesquisadores da Ecole Polytechinque Fédérale de Lausanne, na França, acreditam que o aparelho pode durar 10 anos em humanos, antes de precisar ser trocado.

O implante, chamado de "e-Dura", é eficiente pois imita o tecido mole que fica ao redor da espinha (o dura-máter), de forma que o organismo não rejeita sua presença.

"Nosso implante e-Dura pode permanecer por um longo período de tempo na medula espinhal ou cortex", afirma o professor Stéphanie Lacour, que participa do projeto.

"Isso abre novas possibilidades terapêuticas para pacientes que sofrem de traumas ou distúrbios neurológicos, especialmente indivíduos que ficaram paralisados após sofrerem danos na espinha", diz Lacour.

Maleabilidade - Experimentos anteriores mostraram que eletrodos e substâncias químicas implantadas na espinha podem assumir o lugar do cérebro e estimular nervos, fazendo com que as pernas se movam involuntariamente quando acionadas.

Esse é o primeiro estudo a mostrar que um simples dispositivo pode ajudar ratos a andar novamente e ser tolerado pelo organismo.

Os cientistas tiveram problemas para encontrar um aparelho que pudesse ser inserido próximo à espinha ou cérebro.

Isso porque ambos os órgãos são revestidos por um tecido que inflamar ou ser ferido pela superfície dura de implantes.

O novo dispositivo, porém, é flexível o suficiente para ser inserido diretamente na medula espinhal. Ele imita as propriedades mecânicas do tecido vivo e pode fornecer impulsos elétricos e drogas que ativam as células.

O implante é feito de silício e coberto com fios de ouro capazes de conduzir eletricidade.

Os eletrodos são de platina e também podem ser entortados em qualquer direção, sem quebrar.

O dispositivo foi testado principalmente em casos de danos na medula espinhal em ratos paralisados, mas os pesquisadores acreditam que ele poderá ser usado em pacientes com epilepsia, mal de Parkinson e com dores crônicas.

Os cientistas esperam começar os testes clínicos em humanos nos próximos anos.

Vacina contra Zika pode ser desenvolvida em 2 anos

Elza Fiúza/ Agência Brasil
Marcelo Castro: “Estamos estudando, contactando, agindo”, disse o ministro

Aline Leal, da AGÊNCIA BRASIL

Brasília - O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse hoje (11) que a grande aposta contra o vírus Zika é o desenvolvimento de uma vacina. Segundo ele, a conclusão dos estudos sobre o imunizante deve demorar pelo menos dois anos.

O prazo será menor que o tempo para a elaboração da vacina contra a dengue, que demorou cerca de 20 anos para ser concluída e combina proteção contra quatro sorotipos do vírus.

A vacina contra o Zika, que está relacionado à ocorrência de microcefalia, protegerá contra um.

“Estamos estudando, contactando, agindo”, disse o ministro em conversa com jornalistas no Ministério da Saúde na tarde de hoje (11).

“Enquanto a vacina não vem, o importante é não deixar o mosquito [Aedes aegypti] nascer, porque quando ele nasce é um perigo ambulante”.

Castro citou um modelo de combate ao Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue, da febre chikungunya e do virus Zika, usado no município de Água Branca, no Piauí, que, segundo ele, é “simples e eficiente”.

Os agentes de saúde da cidade saem de casa em casa procurando focos do mosquito e colam selos vermelhos nas portas das residências onde são encontrados criadouros. As casas livres de Aedes aegypti recebem um selo verde.

“Aquilo fica exposto e todo mundo quer ter o selo verde. Foi uma mobilização muito grande na cidade e todo mundo fez o dever de casa para que, quando o agente voltasse, já tivesse tudo cumprido para receber o selo verde”, disse o ministro.

Em 2015, o município piauiense registrou quatro casos de dengue. Em todo o Piauí, foram mais de 7,5 mil casos da doença.

Dengue Segundo Castro, a Sanofi Pasteur, fabricante da Dengvaxia – primeira vacina contra a dengue registrada no Brasil – estima que cada dose deverá custar cerca de 20 euros.

Para a total proteção contra a doença, serão necessárias três doses do imunizante. O valor oficial será estipulado pela Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos e só depois disso a vacina poderá ser vendida no país.

A distribuição dessa vacina na rede pública de saúde ainda será avaliada, segundo o ministro, que a considera “cara”.

O governo aposta em um imunizante que está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantã, que deverá custar um terço da Dengvaxia e proteger em apenas uma dose, mas ainda levará um ano para ficar pronto.

Casos de microcefalia já ultrapassam a marca de 3 mil

Philippe Huguen/AFP
Bebê: os casos de microcefalia já alcançam 21 Unidades da Federação

Lígia Formenti, do Estadão Conteúdo

Brasília - O avanço da microcefalia no país persiste. Dados divulgados nesta terça, 5, pelo Ministério da Saúde mostram que casos da má-formação subiram 6,6% em uma semana, alcançado a marca de 3.174 registros, ante os 2.975 casos apresentados na semana passada.

A doença também se espalha em território nacional. Menos de dois meses depois de o Ministério da Saúde decretar estado de emergência nacional em virtude do aumento de nascimento de bebês com o problema em Pernambuco, os casos já alcançam 21 Unidades da Federação.

Apenas os estados de Acre, Amapá, Paraná, Roraima, Santa Catarina e Rondônia não tiveram até o momento registros de bebês com suspeitas da síndrome, que em 90% leva os bebês a ter deficiência mental. O número de cidades com casos chega a 684.

O maior número de casos continua a ser apresentado por Pernambuco: 1.185, o equivalente a 37,33% do total registrado em todo o País. Em seguida, estão os estados da Paraíba (504), Bahia (312), Rio Grande do Norte (169), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (139), Mato Grosso (123) e Rio de Janeiro (118).

Nesta semana, um caso suspeito de microcefalia foi identificado no Amazonas, o primeiro desde que o acompanhamento começou a ser realizado por autoridades sanitárias.

A explosão do número de nascimentos de bebês com microcefalia foi relacionada pelo Ministério da Saúde à infecção do feto, ainda durante a gestação, pelo zika.

O vírus, transmitido pelo mesmo vetor da dengue e da chikungunya, o Aedes aegypti, chegou ao País em 2015 e provocou uma epidemia nos Estados do Nordeste. Exames em fetos com microcefalia identificaram a presença do vírus no líquido amniótico de dois fetos.

O ministério recomenda que gestantes mantenham o acompanhamento e consultas de pré-natal e que adotem medidas para tentar evitar picadas do mosquito: uso de blusas de manga longa e calças, a aplicação de repelentes e, se possível, colocar telas em portas e janelas.

"O uso de roupas de manga longa é desafiador, diante do calor feito no País", reconheceu o professor de saúde coletiva da Universidade Federal de Goiás, João Bosco Siqueira Filho.

"E telas as casas representa um investimento que nem todos podem arcar. Mas são medidas que podem ajudar", completou.

Diante do aumento de casos, o governo formou uma força-tarefa, integrada por 19 ministérios, para combater o Aedes aegypti.

Em dezembro, o Ministério da Saúde enviou mais 17,9 toneladas de Larvicida para os estados do Nordeste e Sudeste, totalizando 114,4 toneladas para todo o País.

Itália relaciona casos de câncer a lixo tóxico da máfia

Getty Images
Representação de célula cancerígena: EGFR está relacionado com a capacidade do tumor de se multiplicar e migrar para outros locais


Roma - Uma pesquisa encomendada pelo Parlamento italiano confirmou que a presença de lixo tóxico tem gerado uma taxa mais alta que o normal de incidência de câncer e de mortes entre residentes da região de Nápoles. O impacto na saúde é consequência de décadas de depósito ilegal de lixo tóxico pela organização mafiosa local, a Camorra.

A pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde considerou que há uma necessidade crítica de tratar dos bebês de províncias como Nápoles e Caserta que estão sendo hospitalizados no primeiro ano de vida por ocorrência "excessiva" de tumores, em especial tumores no cérebro.

O estudo culpa as taxas maiores do que o esperado de exposição a "uma combinação de agentes contaminantes do meio ambiente". A contaminação, diz a pesquisa, pode estar vindo de locais ilegais de depósito de lixo tóxico e da queima ilegal de lixo.

Moradores há muitos anos reclamam dos efeitos adversos do lixo para a saúde. A contaminação do subsolo afeta os poços que irrigam as plantações de vegetais responsáveis pelo abastecimento de boa parte do centro e sul da Itália. Ao longo dos anos, a polícia lacrou centenas de plantações porque seus poços de irrigação continham altos níveis de chumbo, arsênico e do solvente industrial tetracloreto.

Autoridades dizem que a contaminação ocorre devido a um negócio multibilionário da Camorra no depósito de lixo tóxico, a maioria com origem em indústrias da região rica do norte da Itália às quais não fazem perguntas sobre o destino do lixo desde que ele seja levado para longe. Nos últimos anos, ex-membros da Camorra revelaram como o esquema funcionava, com o direcionamento da polícia para endereços específicos onde o lixo era jogado.

Em 2014, uma lei determinou que o Instituto Nacional de Saúde, uma entidade pública pertencente ao Ministério da Saúde, reportasse as taxas de morte, hospitalização e câncer em 55 municípios da região.

Porto Rico confirma primeiro caso de Zika vírus

Arquivo/Agência Brasil
O zika virus, a dengue e a chikungunya, são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.


San Juan - Porto Rico confirmou seu primeiro caso de Zika, o vírus transportado pelo mosquito Aedes aegypti e que tem sido associado por autoridades brasileiras a casos de microcefalia no país, disse na quinta-feira um congressista norte-americano.

Pedro Pierluisi, representante de Porto Rico no Congresso norte-americano, afirmou em comunicado que seu gabinete está em contato com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, que confirmou o primeiro caso de Zika na ilha.

"Não há razão para pânico, e as pessoas devem continuar tomando as medidas normais para evitar picadas de mosquitos, como usar repelente e vestir calças e camisas de manga longa", disse Pierluisi.

O Zika foi descoberto na África na década de 1940, mas não tinha sido reportado nas Américas até o ano passado.

Além de Brasil, casos confirmados de Zika ocorreram no Panamá, Venezuela, El Salvador, México, Suriname, República Dominicana, Colômbia, Guatemala e Paraguai, segundo autoridades da área da Saúde.

As autoridades brasileiras associaram o Zika a uma série de bebês nascidos com microcefalia, um defeito de nascença que limita seriamente a capacidade mental e física da criança.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o Brasil já registrou quase 2 mil casos de bebês nascidos com microcefalia, que consiste em cérebros menores do que o normal. A causa da epidemia ainda precisa ser esclarecida.

Dentre os sintomas do vírus estão febre moderada, brotoejas e conjuntivite, além de dores de cabeça e nas juntas.