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Nova vacina contra ebola tem 100% de eficácia em testes

(Foto: reprodução)

Uma vacina em testes na Guiné se provou 100% eficaz na prevenção ao contágio por ebola, segundo informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde.

Em testes preliminares, 4 mil pessoas próximas a pacientes com ebola receberam a vacina rVSV-ZEBOV imediatamente ou três semanas após a descoberta da contaminação. Nenhum dos 2.014 que foram vacinados imediatamente contraiu a doença.

Houve contaminação entre os que receberam a vacina com atraso de três semanas, mas ainda assim a taxa foi relativamente baixa: 16 pessoas.

Segundo o The Verge, um grupo independente de especialistas analisou os resultados e determinou que os testes deveriam ser ampliados. Desde 26 de julho todos no grupo de teste são vacinados imediatamente, não havendo mais grupos de espera, e também entrarão adolescentes entre 13 e 17 anos nos testes. Futuramente serão incluídos crianças de 6 a 12 anos.

Entre as cobaias estão os médicos que atuam na linha de frente, combatendo o ebola desde o início do surto atual, que infectou cerca de 27 mil pessoas no continente africano e matou 11 mil delas.

Coreia do Sul declara que está livre do vírus MERS

Turistas usam máscaras para evitar contração da MERS, na Coreia do Sul

Seul - A Coreia do Sul declarou nesta terça-feira que está livre da Síndrome Respiratória do Oriente Médio, o vírus MERS, que matou 36 pessoas e contagiou cerca de 200 vítimas desde que uma epidemia foi detectada, em maio.

O primeiro-ministro do país, Hwang Kyo-ahn, em uma reunião do governo, pediu para as pessoas retornarem à vida normal, já que o país não registrou nenhum novo caso do vírus em mais de três semanas. Mais de 16 mil pessoas foram isoladas em hospitais e em suas casas como uma medida implementada pelo governo para conter a epidemia. A última pessoa que estava em quarentena foi liberada na segunda-feira.

"De acordo com a avaliação de médicos especialistas e do governo, as pessoas podem se sentir seguras", disse Hwang durante a reunião.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em comunicado, afirmou que a epidemia está sob controle, afirmando que as medidas do serviço de saúde pública da Coreia do Sul foram responsáveis pelo resultado, como traçamento abrangente de pacientes, quarentena de vítimas e suspeitos de contaminação e fortalecimento da prevenção.

O MERS, descoberto em 2012, é causado por um coronavírus da mesma família que a gripe comum e o SARS. Fonte: Associated Press.

Cenoura, maçã e beber água ajudam a reduzir sintomas das dores de cabeça

CENOURA, MAÇÃ E BEBER ÁGUA AJUDAM A REDUZIR SINTOMAS DAS DORES DE CABEÇA

Numa pesquisa realizada em 2014 pelo Ibope com mil mulheres com idade entre 16 a 40 anos nas principais capitais do país, 75% das mulheres brasileiras são afetadas pelas temidas dores de cabeça. E são as mais jovens quem mais sofrem do incômodo.

Quando se trata de dor de cabeça, 56% das mulheres consultadas pela pesquisa sentem dores de cabeça pelo menos uma vez por semana sendo forte ou extremamente forte para 49%. A pesquisa corrobora os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde): 90% da população adulta mundial sofre, eventualmente, com algum tipo de dor de cabeça e a consideram, muitas vezes, como algo normal.

Uma dica é apostar em alimentos naturais como forma de reduzir os sintomas das dores de cabeça.

Cebola pode reduzir em até 14% chance de desenvolver câncer

Conhecida como um dos principais temperos, a cebola apresenta um sabor inconfundível, forte e ácido, e um cheiro penetrante. Muitas pessoas não suportam essas características do legume, principalmente quando cru sobre o prato. Mas é importante reconsiderar, pois, além de saborosa, o vegetal apresenta diversos benefícios para a saúde. 

A cebola é rica em diversas vitaminas como, por exemplo, vitamina A, B1, B2, B3 e C, além de fornecer ferro, cálcio, potássio, fósforo, magnésio e sódio ao nosso organismo, nutrientes importantes para manter um corpo saudável e prevenir algumas doenças. O vegetal também é indicado para as pessoas com problemas de circulação, uma vez que apresenta um alto grau de quercetina, um importante flavonoide que favorece a circulação sanguínea, e também o silício, que ajuda a prevenir trombose e o envelhecimento das veias e artérias. 

Um estudo do Instituto de Pesquisa Farmacológica Mario Negri, em Milão, na Itália, afirma que quem come cerca de uma cebola durante a semana, reduz em até 14% a probabilidade de desenvolver câncer. A pesquisadora Carlotta Galeone, estendeu a pesquisa e chegou à conclusão que a proteção que a cebola oferece está proporcionalmente ligada às porções ingeridas. Dessa forma, duas cebolas semanais são suficientes para derrubar em 56% a chance do câncer de laringe, em 43% o de ovários e em 25% o de rins. 

À primeira vista todos os tipos de cebola podem parecer do ponto de vista nutricional. Mas, apesar de apresentarem excelentes benefícios, existem algumas pequenas diferenças. Os tipos mais consumidos no Brasil são a cebola branca e a roxa. A cebola branca contém maior quantidade de cálcio e a roxa é mais rica em betacaroteno. Outro ponto que podemos destacar é a quantidade de calorias em cada uma, já que a tradicional apresenta 31,5 kcal em 100g, enquanto a roxa apresenta 34 kcal. 

Mesmo com a diferença no valor calórico, a cebola é uma ótima aliada para as pessoas que estão em dieta, seja para fornecer mais saúde ou para ajudar no emagrecimento. Seu alto teor de fibra melhora o trânsito intestinal e ajuda a eliminar as toxinas, evitando a retenção de líquidos. Além, é claro, de fornecer maior sensação de saciedade. 

Para finalizar, a cebola é ótima quando consumida junto com o alho. A dupla é capaz de reduzir a formação de cálculo biliar, aumentando a produção de duas enzimas responsáveis por formar quase 80% das pedras na vesícula.

Pesquisadores criam colírio capaz de dissolver cataratas sem necessidade de cirurgia

O colírio com lanosterol foi testado com sucesso em cachorros portadores da doença nos olhos

A catarata é uma opacidade no cristalino do olho e é responsável por cerca de metade dos casos de cegueira registrados no mundo. Apesar de essa doença ser tratável, as cirurgias são caras e precisam de profissionais altamente especializados. Isso é um problema para pacientes que vivem em países subdesenvolvidos e com sistemas de saúde precários. Mas um novo estudo, que usou colírios para regredir cataratas em cachorros, pode tornar o tratamento da doença mais barato e acessível.

A maioria dos casos de catarata é relacionada ao envelhecimento, mas algumas pessoas desenvolvem a doença após sofrer alguma lesão ou por terem nascido com uma anomalia genética. Interessada nesta última hipótese, a equipe do professor Kang Zhang, da Universidade da Califórnia, decidiu estudar duas famílias com filhos nascidos com catarata congênita.

Os cientistas descobriram que as crianças eram portadoras de uma mutação no gene que produz uma pequena molécula chamada lanosterol. A versão saudável dessa molécula impede que as proteínas causadoras da catarata se reproduzam no olho. Mas, em sua versão anormal, o lanesterol permite que as proteínas se reproduzam e causem a opacidade no cristalino.

Foto por: Divulgação
A equipe do professor Zhang desenvolveu um colírio contendo lanosterol, para ser usado no tratamento da catarata. Para verificar a eficácia do colírio, os pesquisadores retiraram o cristalino de coelhos portadores da doença e mergulhando-os, por seis dias seguidos, em uma solução de lanesterol. Ao final do teste, os cientistas descobriram que a solução reduzia a severidade da catarata e aumentava a claridade do cristalino.

Então, os cientistas mudaram de cobaia. "Resolvemos testar o efeito do colírio em cachorros com cataratas. Aplicamos o colírio duas vezes por dia durante seis semanas e descobrimos que ele efetivamente reduzia os efeitos da catarata", afirma Zhang. O estudo, publicado na revista científica Nature, durou apenas alguns meses, então é provável que as cataratas tenham voltado após os cachorros deixarem de receber o colírio.

Mas o professor Kang Zhang acredita que os colírios podem ter um papel importante na prevenção de cataratas que estejam em seus estágios iniciais. O objetivo dos pesquisadores é desenvolver um medicamento barato e eficaz que possa ser usado em regiões mais carentes, considerando o aumento na expectativa de vida média dos habitantes do planeta.

Fonte: Nature

Próteses sob medida revolucionam saúde

Imagens de tomografia do paciente, modelo em 3D do crânio e prótese sob medida projetada em software

Dinorah Ereno, da AGÊNCIA FAPESP

São Paulo - Uma prótese de titânio feita sob medida transformou a vida da estudante Jessica Alves Farias Cussioli, de 23 anos.

Após um grave acidente em setembro do ano passado, em Araçatuba, interior de São Paulo, quando caiu da moto e bateu a cabeça em uma caçamba de entulho, Jessica teve afundamento profundo na lateral direita do crânio, em uma região que começa nos olhos e vai até o alto da cabeça.

Oito meses depois, no dia 26 de maio, ela se tornou a primeira paciente a receber um implante craniofacial de titânio no Brasil, procedimento feito no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HC-Unicamp).

A fabricação da prótese feita sob medida pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biofabricação (INCT-Biofabris), sediado na Unicamp e financiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), faz parte de um longo processo de pesquisa e desenvolvimento multidisciplinar iniciado em 2009.

Além da Unicamp, participam do Biofabris as universidades de São Paulo (USP), as federais de São Paulo (Unifesp) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Instituto de Pesquisas Energética e Nucleares (Ipen) e o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), entre outras instituições.

“Trabalhamos no desenvolvimento de polímeros, biopolímeros, materiais metálicos e cerâmicos, destinados a diversas aplicações”, diz o engenheiro químico Rubens Maciel, professor da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp e coordenador do Biofabris.

Os estudos de desenvolvimento de novos materiais envolvem ainda testes in vitro e in vivo para avaliar se não causarão nenhum problema ao paciente, no caso de uma futura implantação.

“Sua atuação no organismo não pode ser nociva às células nem prejudicar o corpo no local onde está implantado.”

A operação de Jessica durou mais de oito horas e teve a participação de uma equipe médica composta por quatro cirurgiões plásticos e um neurocirurgião.

O procedimento cirúrgico foi a última etapa de um trabalho colaborativo que envolveu médicos e pesquisadores durante três meses. A parceria entre o instituto e o HC começou logo após a inauguração do Biofabris.

“Após uma longa conversa com Rubens Maciel e André Jardini [engenheiro mecânico e pesquisador do instituto Biofabris], percebi que poderíamos ter uma parceria científica”, relata Paulo Kharmandayan, professor e coordenador da área de Cirurgia Plástica do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, integrante do Biofabris.

Além da convergência de interesses nas linhas de pesquisa, também havia a proximidade física dos laboratórios.

“Foi uma tarde inteira de conversas em que expus as minhas necessidades na área médica e eles se propuseram a encontrar soluções para as demandas apresentadas.”

À medida que o tempo passou e o instituto cresceu, apareceram mais perguntas e propostas. “Atualmente fazemos reuniões semanais e a cada discussão surgem novas ideias.”

A tarefa de fabricação dos três implantes personalizados de titânio que compõem a prótese e formam uma superfície de 10 centímetros de comprimento demorou 20 horas.

O primeiro passo para a fabricação de uma prótese é fazer, por meio de tomografia, imagens da área do corpo que necessita de reparos.

Essas imagens são colocadas no programa InVesalius, um software desenvolvido pelo CTI, responsável pela reconstrução da parte afetada em 3D.

A partir da comparação da parte preservada com a afetada por trauma ou acidente, os pesquisadores criam uma prótese com a dimensão e o formato mais apropriado, preservando a aparência e recuperando a função original de proteção ao cérebro.

Com base nesse modelo virtual da cabeça do paciente, são feitos então um crânio-modelo e uma prótese em nylon por impressão 3D.

“O planejamento virtual é uma etapa demorada, em que o programador e a equipe médica discutem todos os ajustes necessários, antes de chegar à prótese definitiva, em metal”, explica Kharmandayan.

Acabamento e esterilização

Na etapa final, de fabricação da prótese metálica, uma liga com pó de titânio é colocada dentro da máquina de manufatura aditiva, técnica de impressão em que um modelo tridimensional é criado por sucessivas camadas de material.

O pó é sinterizado a laser e forma as camadas com 0,4 milímetro.

Dependendo da peça, a fabricação pode demorar até um dia para o processo ser finalizado.

Depois de retirada da máquina, a peça é submetida a um tratamento térmico ou químico e, no caso de ser usada em aplicações médicas para implantes, ainda passa por um processo de limpeza, acabamento superficial para retirada de resíduos e esterilização.

Novo tratamento para melanoma é aprovado pela União Europeia

Ampolas de exame de sangue são vistas em Paris
Da AFP

Nova York - A Comissão Europeia aprovou nesta quarta-feira a comercialização do pembrolizumab (Keytruda), um tratamento para o melanoma considerado o futuro grande sucesso de vendas do laboratório norte-americano Merck.

"O pembrolizumab recebeu a aprovação regulamentar da Comissão Europeia fundamentando-se nos resultados de estudos de fase II, que demonstraram que trata-se do primeiro e único medicamento à base de anticorpos anti-PD1 que oferece em imunoterapia uma sobrevivência superior à associada ao ipilimumab, atualmente a única opção de tratamento para o melanoma avançado", informou a Merck em comunicado.

"A aprovação permite vender o pembrolizumab nos 28 países-membro da União Europeia em doses de 2 mg/kg por três semanas", agregou a farmacêutica.

A incidência do melanoma, a forma mais grave de câncer de pele, aumentou nas últimas quatro décadas. Segundo a Merck, em 2012 foram diagnosticados cerca de 100.000 casos na Europa, o que corresponde a quase metade da incidência de melanoma no mundo.

Vendido há apenas alguns meses, o medicamento gerou 83 milhões de dólares em volume de negócios no primeiro trimestre e é considerado o próximo grande sucesso de vendas para a empresa.

O perfil de quem faz esportes no Brasil - e o do sedentário


O Ministério do Esporte lançou nesta segunda-feira o primeiro Diagnóstico Nacional do Esporte. O levantamento faz parte de um projeto para nacionalizar o legado dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro.

O objetivo é aproveitar o grande evento para incluir a atividade física no cotidiano da população brasileira. A pesquisa busca conhecer o perfil do praticante de atividade física e também quem está do lado oposto, o sedentário. Segundo o Ministério do Esporte, esta é a mais abrangente sondagem sobre esportes já feita no país.

Ao todo, foram realizadas 8.902 entrevistas com pessoas entre 14 e 75 anos.

Veja algumas das descobertas que o estudo fez sobre como o brasileiro pratica esportes. 

Sedentarismo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pessoa é considerada ativa quando pratica alguma atividade física pelo menos três vezes por semana, em seu tempo livre, com duração mínima de 30 minutos. O sedentário é aquele que não faz nenhum tipo de atividade física ou esporte.

No Brasil, 45,9% da população é sedentária. Isto é, 67 milhões de pessoas não fazem atividade física. A maior parte são mulheres (50,4%). Além disso, quanto mais velha uma pessoa é, mais sedentária.

Faixa etária        /       Sedentarismo 
Entre 15 e 16 anos    /   32,7% 
Entre 20 e 24 anos   /    38,1% 
Entre 25 e 34 anos   /    40,7% 
Entre 45 e 54 anos   /    53,5% 
Entre 55 e 64 anos   /    56,5% 
Entre 54 e 74 anos   /    64,4% 

A pesquisa perguntou também se as pessoas tinham consciência dos riscos da vida sendentária. A maior parte disse que "sim, mas não me esforço para a prática" e "sim, mas não tenho tempo para a prática". Apenas 12% disseram não gostar de praticar atividades físicas.

Os estados da região Sudeste do país são os que concentram o maior número de sedentários, com 54,4%. O Norte, por sua vez, tem menor parcela, com 37,4%

Abandono da atividade física

Foi constatado ainda que o abandono das atividades físicas acontece principalmente entre os 16 e 24 anos, que coincide com o período em que o indivíduo sai da escola para o mundo do trabalho.

O principal motivo apontado para a desistência pelos entrevistados foi estudos, trabalho e família.Veja na tabela abaixo os outros motivos.

Rótulos terão que informar de alimentos que causam alergia

Alimentos derivados da soja são alguns dos que deverão apresentar informações nos rótulos sobre possíveis alergias 

Paula Laboissière, da AGÊNCIA BRASIL

Brasília - A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (24) por unanimidade a resolução que trata da rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias

Os rótulos, a partir de agora, devem informar a existência de 17 alimentos considerados alergênicos: trigo (centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas); crustáceos; ovos; peixes; amendoim; soja; leite de todos os mamíferos; amêndoa; avelã; castanha de caju; castanha do Pará; macadâmia; nozes; pecã; pistaches; pinoli; castanhas; e látex natural. 

A regra prevê ainda que as informações nos rótulos de produtos derivados desses alimentos sejam as seguintes: 

Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares); 

Alérgicos: Contém derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares); 

ou Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados. 

Segundo a Anvisa, nos casos em que não for possível garantir a ausência de contaminação cruzada de alimentos (presença de qualquer alérgeno alimentar não adicionado intencionalmente), o rótulo deve apresentar a seguinte declaração: Alérgicos: Pode conter (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares). 

As advertências, de acordo com a resolução, devem estar agrupadas imediatamente após ou logo abaixo da lista de ingredientes e com caracteres legíveis, em caixa alta, negrito e cor contrastante com o fundo do rótulo. 

Os fabricantes terão 12 meses para adequar as embalagens. Os produtos fabricados até o final do prazo de adequação poderão ser comercializados até o fim de seu prazo de validade. 

Para a representante da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), Ana Maria Giandon, o prazo de adequação dos rótulos é apertado. 

Ela lembrou que, na Europa, quando uma norma similar foi aprovada, o prazo concedido ao setor foi de 36 meses. “Temos que mapear, verificar toda a cadeia produtiva, todos os nossos fornecedores e alterar a embalagem dos nossos produtos”. 

O diretor da Anvisa Renato Porto, e relator da matéria, defendeu o prazo estipulado pela agência, e lembrou da urgência do tema. “Essa demanda nasceu muito fortemente da sociedade, do cidadão pedindo para que essa matéria fosse regulamentada”, disse. 

“A sociedade pode ter certeza de que terá rótulos de produtos muito mais adequados, que vão dar a possibilidade do consumidor escolher adequadamente, dado que a melhor maneira de se prevenir uma crise alérgica é evitando o consumo”. 

A advogada Cecília Couri, coordenadora da campanha Põe no Rótulo, avaliou a aprovação da norma como um “grande passo”. Ela lembrou que a vitória só virá a partir do momento em que os rótulos forem adequados ao que foi estabelecido pela Anvisa. 

“Não queremos norma, queremos informação no rótulo. Só a gente sabe da dificuldade de fazer compras no mercado, das reações alérgicas por conta de rótulos que não estavam claros”. 

Tatiana Araújo, 28 anos, comemorou a aprovação da resolução acompanhada do filho Samuel, 10 meses, que tem alergia à proteína do leite. O irmão mais velho de Samuel, Alexandre, 2 anos, também tem alergia à proteína do leite e à soja. 

“Tenho sempre que ligar nas empresas para fazer perguntas. Muitas vezes, eles mudam os ingredientes e não avisam no rótulo. Meu filho mais novo ainda não come nada industrializado, mas o meu mais velho fica com feridas no corpo inteiro”, contou. 

“Espero que, com essa norma, meus filhos tenham qualidade de vida”.

Tratamento para Alzheimer está próximo, dizem cientistas

Doença mental: o Mal de Alzheimer afeta partes do cérebro relacionadas à memória 

Bill Berkrot e Ransdell Pierson, da REUTERS

Nova York -- Após décadas de pesquisas sobre o Mal de Alzheimer que não tiveram resultados persistentes, incluindo 123 drogas que fracassaram no tratamento da doença, os principais pesquisadores da área disseram agora estar mais confiantes sobre a chegada de um tratamento efetivo. 

O otimismo tem se espalhado antes da Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (CIAA), que começa neste sábado em Washington, nos Estados Unidos. Novas drogas experimentais das empresas Eli Lilly e Biogen se mostraram promissoras em reduzir a progressão da doença que afeta o cérebro, atraindo a atenção de investidores e pacientes. 

Os medicamentos estão nas fases iniciais de desenvolvimento e podem vir a ser ineficazes, assim como substâncias anteriores. Mas os pesquisadores da área adquiriram um vasto conhecimento sobre as transformações do cérebro afetado pelo Alzheimer, e possuem um entendimento melhor sobre como e quando intervir com remédios.

"O chavão constante, que tem se repetido desde sempre, é: 'uau, estamos a cinco anos de um tratamento realmente efetivo'", disse Steven Ferris, que dirige o programa de testes clínicos sobre Alzheimer no Centro Médico Langone da Universidade de Nova York (NYU, na sigla em inglês). 

"Seria prematuro dizer que tivemos um avanço decisivo, mas existem muitas coisas em andamento que são bastante promissoras”, acrescentou Ferris, que está envolvido com os testes há mais de 40 anos. As drogas da Lilly e da Biogen bloqueiam a beta-amilóide, proteína que causa placas cerebrais tóxicas características da doença mental progressiva. Estima-se que 5 milhões de pessoas possuam Alzheimer nos EUA. A Associação de Alzheimer projeta que até 28 milhões de norte-americanos vão desenvolver a doença até meados do século.

Novo remédio promete aliviar depressão em apenas 24 horas

A depressão é uma doença psiquiátrica muito complexa, que se caracteriza pela perda de prazer nas atividades diárias, apatia, alterações cognitivas e de apetite, entre outros. Por ser diferente da tristeza comum que a maioria das pessoas sente em algum momento da vida, ela ainda é um mistério para a medicina – já que pode acometer qualquer pessoa em qualquer período da vida. Para tentar ajudar no tratamento da patologia, que ainda não tem cura, cientistas acabam de descobrir um medicamento que pode melhorar os sintomas da depressão em apenas 24 horas. 

A maioria das medicações usadas no tratamento da depressão atualmente ajuda a equilibrar o nível de serotonina no cérebro – neurotransmissor responsável pelo humor e que, normalmente, nessas pessoas, acaba sendo “mal distribuído” pelo cérebro. O maior problema é que esses remédios podem demorar até oito semanas para fazer efeito e os pacientes podem sofrer diversos efeitos colaterais até seus organismos se acostumarem com eles. 

O novo medicamento tem como foco outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico (mais conhecido pela sigla em inglês GABA), responsável pela regulação da excitabilidade neuronal ao longo do sistema nervoso. Os testes feitos em ratos mostraram que a medicação foi capaz de melhorar os sintomas da depressão em apenas 24 horas. 

"Temos provas de que estes compostos podem aliviar os sintomas devastadores da depressão em menos de um dia, e de uma forma que limita algumas das principais fraquezas das abordagens atuais", disse Scott Thompson, presidente do Departamento de Fisiologia da Escola de Medicina da Universidade de Maryland e principal autor do estudo. 

Os testes com ratos mostraram que os compostos aumentaram rapidamente a força de comunicação excitatória em regiões que estavam enfraquecidas pelo estresse e que se acredita serem enfraquecidas pela depressão humana. Já em ratos que não estavam estressados, a medicação não mostrou efeito algum. Com isso, os pesquisadores acreditam que ela não terá efeitos colaterais em humanos. 

Segundo Thompson, o medicamento agora precisa mostrar sua eficácia em humanos para poder, um dia, chegar ao mercado. "Agora, será tremendamente empolgante descobrir se eles produzem efeitos semelhantes em pacientes deprimidos. Se estes compostos puderem rapidamente fornecer alívio dos sintomas da depressão humana, tais como pensamentos suicidas, eles têm capacidade para revolucionar a forma como os pacientes são tratados”, disse ele. 

Médicos do mundo exploram choro de criança em campanha

Campanha da instituição "Médicos do Mundo" 

Do AdNews

Médicos do mundo inteiro, sobretudo de países como Portugal, Alemanha, Argentina, Canadá, Espanha, França, Grécia, Holanda e Suíça lançaram a campanha #makeachildcry. 

O objetivo da ação criada pela DDB Paris é sensibilizar o público com uma mensagem inusitada e chamar a atenção para a questão do acesso das crianças à saúde. 

O mote explorado é o medo que os pequenos têm de médicos, já que geralmente choram com vacinas ou simplesmente quando veem alguém de branco pela frente.

O slogam da ação é "Faça uma criança chorar. Salve-lhe a vida". A campanha é composta por um comercial de televisão e quatro cartazes, além do site makeachildcry.com, que partilha histórias de crianças tratadas pela instituição "Médicos do Mundo". 

Confira o vídeo:

12 Pessoas que Perderam Peso de forma Incrível

Na vida de uma pessoa pode ter muitas lutas internas, mas certamente aquele que pode ser mais difícil é a de perder peso, envolve uma série de mudanças que nem sempre são possíveis de alcançar.

Assim, dietas, pílulas e outras fórmulas são válidas para vencer a luta contra os kilos indesejaveis, porém para alcançar os objetivos tem que ter foco e muito superação.

Este é o caso de pessoas que conseguiram perder mais de 20 kg, as pessoas que se destacam por ter alcançado resultados surpreendentes em sua luta para perder peso, luta que também é sinônimo de força de vontade e mudanças no estilo de vida.













Isso é o que a radiação pode fazer com o corpo humano


Atenção: a imagem abaixo é suficiente para fazer o mais resistente estômago se revirar – especialmente porque esse cara ficou três meses neste estado.





O que você está vendo é o corpo de Hiroshi Ouchi, de 35 anos, que sofreu um terrível acidente ocorrido na instalação de reprocessamento de urânio em Tokaimura, a nordeste de Tóquio, onde ele havia trabalhado em 30 de setembro de 1999. A causa do acidente foi o depósito de uma solução de nitrato de uranilo, que continha cerca de 16,6 kg de urânio, em um tanque de precipitação, excedendo a sua massa crítica. Três trabalhadores foram expostos a quantidades incríveis do tipo mais poderoso de radiação na forma de feixes de nêutrons.

A radiação destruiu completamente os cromossomos em seu corpo.

De acordo com um livro escrito por NHK-TV chamado Slow Death: 83 Days of Radiation Sickness, ao chegar ao Pronto Socorro do Hospital da Universidade de Tóquio, Ouchi parecia relativamente bem para alguém que tinha acabado de ser submetido a níveis de radiação colossais, e foi até mesmo capaz de conversar com os médicos.

Isto é, até que sua pele começou a cair.

Conforme a radiação em seu corpo começou a quebrar os cromossomos dentro de suas células, a condição de Ouchi piorou.

Ouchi foi mantido vivo durante um período de três meses. Seus órgãos internos falharam e ele perdeu 20 litros de fluidos corporais. Eu estou feliz em dizer que ele foi mantido em coma médico durante a maior parte deste tempo.

Cada aspecto de sua condição era constantemente monitorado por uma equipe de médicos, enfermeiros e especialistas. Os tratamentos usados ​​em uma tentativa de melhorar a sua condição foram transplantes de células estaminais, enxertos de pele e transfusões de sangue maciças.

Mas estava claro que ele nunca iria sobreviver.

Como mencionado anteriormente, ele foi mantido vivo por 83 dias enquanto os médicos tentaram diferentes métodos para melhorar a sua condição.

Por que ele foi mantido vivo sabendo que não haveria cura? Para testar os tratamentos para os efeitos da radiação? Apenas os próprios médicos sabem.

Mas o que nós sabemos é que esta é uma maneira brutal de deixar esse mundo. [IFLScience]

Sono REM é importante para desenvolvimento das crianças

Dormindo como uma criança: o sono REM ajuda o cérebro a crescer e ajusta a força à quantidade de conexões neuronais, sugere o estudo
Da EFE

Madri - Durante a infância, a fase do sono denominada REM ou " rapid eye movement" (movimento rápido dos olhos) transforma as experiências vividas em lembranças duráveis e em habilidades, por isso é importante para o desenvolvimento do cérebro, revelou um estudo da Universidade de Spokane, de Washington (Estados Unidos).

Esta descoberta, publicada nesta sexta-feira na revista "Science Advances", amplia os conhecimentos sobre a importância que tem as crianças dormirem muito e questiona o crescente uso de remédios que perturbam esse momento, como os estimulantes e os antidepressivos.

De acordo com o professor de Ciências Médicas Marcos Frank, os pequenos passam grande parte do tempo em sono REM, mas até agora pouco se sabia sobre a capacidade dessa fase para mudar e recombinar lembranças.

A equipe de Frank documentou os efeitos do sono no desenvolvimento da visão de animais jovens. Os circuitos cerebrais mudam na crosta visual quando o animal explora o mundo que lhe rodeia, mas é no sono REM que as mudanças são fixadas, graças a uma enzima que só aparece nesse momento chamado ERK.

O médico afirmou que os retalhos das ações vividas tendem a se desvanecer sem o sono REM, e o cérebro, basicamente, esquece o que viu. Os cérebros jovens, incluindo os das crianças, passam por períodos-chave de plasticidade e reestruturação, quando se desenvolvem a visão, a fala, as capacidades motoras e sociais.

O estudo sugere que durante esses períodos, o sono REM ajuda o cérebro a crescer e ajusta a força à quantidade de conexões neuronais.

"A quantidade de horas de descanso influi no rendimento escolar das crianças. Deveríamos ser prudentes no momento de restringir o sono delas", disse o especialista.

Há diferentes períodos de desenvolvimento da criança quando a necessidade de horas de sono aumenta, por exemplo, nos primeiros meses, mas também durante a adolescência, quando o cérebro muda rapidamente.

O professor advertiu contra a tendência, cada vez mais comum entre os pediatras, de tratar crianças com remédios, pois existem poucas pesquisas sobre o efeito de certos medicamentos no desenvolvimento do cérebro a curto e longo prazos.

Peso incomoda mais homens que mulheres, segundo pesquisa

Brasil: número de homens preocupados com o peso é maior na comparação com as mulheres: 57,09% contra 49,33%

Cuidar da aparência é prioridade para quase 90% das pessoas na América Latina. Pelo menos foi isso que indicou uma pesquisa realizada pelo Groupon com mais de 7 mil pessoas.

Quando o assunto, no entanto, diz respeito ao peso, os homens estão mais incomodados que as mulheres nesse quesito.

De acordo com o estudo, 57,31% dos homens que responderam à pesquisa estão incomodados com o peso atual. Já a porcentagem de mulheres é um pouco menor, 54,90%.


No Brasil, o número de homens preocupados com o peso é ainda maior na comparação com as mulheres: 57,09% contra 49,33%.

Além do Brasil, o levantamento ouviu pessoas na Argentina, Chile, Colômbia e México entre os dias 13 e 21 de maio.

O Chile é o país com os homens mais preocupados com o peso, mais de 60% dos chilenos disseram estar incomodados com a balança. 

Preocupados com o pesoHomens/Mulheres

Brasil 57,09%   49,33%
Argentina 58,78%  54,23%
Chile 62,61%  56,68%
Colômbia 54,01%  58,94%
México 54,05%  55,30%
Média 57,31%  54,90%