Últimas

Outras Matérias

Mais Matérias informativas

Conheça a Língua Geográfica, condição benigna considerada um mistério para a Medicina

A glossite migratória benigna, ou eritema migratório, é um distúrbio popularmente conhecido como “língua geográfica”.

Ela causa lesões erosivas avermelhadas, disformes, de cor cinza-esbranquiçada e salientes na língua da pessoa acometida, parecendo formar um pequeno mapa geográfico, quando as papilas, aquelas pequenas protuberâncias que cobrem a língua, desaparecem de zonas aleatórias da língua.

As marcas podem se mover constantemente para regiões diversas da língua, e geralmente ocorrem com maior frequência em mulheres. Tendem a aparecer nas fases mais jovens da vida e podem persistir até, em média, os 8 anos de idade.

“Estas placas podem mudar de tamanho e forma de um dia para o outro e tem aparência de queimadura. A condição nem sempre é dolorosa, mas algumas pessoas sentem dores na língua e sensação de ardência que piora ao comer alimentos quentes ou picantes”, explicou a bióloga Karlla 

Patrícia, pelo portal Diário de Biologia.
A condição não tem um padrão familiar, de acordo com alguns estudos, e a causa da perda das papilas ainda é um mistério para a medicina. Sabe-se que a condição pode ser hereditária e associar-se com asma e rinite alérgica. Além disso, deficiência nutricionais, como falta de algumas vitaminas, pode interferir na incidência do caso.

Alguns estudo tentam descobrir se a língua geográfica também tem relação com a psoríase, estresse causado por caráter emocional e dermatite seborreica. Apesar disso, o diagnóstico leva em conta as características conhecidas da condição, principalmente pelo movimento das lesões na região da língua. Uma biópsia pode ser necessária.

A língua geográfica não apresenta qualquer tipo de risco à saúde e ainda não há um tratamento específico. O ideal é evitar o consumo de alimentos condimentados e em temperaturas elevadas, pois podem provocar irritações.

Fonte: Dráuzio Varella / Foto: Reprodução / Wikipédia Commons via Diário de Biologia

"Dietas restritivas são ineficientes em longo prazo", alerta o endocrinologista Luciano Negreiros

RIO DE JANEIRO, 24 de junho de 2015 /PRNewswire/ -- A busca pela dieta perfeita entre quem busca perder peso e manter uma vida saudável pode ser uma longa trajetória. "Apesar de resultados de fato existirem, essas dietas utilizam um método chato, burro e que enjoa", destaca o endocrinologista Luciano Negreiros. Com três livros publicados sobre educação e conscientização alimentar, Luciano defende que a alimentação precisa ser pensada como saúde, e não apenas como um método para emagrecer.

Segundo ele, as dietas restritivas podem até apresentar redução de peso, mas são insustentáveis em longo prazo e não conseguem manter uma reeducação alimentar sólida. "Não gosto da ideia de dieta e regime, que você faz por um curto período e não consegue manter de forma saudável por longos períodos", ressalta o médico.

Luciano lembra que a dieta restritiva até pode fazer sentido para quem está em um tratamento médico e que precise perder peso rapidamente, mas isso deve ser feito com o acompanhamento médico e profissional sob o risco de haver deficiências nutricionais na alimentação. "Geralmente fica uma dieta monótona, que não consegue ser seguida num longo prazo. O ideal é a reeducação alimentar, onde a pessoa consegue, além de mudar o corpo, mudar a cabeça, que é o mais importante", destaca.

Além disso, ele destaca que para muitos pacientes essas dietas, que vilanizam determinados alimentos ou ingredientes, podem trazer riscos nutricionais, como uma baixa de energia numa dieta pobre em carboidratos, ocasionando fraqueza. O endocrinologista lembra que qualquer dieta deve ser elaborada de forma individualizada e com orientação profissional. "Se a dieta for feita por conta própria e sem um acompanhamento de sangue e dosagem de nutrientes, em longo prazo, a pessoa pode apresentar outras deficiências nutricionais que podem levar a problemas de saúde", alerta.

"O tratamento que tem resultado bom e no longo prazo é aquele que faz um balanceamento nutricional de carboidratos, proteínas e inclusive gorduras, já que as gorduras saudáveis também são importantes e prioritárias numa dieta", destaca.

Um dos maiores problemas destacados pelo endocrinologista é o grande modismo que há com dietas do momento, como as atuais dietas sem glúten, sem lactose e até sem carboidrato. Para Negreiros, não há necessidade de tomar medidas tão radicais. "O mundo está criando uma gama de pacientes intolerantes à lactose e ao glúten", alerta Negreiros ao ressaltar que muitas das pessoas que aderem a essas dietas sequer teriam necessidade de abrir mão destes alimentos para emagrecer.

Mais informações: (21) 98283-2452

FONTE Luciano Negreiros

Apoio ao uso medicinal de maconha cresce na América Latina

Maconha: Peru e Bolívia são os países onde a desaprovação é maior
Antonio de la Jara, da REUTERS

Santiago - O apoio ao uso terapêutico da maconha cresceu na América Latina, enquanto o respaldo a medidas de descriminalização e legalização de drogas aumentou no México, Colômbia e Chile, de acordo com o estudo de uma ONG divulgado nesta terça-feira.

A ONG Observatório Latino-Americano de Políticas de Drogas e Análise (Opodp) disse que o apoio ao uso da maconha medicinal subiu de 5,74 pontos para 6,52 pontos (numa escala de 10) nos últimos anos.

Peru e Bolívia são os países onde a desaprovação é maior, com um total de 3,84 e 3,94 pontos, respectivamente, enquanto o Chile tem a maior aprovação (7,94).

De modo geral, o estudo assinala que atualmente em todos os países a aprovação do uso terapêutico da maconha é maior do que a que a pesquisa havia apontado há um ano.

"A América Latina tem mostrado uma abertura significativa para a necessidade de reformar as políticas atuais. Os habitantes da região se mostram críticos às abordagens adotadas, às campanhas de prevenção e políticas implementadas em seus países", disse Eduardo Vergara, fundador da Opodp.

Já para o uso recreativo da maconha, a média fica em 3,97 pontos, mais para o polo da desaprovação, de acordo com o Opodp. Sua rejeição é maior na Bolívia (2,46), El Salvador (2,59) e México (2,70).

Por outro lado, no Uruguai a média de aprovação chega a 5,19 e no Chile, 5,05 – esses são os países com maior apoio ao uso recreativo.

SUS terá três novos medicamentos para tratar hepatite C

Teste de hepatite C: O Ministério da Saúde informou que o novo tratamento tem taxa de cura de 90%, enquanto o atual tem eficácia de cura que varia entre 50% e 70%.

O Sistema Único de Saúde (SUS) terá três novos medicamentos para o tratamento da hepatite viral C crônica. O uso do sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir na rede pública está previsto em portaria da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde, publicada na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União.

Na semana passada o ministério anunciou a previsão de incorporar os três medicamentos que aumentam as chances de cura e reduzem o tempo de tratamento. A adoção foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.

O Ministério da Saúde informou que o novo tratamento tem taxa de cura de 90%, enquanto o usado, atualmente, tem eficácia de cura que varia entre 50% e 70%.

Outra vantagem apontada é a diminuição do tempo da terapia, das atuais 48 semanas para de 12 semanas. Os medicamentos poderão ser usados por pacientes que acabaram de receber o diagnóstico de hepatite C e pelas pessoas que já completaram o tratamento atual, mas que não se curaram.

Os medicamentos serão adquiridos de maneira centralizada pelo ministério para distribuição aos estados. A previsão é que no primeiro ano de uso será adquirido o suficiente para o atendimento de 15 mil pacientes. A estimativa é que o valor da compra seja de R$ 500 milhões.

Molécula do abacate pode curar leucemia

Um novo estudo revelou que a gordura da fruta pode combater a Leucemia Mieloide Aguda (LMA), uma forma rara e mortal da doença
Os pesquisadores canadenses disseram que as moléculas de gordura do abacate atacam diretamente as células-tronco da leucemia, a raiz da doença, à medida que crescem em células anormais do sangue.

Mundialmente, existem poucos medicamentos que combatam as células-tronco da leucemia. Em função dos resultados, os pesquisadores esperam criar uma droga derivada do abacate, com intuito de aumentar significativamente a expectativa e a qualidade de vida em pacientes com LMA, uma doença devastadora e fatal dentro de apenas cinco anos, em 90% dos pacientes com mais de 65 anos.

Em pessoas saudáveis, as células estaminais na medula óssea, crescem e se dividem para formar células vermelhas de sangue plenamente desenvolvidas, plaquetas e glóbulos brancos. Em pacientes com LMA, este processo dá errado. Em vez de formar células vermelhas do sangue saudáveis, muitas células de leucemia anormais são formadas. Estas são células imaturas, que não são capazes de se desenvolver em células sanguíneas de funcionamento normal.

Os pesquisadores descobriram que a molécula de gordura do abacate, chamado avocatin B, é capaz de interromper este processo, tendo como alvo as células-tronco sanguíneas saudáveis, ainda capazes de crescer.

“A célula-tronco é realmente a grande responsável pelo desenvolvimento da doença e a razão da recaída de tantos pacientes com leucemia. Temos realizado vários testes para determinar como esta nova droga funciona em um nível molecular, confirmando que ele atinge seletivamente as células estaminais, deixando as células saudáveis ​​ilesas”, disse Paul Spagnuolo, da Universidade de Waterloo, no Canadá.

“A avocatin B não só elimina a fonte de LMA, como também seus efeitos seletivos, diminuindo a toxicidade ao corpo”, completou Spagnuolo, que fez uma parceria com o Centro de Comercialização de Medicina Regenerativa (CCRM), em Toronto, Canadá, e entrou com um pedido de patente para o uso de avocatin B para tratar LMA.

A droga ainda precisará passar por longos teste, antes de ser aprovada para uso em clínicas de câncer, mas Spagnuolo já está realizando experimentos para preparar a droga para um ensaio clínico de Fase I. Esta será a primeira rodada de ensaios em que as pessoas diagnosticadas com LMA terão acesso à droga.

A pesquisa foi publicada na revista Cancer Research.

Fonte: Jornal Ciência, publicado com o título: “Cientista revoluciona ao encontrar molécula no abacate que combate a leucemia e pretende lançar medicamento em breve”, que evidentemente é muito longo.

Após modelo ter perna amputada, especialista alerta que absorvente sintético pode ser prejudicial à saúde

Ela contraiu a Síndrome do Choque Tóxico e ficou à beira da morte nos Estados Unidos
A vida da modelo Lauren Wasser, de 26 anos, passou por um enorme turbilhão nos últimos anos. Bonita e saudável, ela tinha uma vida de glamour e de projetos. Não pensava em mais nada além de sua rotina entre o trabalho, os esportes e as aulas de teatro, segundo reportagem da revista Vice
Foto: Reprodução/perezhilton.com 

Até que, em 2012, ela contraiu uma doença rara, a síndrome do choque tóxico, cuja sigla em inglês é TSS. O que causou o mal foi uma infecção causada pelo uso de seu absorvente preferido, em um dia que deveria ser mais um entre os vários momentos alegres em sua rotina na época, nos Estados Unidos
Foto: Reprodução/perezhilton.com 

— Tudo (na vida dela) era baseado na aparência. Eu era aquela garota, e eu nem pensava sobre isso
Foto: Reprodução/Instagram 

A infecção quase causou a sua morte. Ao sobreviver, teve, porém, de amputar a perna direita e mudar muita coisa de seu estilo de vida. Agora ela está processando a empresa Kimberly-Clark Corporation, fabricante do produto, denominado Kotex Natural Balance
Foto: Reprodução/Facebook 

Também entrou com ação contra a rede de farmácias que lhe vendeu o absorvente, a Ralph´s, para onde se dirigiu no fatídico dia, quando ela iria à noite a uma festa de um amigo. Segundo a modelo, as empresas não alertaram sobre os perigos do uso do produto, já conhecidos desde os anos 80
Foto: Reprodução 

— Todos sabem que o cigarro pode matar. Quando você fuma, a escolha é sua. Seu eu soubesse sobre a TSS, jamais teria usado (este tipo de) absorventes
Foto: Reprodução/Vice 

Lauren contou que naquele dia trocou o absorvente de manhã, de tarde e à noite. Mas quando foi à festa, passou mal e voltou para casa, na cidade de Santa Monica (Califórnia). Contatou a mãe. No entanto, foi encontrada no dia seguinte por um amigo, que acionou a polícia
Foto: Reprodução/Facebook 

Quase desmaiada no chão do quarto, ela ardia em febre. Os médicos disseram que neste momento ela estava a dez minutos da morte. A moça chegou a ter os órgãos próximos da falência e um ataque cardíaco quando deu entrada no hospital
Foto: Reprodução/Facebook 

A dúvida sobre o que se passava só foi sanada quando um médico descobriu que ela usara o absorvente. Após exames em laboratório ficou comprovado que o material causou o choque de toxicidade
Foto: Reprodução/Facebook 

Segundo o ginecologista Mauro Sancovski, professor titular de obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC, a maioria das infecções neste tema vêm da própria vagina, que é fechada e não tem oxigenação
Foto: Reprodução/Vice 

Mas, sem se referir diretamente ao caso de Lauren, ele afirma ao R7 que produtos sintéticos podem ser prejudiciais.
— Impedem a transpiração e a eliminação de sangue
 Foto: Reprodução/Instagram 

O médico diz que a troca de absorventes é importante, mas a quantidade depende do fluxo que é eliminado pela vagina

— Se o fluxo for intenso, são necessárias duas, três trocas ou até mais. Mas se não há quase fluxo, a mulher pode fazer apenas uma troca Foto: Reprodução/Instagram 

A TSS é uma doença rara, descoberta em 1978, decorrente de infecções causadas pela bactéria Staphylococcus aureus, que, com o acúmulo de sangue menstrual nos absorventes de fibras sintéticas, criava condições favoráveis à sua proliberação
Foto: Reprodução/Facebook 

Costuma causar uma série de disfunções, como febre alta, pressão baixa, vermelhidão, afetando vários sistemas (pelo menos três), como o renal, o hepático e o gastrointestinal. Nos anos 80, devido ao uso deste tipo de absorvente, a síndrome causou a morte de algumas mulheres, quando ficou mais conhecida 
Foto: Reprodução/Facebook 

Hoje, as empresas voltaram a utilizar o algodão como matéria-prima, para evitar esse tipo de ocorrência. A recomendação é que, mesmo com produtos de algodão, haja a troca constante dos absorventes durante o dia, pelo menos por três vezes 
Foto: Reprodução/Instagram 

Em relação a casos de corrimento recorrente, Mauro recomenda que sejam evitados produtos sintéticos, que podem facilitar infecções.

— O indicado para essas situações é usar calcinha de algodão, que absorve melhor, evitando calcinha de nylon, que impede a transpiração. Também o uso de calças jeans, cujo tecido é grosso, não é recomendável Foto: Reprodução/Instagram 

Para Lauren, por um lado, isso é tarde. Por outro, ainda há tempo de, com o seu exemplo, ela buscar a justiça e conscientizar as mulheres da necessidade dos cuidados em relação a este tipo de produto. E à sua correta utilização
— Levei um tempo tentando descobrir se eu ainda tinha valor, se eu ainda era bonita

Foto: Reprodução/Vice

15 DOENÇAS PSICOLÓGICAS "ASSUSTADORAMENTE" BIZARRAS


15. SÍNDROME DA REDUÇÃO GENITAL

Também conhecido como koro, esse distúrbio mental deixa a pessoa convencida de que seus genitais estão desaparecendo. A maioria dos casos até hoje foi relatada em países da Ásia ou da África, e em muitos deles a síndrome parece ter sido contagiosa! Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Cingapura, em 1967, quando o serviço de saúde localregistrou centenas de casos de homens que acreditavam que seu pênis estava sumindo. Um único caso da síndrome da redução genital foi registrado até hoje no Brasil, no Instituto de Psiquiatria da USP. Convencido de que seu pênis estava sumindo, o doente tentou se matar com duas facadas no abdômen!

14. SÍNDROME DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Doença que provoca distorções na percepção visual da vítima, fazendo com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente minúsculos. O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra inglês John Todd, que o batizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll. Na obra, a protagonista Alice enxerga coisas desproporcionais, como se estivesse numa “viagem” provocada por LSD. As vítimas da síndrome também vêem distorções no próprio corpo, acreditando que parte dele está mudando de forma ou de tamanho.

13. PICA

Esse nome também estranho não tem nada de pornográfico: pica é uma palavra latina derivada de pêga, um tipo de pombo que come qualquer coisa. E a pica a síndrome, é claro… faz exatamente isso: a pessoa sente um apetite compulsivo por coisas não comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo… O problema atinge mais grávidas e crianças. Após comerem muita porcaria involuntariamente, os glutões ficam com pedras calcificadas no estômago.Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava moedas. Apesar dos esforços, ele morreu. Com cerca de 600 dólares no estômago…

12. MALDIÇÃO DE ONDINA

O nome bizarro é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia pagã européia. A doença, mais estranha ainda, faz com que as vítimas percam o controle da respiração. Se não ficar atento, o sujeito simplesmente esquece de respirar e acaba sufocado! A síndrome foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no mundo. Pesquisadores do hospital Enfants Malades, de Paris, acreditam que a doença esteja relacionada com um gene chamado THOX2B. O sistema nervoso central se descuida da respiração durante o sono e o doente precisa dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar!

11. SÍNDROME DE CAPGRAS

A Síndrome de Capgras (ou Delírio de Capgras) é um raro distúrbio no qual uma pessoa sofre de uma crença ilusória de que um conhecido, normalmente um cônjuge ou outro membro familiar próximo, foi substituído por um impostor idêntico. A síndrome de Capgras é classificada numa categoria de crenças ilusórias envolvendo erros de identificação a respeito de pessoas, lugares ou objetos. Pode ocorrer de forma aguda, passageira ou grave.
A ilusão é mais comum em pacientes com diagnóstico de esquizofrenia, embora possa ocorrer em variadas condições, como dano cerebral e demência.[1] Embora seja comumente chamada de síndrome por poder ocorrer com ou paralelamente a várias outras desordens e doenças, alguns pesquisadores argumentam que deveria ser considerada mais um sintoma de algo do que uma síndrome em si mesma.

10 TOC: TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO

Quem não tem a sua mania? O TOC atinge boa parte da população, entretanto em um nível moderado onde as manias não passam a interferir significativamente na vida das pessoas. Mas, o que é o TOC?
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) consiste na combinação de obsessões (pensamentos recorrentes e insistentes que se caracterizam por serem desagradáveis, repulsivos ou contrários à índole do paciente) e compulsões (comportamentos estereotipados, repetitivos, desagradáveis e inúteis).No Transtorno Obsessivo- Compulsivo as obsessões vêm acompanhadas de compulsões, pois as pessoas com TOC tentam afastar suas obsessões pondo em prática algumas compulsões, como por exemplo:
Lavar as mãos constantemente, a ponto de torná-las avermelhadas e inflamadas;

Verificar incessantemente se desligou o fogão ou o ferro, devido a um temor excessivo de incendiar a casa;

Contar certos objetos sem parar, por uma obsessão de vir a perdê-los.

Uma vez que sabe do absurdo ou exagero de seus comportamentos os pacientes podem tentar evitar os pensamentos intrusivos e as compulsões, o que causa uma tensão insuportável, motivo pelo qual acabam cedendo às compulsões.
Os sintomas do TOC provocam angústia, consomem tempo e podem interferir de maneira significativa no trabalho, na vida social e nos relacionamento pessoais do portador. Como não sabem o que está acontecendo, muitos temem estar enlouquecendo, sentem vergonha e por isso são discretos com relação aos seus sintomas obsessivos e compulsivos, preferindo ocultá-los a procurar ajuda especializada.
Existem diversos relatos de pessoas com essa doença na internet. Boa parte das pessoas tem vergonha de falar sobre esse transtorno e por isso a doença alcança o estágio avançado, como no caso da senhora que não dormia porque tinha que olhar embaixo dos móveis e atrás das portas ou do homem que se jogou do segundo andar do prédio porque tinha medo dos possíveis micróbios na fechadura da porta o que o impedia de sair de seu apartamento. Outro caso interessante foi o do sujeito conhecido como “Homem Lixo”, que tinha a mania de recolher todo o lixo que encontrava em seu caminho e levar para seu apartamento: depois de 2 anos, os moradores do prédio não agüentavam mais o “odor agradável” saindo do residência do individuo e conseguiram um mandato para invadir a mesma. Encontraram uma montanha de lixo por todas as repartições da casa e segundo os laudos da polícia, já fazia dois anos que o sujeito recolhia o lixo e trazia para seu lar.

9. Paramnésia Reduplicativa


A paramnésia reduplicativa é a crença de que um local foi duplicado, existindo simultaneamente em dois ou mais lugares, ou que foi movido para algum outro lugar. Por exemplo, uma pessoa pode não acreditar que está no hospital no qual foi internada, mas sim em um outro hospital, idêntico ao primeiro, mas localizado em outro lugar do país.

8. Síndrome da Explosão na Cabeça

Quem sofre da Síndrome da Explosão na Cabeça leva sustos avassaladores com ruídos que ninguém mais ouve. A Síndrome da Explosão na Cabeça geralmente é causada por estresse ou fadiga. 
A pessoa, sem mais nem menos, passa a ouvir explosões que só ela escuta porque as explosões em questão só acontecem dentro da cabeça delas. Não existe dor no processo, mas que dá medo, dá. 
Principalmente porque as crises têm a tendência a começar depois da segunda ou terceira hora de sono.
Imagina você acordar com a explosão de uma bomba que estourou só na sua cabeça?

7. Síndrome de Cotard

Quem sofre dessa doença tem o hábito de achar que é um morto-vivo. As pessoas que sofrem da síndrome do cadáver ambulante tem a peculiaridade de acharem que estão mortas. Eles também têm o hábito de achar que estão apodrecendo, acham que todo mau cheiro do mundo vem deles e que partes de seu corpo – internas ou externas – se perderam. Tirando isso, são gente boa. Claro: nas ocasiões em que eles admitem que existem, porque, na maioria das vezes, eles pensam que não existem não.
É conhecida como Síndrome de Cotard por causa de Jules Cotard, o neurologista francês esta é uma síndrome que é resultante de dano cerebral ou de distúrbio mental.

6. Síndrome da Excitação Sexual Persistente

Recentemente reconhecida como tal pela literatura médica, a Síndrome da Excitação Sexual Persistente é justamente isso: uma excitação que não acaba mais e que não tem absolutamente nada a ver com desejo sexual. Foi documentada em 2001 pela médica norte-americana Sandra Leiblum.
Como se não bastasse ela ser uma síndrome raríssima, as pessoas que sofrem com esse problema raramente procuram ajuda. Há dois anos, uma inglesa chamada Sarah Carmen, de 24 anos, declarou publicamente sofrer da Síndrome da Excitação Sexual Permamente e saiu em todos os jornais do mundo – ela diz ter 200 orgasmos por dia e que isso é chato.
Ela não pode beber, não pode ir a lugar onde toque música alta e, durante a entrevista que deu ao jornal News Of The World, ela diz ter tido oito orgasmos.

5. Sindrome da Mão alienígena

Por causa do filme de Stanley Kubrick, estrelado por Petter Sellers, esta síndrome também é conhecida como Síndrome do Doutor Strangelove. Parece brincadeira, mas a pessoa que sofre dessa desordem neurológica pode, do nada, começar um quebra pau contra uma de suas mãos. A coisa chega em um nível tão inacreditável que a tal mão alienígena pode, inclusive, tentar estrangular o seu dono. Ela pode ser causada por um derrame, por aneurisma ou trauma. Seus sintomas podem ser combatidos,mas o distúrbio, em si, não tem cura.

4. Delírio de Fregoli


A síndrome caracteriza-se como uma condição na qual a pessoa acredita que um ou mais pessoas que lhe são familiares (conhecidas), usualmente perseguidores, repetidamente modificam sua aparência e passam a ocupar outros postos, por exemplo: de médico, carteiro, vendedor, etc. Portanto, para o portador da síndrome justificando como é possível ao seu perseguidor estar nos diversos ambientes dele, disfarçado.

É claramente uma idéia delirante de perseguição. Portanto espera-se encontrá-la em pessoas que estejam psicóticas: transtorno delirante persistente e principalmente esquizofrenias.

A síndrome recebeu este nome em homenagem ao ator italiano Leopoldo Fregoli, (1867-1936) capaz de em suas apresentações encenar desde um monólogo até uma ópera, sendo ele o único ator e cantor do espetáculo. Deu origem ao transformismo no teatro, tamanha a sua habilidade para interpretar diversos personagens como ator e cantor.

É importante estabelecer um diagnóstico diferencial entre a Síndrome de Fregoli e a Intermetamorfose. Enquanto na primeira as pessoas modificariam apenas sua aparência física, seria um disfarce externo, na Intermetamorfose a transformação seria completa, isto é, também interna, transformando a personalidade também.

3. Prosopagnosia

Prosopagnosia é uma deficiência da percepção que afeta o sistema nervoso. Basicamente, as pessoas que sofrem com esse problema têm dificuldade em reconhecer os rostos de pessoas ao seu redor – já que essa tarefa seria responsabilidade de uma área específica do cérebro que, nos doentes, estaria danificada.
A doença foi estudada no século XVIII por vários cientistas, e o termo prosopagnosia foi criado em 1947 pelo neurologista alemão Joachim Bodamer. É a junção das palavras gregas prosopon (que significa lado) e agnosia (que significa conhecimento). Desde aquela época centenas de casos foram reportados.
Pessoas que sofrem com essa doença normalmente têm dificuldade em
reconhecer outros, mesmo que os tenham encontrado várias vezes. A maioria dos casos acontece depois de um trauma na cabeça, derrames ou doenças degenerativas.
“O homem que confundiu sua esposa com um chapéu” é o nome de um livro sobre a prosopagnosia escrito pelo neurologista Oliver Sacks. O caso mais trágico retratado no livro é sobre um músico que não sabia que possuía esse defeito. Ele realmente confundiu sua esposa com um chapéu e tentou colocá-la na cabeça (como, só é possível imaginar).
Também conhecida como cegueira facial, a prosopagnosia é, normalmente, acompanhada de outros tipos de dificuldade de reconhecimento (plantas, carros, expressões faciais e emoções). A doença pode criar vários problemas sociais e, em casos mais extremos, os pacientes têm dificuldades até para reconhecer a própria imagem em um espelho.

2. Sindrome de Korsakov

A síndrome de Korsakov (ou Korsakoff) é uma neuropatologia associada à carência de Vitamina B1 (tiamina), traumas cranianos,encefalite herpética, intoxicação pelo monóxido de carbono e indiretamente mas muito comumente ao alcoolismo agudo, pois o álcoolprejudica a capacidade do organismo de absorver a Vitamina B1. Essa vitamina está associada à transformação do ácido pirúvico, que por sua vez realiza transformações bioquímicas de proteínas, gorduras e especialmente hidratos de carbono, sendo que em sua ausência as células nervosas são as mais afetadas.
Os sintomas da Síndrome de Korsakov são a amnésia anterógrada, amnésia retrógrada e muito comumente a confabulação e uma desorientação temporoespacial. Acompanham esses sintomas uma severa apatia e desinteresse por parte do doente, que muitas vezes não é capaz de ter consciência de sua condição.
A amnésia anterógrada está relacionada com o comprometimento da memória de curto prazo, ou seja, o doente se torna incapaz de formar novas memórias a partir do momentoem que desenvolve a doença, e a amnésia retrógrada está relacionada à memória de longo prazo, assim o doente perde grande parte da memória que havia se formado antes da doença. É baseado nessa severa condição que o neurologista Oliver Sacks (em “O homem que confundiu sua mulher com um chapéu”) relaciona a síndrome de Korsakov à perda da identidade, pois vítima de uma amnésia retro-anterógrada o doente perde por inteiro sua linha biográfica, sua história, e permanece incapaz de construir outra, sendo obrigado a viver como uma pessoa sem história de vida. Essa linha seria fundamental para a formação do senso de identidade na consciência.
Como conseqüência desse severo quadro é que ocorre a confabulação, que seria uma tentativa do doente de preencher suas lacunas mnemônicas com imaginações e ficções aparentemente verossímeis, nas quais ele próprio poderia acreditar. Outra conseqüência seria a desorientação temporoespacial, claramente causada pela incapacidade da pessoa de marcar sua existência no tempo.
Há casos avançado, porém raros , onde o comportamento dessa doença se assemelha a doença fictícia “Sindrome de Goldfield” que é base do filme estrelado por Adam Sandler e Drew Barrymore, “Como se fosse a primeira vez”.

1. Coprolalia

Coprolalia é a tendência involuntária de proferir palavras obscenas ou fazer comentáriosgeralmente considerados socialmente depreciativos e, portanto, inadequados. Coprolalia pode fazer referência a excremento, genitais ou atos sexuais.
Coprolalia é uma característica rara de pessoas afetadas pela síndrome de Tourette e pela síndrome de Lesch-Nyhan. Coprolalia é um termo emprestado do idioma grego (ou κόπρος) que significa “fezes” (dejetos fecais) e λαλία, que significa “tagarelas, conversa sem sentido”. Coprolalia comporta todas as palavras e frases que são consideradas tabus sociais ou que são tidas como inaceitáveis fora de certos contextos. O termo coprolalia não é utilizado para descrever xingamentos contextualizados. Coprolalia geralmente é expressada fora de contexto social e emocional. A cadência, o tom e o nível da voz podem ser mais diferentes do que ocorre normalmente na pessoa afetada por essa condição.
A verbalização de palavras tidas por obcenas em grande maioria dos casos tem que ver com o contexto psìquicoemocional a que o indivíduo acometido pelo distúrbio possa estar inserido.
Em certos casos a pessoa com coprolalia consegue repetir as palavras características de sua condição em sua mente. No entanto, essas subvocalizações podem ser extremamente angustiantes.

BÔNUS

Existe uma doença a qual esqueci o nome (não, não estou com Korsakov) e por isso não pude colocar aqui em maiores detalhes. Li a respeito dela há mais ou menos, um ano. Na minha opinião é uma das piores, pois esse distúrbio faz nada mais nada menos que repetir continuamente e perpetuamente o mesmo som (um trecho de uma música ou até uma música inteira, por exemplo)na sua cabeça. O portador ouvi o som sempre, como se estivesse escutando através de um reprodutor de mídia. Isso acontece o dia todo e não adianta tentar ocasionar uma lesão no seu aparelho auditivo que mesmo surdo, o portador escuta o som. O distúrbio foi diagnostico na Europa após a ascensão dos Ipods, sendo que algumas pessoas desenvolveram esse mal depois do uso inadequado e excessivo dos aparelhos. Imaginei o sujeito despreparado pegando o Ipod do irmão e quando percebe está escutando Calypso ou Latino e nesse momento ele virá portador desse distúrbio… nossa, qualquer som repetido eternamente é, com certeza, uma tortura mas Calypso…. seria desumano demais, nem o Kratos agüentaria. 
Quem tiver mais informação sobre essa doença, põe aí no comentário que eu dou um update depois.

Alerta! 9 tipos de dores que podem não ser o que parecem

Dor de cabeça: pode ser sinal de acidente vascular encefálico (derrame) ou até mesmo ataque isquêmico transitório

Até 30% da população adulta dos países ocidentais sofrem com algum tipo dor, segundo dados recentes da “Associação Internacional para o Estudo da Dor". Por isso estar atento a todas elas é muito importante.

Algumas dores que parecem comuns podem esconder problemas muito mais sérios do que parecem. Uma simples dor de cabeça, por exemplo, pode ser um dos sintomas de um acidente vascular cerebral (AVC).

Para o médico Abel Magalhães, clínico e cardiologista do Vita Check-Up Center, a qualquer sinal de uma dor que a pessoa julgue fora do comum um especialista deve ser imediatamente consultado. 

"Embora nem toda dor ou desconforto seja indicativo de emergência, algumas situações não devem nunca ser ignoradas", afirma Magalhães.

Abaixo estão algumas das dores mais comuns e o que elas podem significar de fato, segundo o médico:

Dor no peito: pode ser sinal de doença nas artérias coronárias, como o infarto agudo do miocárdio.

Dor nas costas: problemas na coluna (músculos, nervos, medula e ossos – vértebras) ou até mesmo doenças do rim.

Dor na barriga: além de apendicite, pode ser pancreatite, obstrução intestinal, doenças do fígado ou da vesícula.

Dor na batata da perna: pode ser trombose venosa profunda – obstrução de veias por coágulos que podem se soltar e acometer os pulmões e resultar em uma embolia pulmonar.

Dor de cabeça: pode ser sinal de acidente vascular encefálico (derrame) ou até mesmo ataque isquêmico transitório, quando falta de sangue ou ocorre hemorragia no cérebro.

Dor nas juntas: pode indicar o desgaste natural das articulações, doença conhecida como osteoartrose/osteoartrite; ou ainda artrite reumatoide – doença autoimune em que o próprio organismo ataca equivocadamente as articulações.

Dor nos testículos, em homens, ou na pelve durante a relação sexual, em mulheres: pode ser sinal de torção testicular ou epididimite – inflamação localizada próximo aos testículos. Ainda pode indicar uma inflamação pélvica que se não tratada pode causar até infertilidade.

Dor e ardência nas mãos e/ou nos pés: pode ser sinal de neuropatia periférica - lesão nos nervos causada por diabetes, deficiência de vitaminas ou uso abusivo do álcool.

Dor difusa: pode indicar fibromialgia, doença ainda pouco conhecida em que a pessoa pode ter sensibilidade aumentada para a dor.

Após mortes, OMS emite alerta para pessoas do Oriente Médio não consumirem mais urina de camelo como medicamento

Recentemente, a história de pessoas que gostam de beber urina de camelo se espalhou pelo mundo depois que um surto de Síndrome Respiratória do Oriente Médio Cronavirus, doença fatal causada pelo consumo de xixi do animal, matou sete pessoas na Coreia do Sul.

Mas por que esse pessoal todo bebeu a urina dos bichos? De acordo com o Metro, os apreciadores do xixi aparentemente acreditavam que isso se tratava de um medicamento, capaz de ajudar a curar vários problemas de saúde.

Ainda segundo a publicação, há uma passagem no Hadith (livro sagrado muçulmano) que exalta as virtudes do líquido. “Algumas pessoas de Ukl e da tribo Uraina vieram a Medina e este clima não lhes fez bem”, de acordo com tradução feita das escrituras. “Portanto, o profeta ordenou-lhes irem a uma cáfila para beber o seu leite e urina. Então eles foram até uma delas e depois voltaram saudáveis.”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem alertado contra o consumo de urina. “Práticas de higiene devem ser observadas”, revelou em comunicado. “As pessoas devem evitar beber leite cru de camelo, a sua urina ou comer carne que não tenha sido devidamente cozinhada.”

Fonte: POP

Sífilis entre adultos cresce 603% em seis anos em SP

Treponema pallidum, bactéria causadora da sífilis: faixa etária com mais prevalência da doença é a de 40 a 49 anos 

Fabiana Cambricoli, do Estadão Conteúdo

O número de casos de sífilis adquirida por adultos teve salto expressivo em seis anos no Estado de São Paulo. 

Dados da Secretaria Estadual da Saúde divulgados na segunda-feira, 8, mostram que, entre 2007 e 2013, o número de novas notificações da doença passou de 2.694 para 18.951, alta de 603%. 

No fim de maio, o Estado já havia revelado, com base em dados nacionais, crescimento de 1.047% das notificações da doença entre grávidas e de 135% dos casos congênitos.

As estatísticas estaduais mostram que, entre o público em geral, a prevalência é maior entre os homens. 

Das 73.366 notificações registradas no Estado entre janeiro de 2007 e junho de 2014, 60,3% foram diagnosticadas entre pacientes do sexo masculino. 

A faixa etária com mais prevalência da doença é a de 40 a 49 anos, com 18,2% dos novos casos diagnosticados no período. 

"A prevalência nessa idade é maior porque a sífilis é uma doença antiga e pode ficar anos sem sintomas, mas foi entre os jovens que observamos a maior taxa de crescimento", revela Artur Kalichman, coordenador adjunto do programa estadual de DST/Aids. 

Ele afirma que a alta de casos está associada diretamente à diminuição do uso de preservativos e à melhoria do sistema de notificação. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A aterrorizante paralisia do sono

Imagine acordar no meio da noite e perceber que você não pode mover nenhum músculo. Você não pode ver nada pois está escuro, mas você parece sentir a presença de algo estranho no quarto, próximo à sua cama – ou sobre seu peito, te sufocando.

Este fenômeno assustador é conhecido como paralisia do sono, e é mais comum do que parece.

Pesquisadores afirmam que saber como isso acontece ajuda a sentir menos pânico durante um episódio do distúrbio do sono. Como algumas pessoas não sabem, elas acreditam que algo sobrenatural está agindo sobre elas.

A paralisia do sono acontece quando o cérebro e os músculos do corpo se dessincronizam durante o sono, e a pessoa acorda durante o sono REM (movimento rápido dos olhos), fase do sono em que os sonhos são mais frequentes. Nessa fase, o cérebro libera duas substâncias chamadas glicina e GABA, que deixam os músculos paralisados. Ficar consciente antes do corpo “acordar” caracteriza a aterrorizante experiência, onde as pessoas não podem se mexer, falar ou gritar. A paralisia pode durar de alguns segundos até cerca de 5 minutos.

Estima-se que entre 5 a 60% das pessoas experimentam a paralisia do sono (essa enorme diferença se dá devido aos diferentes métodos de pesquisa).


Algumas pessoas tem episódios frequentes, enquanto outras só experimentam durante uma ou duas vezes na vida, enquanto outros nunca vivenciam a experiência. Felizmente, a paralisia do sono é inofensiva, desconsiderando o enorme pavor que a pessoa sente quando não sabe o que está acontecendo.

Muitas pessoas também vivenciam durante a paralisia do sono alucinações, sensação de falta de ar, uma presença malévola no quarto (que é explicada do cérebro ficar em um estado “hiper vigilante”, fazendo a pessoa temer muito um ataque), ou ainda acreditam que estão morrendo. Mais raramente, alguns episódios da paralisia são acompanhados de sentimentos de queda, flutuação ou a sensação de estar fora do corpo. Por isso, alguns cientistas propuseram essa condição como uma explicação para os relatos de abduções alienígenas e encontros fantasmagóricos.

Várias circunstâncias foram associadas a um aumento do risco de paralisia do sono. Estas incluem insônia e privação do sono, uma agenda de sono irregular, stress, uso excessivo de estimulantes, fadiga física, bem como certos medicamentos. Além disso, dormir na posição supina (barriga para cima) aumenta os riscos da paralisia do sono, segundo os pesquisadores.

A paralisia do sono certamente fica muito menos assustadora quando você realmente sabe o que está acontecendo.

E você, leitor, já experimentou um episódio do distúrbio? 


Passar muito tempo sentada aumenta o risco de câncer de mama

Uma vida sedentária não faz bem para ninguém, mas para as mulheres, permanecer sentado por muito tempo pode ser ainda pior. De acordo com uma nova pesquisa realizada na Suécia, as mulheres que ficam mais tempo sentadas trabalhando ou passando o tempo têm uma tendência maior a desenvolver câncer de mama.

Pesquisadores analisaram informações de mais de 29 mil mulheres suecas com idades entre 25 e 64 anos, que não haviam apresentado câncer antes do início do estudo. As mulheres foram acompanhadas por 25 anos. As participantes do estudo foram divididas em dois grupos: aquelas que possuíam um trabalho sedentário (como trabalhar em um escritório) e não praticavam esportes; aquelas que tinham um emprego sedentário mas faziam exercício; e aquelas que tinham trabalhos que exigissem atividade física e ainda por cima realizavam exercícios com regularidade.

As mulheres que não eram ativas fisicamente em seus trabalhos ou tempo livre, foram 2,4 vezes mais propensas a receber um diagnóstico positivo para câncer de endométrio e de mama antes da menopausa, comparadas com aquelas que eram ativas em seus empregos e tempo livre. Não houve ligação entre a inatividade e o acréscimo de risco para o desenvolvimento de câncer após a menopausa.

As pessoas que trabalham em escritórios podem realizar pequenas atividades durante o dia que reduzem seu tempo sentado, como levantar para pegar café ou caminhar até o trabalho, disse Anna Johnsson, uma das autoras do estudo e fisioterapeuta da Universidade de Lund, na Suécia.

Os achados combinam com estudos anteriores que haviam encontrado uma ligação entre a inatividade e o risco de câncer. Um estudo de 2014 descobriu que cada duas horas passadas sentadas durante o dia estavam ligadas com um aumento de 10% no risco de desenvolvimento de câncer do endométrio em mulheres e 8% de risco de desenvolver câncer de cólon.

Um estudo de 2011 estimou que ser sedentário estavam entre as causas de mais de 49 mil casos de câncer de mama por ano nos Estados Unidos (onde são diagnosticados 230 mil casos por ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer dos EUA). Alguns estudos indicam que ter “pausas” durante o dia para se movimentar por aí reduz os níveis de moléculas no sangue que são ligadas com o risco de câncer.

O novo estudo foi apresentado essa semana em um encontro da Associação Americana para a Pesquisa de Câncer, na Philadelphia. [LiveScience]

Sem vida ativa, é possível engordar até 24kg por ano

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 30 minutos de atividade física diariamente em cinco dias por semana
Da EFE

 Em razão das "facilidades da vida moderna", o ser humano deixa de gastar diariamente cerca de 600 kcal, algo comum há mais de 30 anos, o que equivale a um acúmulo de 24 kg de gordura por ano, disse nesta terça-feira à Agência Efe o professor titular de Nutrição da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP), Antônio Herbert Lancha Jr.

"Com as novas tecnologias, o ser humano deixou de se locomover em atividades cotidianas, reduzindo o gasto de calórico, o que traz consequências negativas", afirma o professor.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 30 minutos de atividade física diariamente em cinco dias por semana.

Para Lancha, além disso, todas as pessoas devem se tornar mais ativas no dia a dia: "subindo um ou dois andares de escada, por exemplo, evitando o elevador quando possível, dando prioridade à escada, descendo um ponto antes do ônibus quando possível e fazendo deslocamentos pequenos e médios à pé".

"São várias as atividades diárias que, agregadas à prática regular de exercícios físicos, promovem benefícios muito importantes para a saúde", completa Lancha.

De acordo com o especialista, as atividades físicas já são consagradas como benéficas para uma vida saudável preservando massa muscular, e minimizando dores articulares.

"Além de contribuir para a redução de gordura corporal, esse hábito reduz as concentrações de triglicérides e de glicose, e estimula a produção de substâncias que agem como anti-inflamatórias no organismo", esclarece o professor.

"A gordura visceral, aquela típica masculina, possui características metabólicas pró-inflamatórias. A prática regular da atividade física aeróbia reduz essa gordura promovendo, assim ação sinérgica nas reduções das inflamações crônicas. Diversas doenças típicas do envelhecimento são decorrentes de quadros de inflamação", afirma o professor.

Lancha ressalta que, com uma vida mais ativa, o indivíduo que apresenta um acúmulo de gordura abdominal e doença cardiovascular associada tem a possibilidade de diminuir os riscos de enfarto, reduzir o colesterol e a pressão arterial.

Os exercícios físicos também são responsáveis por diminuir as chances de doenças do envelhecimento, como Alzheimer e outras doenças agravadas pelas inflamações crônicas como a demência senil.

"Embora essas doenças sejam mais recorrentes na velhice, é possível atuar na prevenção dos adultos jovens. Não podemos ignorar os fatores genéticos que serão mitigados caso se inicie a atividade física regular precocemente. Nunca é cedo demais e tarde demais", reforça.

"Em qualquer época da vida é possível começar a prática de atividade física, o idoso evolui as capacidades físicas como força, flexibilidade bem como capacidade aeróbia. O início tardio compromete o aprendizado de habilidades pela falta de repertório motor, que adquirimos na infância e adolescência. Por isso, um idoso que nunca praticou exercícios, por exemplo, evoluirá mais que aquele que sempre fez, entretanto estará sempre abaixo da sua própria capacidade se tivesse iniciado na juventude."

Mais da metade do País não vai ao dentista todo ano

Quanto aos hábitos de escovação, 89,1% dos entrevistados maiores de idade disseram que escovam os dentes pelo menos duas vezes ao dia.
Roberta Pennafort, doEstadão Conteúdo

Rio de Janeiro - O Brasil é o país que mais tem dentistas no mundo - são 260 mil -, mas, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, divulgada nesta terça-feira, 2, pelo IBGE, 55,6% dos brasileiros não se consultam anualmente. A recomendação dos dentistas é de que as consultas sejam semestrais.

No Norte e no Nordeste, os índices são ainda piores: 65,6% e 62,5% da população, respectivamente, não vai ao dentista todo ano. Já no Sul e no Sudeste, os porcentuais são de 48,1% e 51,7%, respectivamente. Os números foram levantados no último trimestre de 2013 e a pergunta se referiu aos 12 meses anteriores à entrevista.

A PNS revelou ainda que, entre as pessoas com 18 anos ou mais, 11% perderam todos os dentes; entre os brasileiros que estão acima dos 60 anos, o índice é de 41,5%.

Quanto aos hábitos de escovação, 89,1% dos entrevistados maiores de idade disseram que escovam os dentes pelo menos duas vezes ao dia. E 67,4% consideram sua saúde bucal "boa ou muito boa".

Os números não têm parâmetro de comparação, uma vez que se trata da primeira edição da PNS. Mas dados infraestruturais da PNS confirmaram patamares divulgados no âmbito da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) em anos anteriores: 93,7% dos domicílios brasileiros têm água canalizada, 60,9% contam com esgotamento sanitário, 89,3% são atendidos por serviços de coleta de lixo e 99,6%, servidos de energia elétrica.

Outro dado que já era conhecido e agora foi reafirmado pelo IBGE: o contingente da população que tem plano de saúde ou odontológico é de 27,9%, sendo a maioria no Sudeste e no Sul. Em 2012, a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, que usou informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), revelou que o porcentual era ligeiramente inferior: 24,7%.

Esse é o segundo volume da PNS 2013. Baseia-se em questionários aplicados em 6.069 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e em 49.130 domicílios de todas as unidades da federação. O primeiro volume, divulgado há sete meses, se ateve a questões como incidência de doenças crônicas e estilo de vida dos brasileiros. As informações servem para a formulação de políticas públicas de promoção, vigilância e atenção à saúde do Sistema Único de Saúde.

Unicamp faz 1ª cirurgia de crânio com titânio impresso em 3D do Brasil

Procedimento da paciente contemplada foi acompanhado em Campinas.
Placa de titânio usada para reconstrução facial foi feita em impressora 3D. 

Do G1 Campinas e Região 
O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp em Campinas (SP) realizou a primeira cirurgia com placa de titânio impressa em 3D do Brasil. O pó do metal é importado e ainda não tinha sido usado para um procedimento de reconstrução de crânio no país. Uma placa foi confeccionada para beneficiar uma paciente que precisava reconstruir parte do rosto, após sofrer um acidente de moto. O procedimento foi um sucesso. 

O caso de Jéssica Cussioli, de 23 anos, foi acompanhado antes, durante e depois da cirurgia com exclusividade pela EPTV, afiliada da TV Globo. (Veja o vídeo acima). 

"Quero ir no shopping! Cabeça nova, coisa nova" 
Jéssica Cussioli, após a cirurgia 

A estudante ficou com um buraco de 12 cm de comprimento no crânio após cair de moto e bater a cabeça em uma caçamba de entulho há cerca de oito meses. Ossos na região do olho direito também ficaram fraturados. Uma semana após a reconstituição, a jovem já fazia planos para o futuro. 

"Quero ir no shopping! Terminar a minha faculdade. Só coisa nova daqui pra frente. Cabeça nova, coisa nova", conta a estudante.

Jéssica após a cirurgia de reconstrução de crânio com titânio feita na Unicamp (Foto: Reprodução / EPTV)

O procedimento foi feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, como é parte de uma pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas, ainda não há uma previsão para que o procedimento seja disponibilizado para toda a rede pública.

Reflexos do acidente

Desde que Jéssica sofreu a colisão, ela nunca deixou de ter dores e desconfortos. Ao bater com a cabeça, a quina da caçamba atravessou a viseira do capacete, causando o ferimento grave. Ela esteve lúcida durante a espera pela chance de reconstrução.

"Tontura, dor de cabeça, mal-estar. O desconforto que eu sinto. Imagina você ter fortes dores de cabeça todos os dias, todo o tempo", conta. 

Persistência deu certo

Logo após o acidente, a família de Jéssica chegou a fazer o orçamento de uma prótese para reconstruir o rosto dela. O valor, no entanto, era de R$ 130 mil. A mãe da jovem pesquisou alternativas, enviou mensagens para locais envolvidos com fabricação e estudos de próteses. 

Uma delas chegou até o Instituto Biofabris, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que desenvolveu a técnica em titânio em parceria com a Unicamp. O exame de tomografia de Jéssica foi usado como base e um programa de computador criou o modelo virtual do crânio fraturado. 

"Para nós é um grande avanço, porque facilita a reconstrução, permite um resultado estético extremamente próximo do que era antes e agrega valor de competências científica e de manufatura ao Brasil" 
Paulo Kharmandayan, professor Unicamp 

Uma impressora em 3D produziu o mesmo modelo em resina e placas de titânio para cobrir os buracos nos ossos também foram desenvolvidas. 

"Esse procedimento existe em outros países. O ineditismo é que esse procedimento é feito com conhecimento nacional. Para nós é um grande avanço, porque facilita a reconstrução, permite um resultado estético extremamente próximo do que era antes e agrega valor de competências científica e de manufatura ao Brasil", explica Paulo Kharmandayan, professor do departamento de cirurgia plástica. 

Os responsáveis pela pesquisa precisaram da aprovação do Conselho de Ética da Unicamp para realizar a cirurgia, já que o material utilizado ainda não tem a aprovação da Anvisa.

Prótese de titânio foi desenvolvida no Brasil, na
Unicamp, em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Técnica reduz rejeição

As técnicas já conhecidas para viabilizar a reconstrução da face usam exerto ósseo ou resina acrílica, o polimetilmetacrilato. No entanto, o resultado é inferior à nova técnica desenvolvida. 

"O polimetilmetacrilato frequentemente leva a um processo de rejeição. Essa rejeição pode causar pequenas ou grandes feridas na pessoa, no coro cabeludo ou na face. O titânio, por sua vez, também é um material biocompatível, mas numa escala muito maior", afirma o professor. 

Para o pesquisador da Biofrabris André Luís Munhoz, a resistência do titânio vai além dos outros materiais. "Resistência mecânica, resistência à corrosão, quando dentro do corpo humano, e a densidade, é um material leve. A recuperação do paciente é como se fosse uma parte do próprio osso", explica.

Cirurgia para colocação das placas de titânio foi feita na Unicamp, em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Coronavírus MERS deixa dois mortos na Coreia do Sul

Enfermeiro sul-coreano é visto com uma máscara em um hospital, em Seul, Coreia do Sul
Da AFP

O ministério da Saúde sul-coreano anunciou nesta terça-feira, em Seul (noite de segunda-feira no Brasil), que duas pessoas infectadas com o coronavírus MERS morreram no país, segundo a agência de notícias local Yonhap.

Uma mulher de 58 anos morreu na tarde de segunda-feira com insuficiência respiratória aguda e testou positivo para MERS, noticiou a agência, destacando que este é o primeiro caso mortal da epidemia no país.

A segunda vítima foi um homem de 71 anos que, segundo a fonte, teve o exame para o vírus positivo em 28 de maio, sem informar a data da sua morte.

Mais de 20 países - entre os quais Arábia Saudita, primeiro foco da infecção - foram afetados por este vírus, contra o qual não há vacina ou tratamento.

EUA lança maior teste clínico de medicina de precisão

Médico em hospital: abordagem consiste em identificar as anomalias moleculares para determinar os tratamentos mais eficazes para cada paciente
Da AFP

Chicago - O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI, na sigla em inglês) lançou, nesta segunda-feira, um amplo teste clínico para tratar a doença em função das mutações específicas do tumor e não segundo o tipo de câncer, uma iniciativa sem precedentes na chamada medicina de precisão.

Esta abordagem consiste em identificar as anomalias moleculares dos cânceres para determinar os tratamentos mais eficazes para cada paciente.

Desta forma, uma pessoa com câncer de pulmão pode ser tratada com um medicamento usado para tratar outra forma de câncer, como o de mama, com o qual seu tumor compartilhe uma mutação similar contra a qual este tratamento é eficaz.

O projeto integra a iniciativa do presidente Barack Obama, anunciada em janeiro, em seu discurso sobre o estado da União, de aproveitar os avanços nos últimos dez anos e o potencial da medicina de precisão.

Esta abordagem permitirá conceber e realizar testes clínicos que levarão muito menos tempo e serão mais específicos para tratar os mais de 200 tumores diferentes existentes.

"Trata-se do teste clínico mais amplo e rigoroso da história em oncologia de precisão", afirmou o doutor James Doroshow, diretor-adjunto do NCI, durante coletiva de imprensa celebrada à margem da conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), celebrada em Chicago desde a sexta-feira.

Este teste clínico, denominado NCI-MATCH, se baseia nos esforços para compreender como as anomalias genéticas do tumor respondem às terapias de precisão e não mais o próprio câncer em função do órgão afetado, explicou.

Segundo Doug Lowy, diretor interino do NCI, "este teste clínico tem o potencial de transformar os tratamentos do câncer".

Cerca de três mil pacientes serão selecionados a partir de julho para o teste em 2.400 localidades dos Estados Unidos para identificar 1.000 que respondam aos critérios procurados.

Serão testados uns 20 tratamentos específicos, que serão fornecidos gratuitamente por laboratórios farmacêuticos que participarem do estudo.

Os pesquisadores usarão um simples teste de DNA, que permitirá identificar 143 mutações genéticas nos tumores de pacientes com câncer e que podem ser tratados de forma específica com medicamentos já comercializados ou experimentais.

O teste determinará se os tratamentos são promissores em função da taxa de resposta dos doentes e do período durante o qual o tumor parar de avançar.

Memoria não é tão afetada pela idade como se pensava

Na velhice, a deterioração aparece na memória episódica, mas não na semântica e na processual.
Da EFE

A capacidade de lembrar fatos concretos se deteriora com a idade, mas não os demais tipos de lembrança e sua perda em idosos é menor do que se acreditava, segundo um estudo.

A pesquisa, realizada por Wilma Koutstaal, da Universidade de Minnesota, e Alaitz Aizpurua, da Universidade do País Basco, conclui que os mais velhos lembram menos detalhes específicos do que os mais jovens, e, em geral, ambos os grupos conservam melhor as informações concretas dos fatos vividos do que as abstratas.

A principal diferença é na capacidade de lembrar os fatos mais remotos: os jovens os lembram melhor, segundo este estudo.

"Não é de todo certo a crença de que ao chegar à velhice a memória piora", diz Alaitz, professora da UPV.

Ela cita pesquisas neuropsicológicas e outros estudos que demonstram que a perda cognitiva começa aos 20 anos, mas dificilmente é notada porque as pessoas contam com capacidade suficiente para fazer frente às necessidades da vida cotidiana.

"A perda é mais perceptível entre os 45 e os 49 anos, e geral mais forte a partir dos 75, aproximadamente", destaca.

A deterioração não costuma ser uniforme nem geral, porque alguns tipos de memória sofrem mais do que outros.

Na velhice, por exemplo, a deterioração aparece na memória episódica, a que conserva as lembranças detalhadas, mas não na semântica e na processual. Essas são mantidas e, em alguns casos, inclusive melhoram.

"A memória processual é a das habilidades, a que necessitamos para fazer as atividades, como dirigir, que, no geral, se mantém também durante a velhice", acrescenta.

A memória semântica, por sua vez, está relacionada a linguagem, ao significado dos conceitos e aos fatos repetitivos. Na experiência realizada para a pesquisa, foi pedido aos participantes que lembrassem três fatos da vida pessoal: algo ocorrido no último ano, algo ocorrido no último mês e algo ocorrido na última semana, exceto no dia anterior.

"Quando perguntávamos tanto aos mais velhos quanto aos jovens sobre fatos acontecidos em um momento determinado, para os mais velhos era muito maior o intervalo de tempo transcorrido desde o fato", explica.

Se um jovem era perguntado por um determinado acontecimento de sua infância, tinha que voltar de 10 a 15 anos, mas um adulto mais velho, por outro lado, 40 anos ou mais, ressalta Alaitz.

Ao mudar o método de análise, as duas pesquisadoras não detectaram diferenças significativas nas lembranças do último mês e da última semana, e os adultos mais velhos foram tão capazes quanto os adultos jovens de fornecer detalhes episódicos relacionados aos fatos.